BRUNO DEIRO/ESTADÃO
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Califórnia com neve. E boas descidas

Há mais de 160 anos, a descoberta de ouro em Sierra Nevada, na costa oeste dos Estados Unidos, atraiu desbravadores de todo o país e ajudou a transformar a Califórnia no Estado americano mais rico e populoso. A partir de novembro, uma nova leva de aventureiros inicia outra corrida em direção à cadeia de montanhas, desta vez atrás de emoção. Famosa pelo litoral, a Califórnia é um roteiro improvável de esportes de inverno. Mas tem ganhado espaço por conta de sua longa temporada de neve, que pode durar até julho.

BRUNO DEIRO / MAMMOTH LAKES, O Estado de S.Paulo

15 Outubro 2013 | 03h17

Há dezenas de estações ao longo das cordilheiras, que se estendem até o Estado de Nevada. A maioria delas tem pequeno porte e infraestrutura reduzida - são frequentadas principalmente por moradores do entorno. Para turistas que vão de tão longe, caso dos brasileiros, a melhor ideia é seguir para Mammoth Mountain, que, com seus 3.350 metros, tem a maior altitude para se esquiar na Califórnia.

Chega-se até lá depois de 6 horas de estrada a partir de Los Angeles ou em um voo em turboélice da Alaska Arilines (alaskaair.com; desde US$ 81 por trecho). Construída em uma região vulcânica e com 300 dias de sol por ano (o que não significa calor: as temperaturas no inverno chegam a 10 graus negativos), a estação fica em um vilarejo de chalés e cabanas de madeira.

O refúgio para visitantes são resorts de montanha como o The Westin Monach (westinmammoth.com; desde US$ 189 por pessoa, por noite). Para pegar uma gôndola até a estação, basta atravessar a rua. Antes, dê um passeio pela simpática Village Plaza, que abriga lojinhas de equipamentos esportivos e souvenirs que estampam o mamute, símbolo da região.

A ensolarada Mammoth oferece 28 lifts e descidas de até um quilômetro de extensão, com 65% das pistas para iniciantes e intermediários - a temporada abre em 7 de novembro. Para quem começa a se aventurar no esqui ou no snowboarding, contratar um instrutor local é altamente recomendável. Mesmo quem nunca pisou sobre os esquis ou a prancha se sente à vontade: por ali, os profissionais têm bastante paciência para ensinar.

A maioria dos instrutores pode ser encontrada mais tarde nos diversos bares da Village Plaza, que tem vida noturna agitada. Para quem prefere uma noite mais calma, há restaurantes de especialidades diversas.

Em português. O interesse dos brasileiros por Mammoth vem crescendo. Tanto que, há três anos, o carioca Alan Opperheimer abriu por lá a Mammoth Brasil (mammothbrasil.com), criada para receber os conterrâneos por lá. Há desde pacotes até consultoria nos esportes de neve. Outro brasileiro, o gaúcho Lucas Ropke, oferece um serviço personalizado de transfers (mawshuttle.com) que cobre toda a região. Ou seja, se você não faz questão de praticar o inglês, é possível aproveitar Mammoth falando apenas português.

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