Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Campos do Jordão

Destino mais quente da temporada na Mantiqueira celebra o inverno com música e passeios nos arredores

Felipe Mortara, Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

13 Junho 2017 | 04h00

É no inverno que o clima esquenta na Serra da Mantiqueira. Mais precisamente na badalada Campos do Jordão, a cidade mais alta do Brasil. A mais de 1.628 metros acima do nível do mar, ostenta portentosa infraestrutura para receber mais de 3 milhões de visitantes anuais. E essa região paulista consegue agradar a turistas de variados perfis pois, além de fartas opções de hospedagem e gastronomia, é cercada por uma natureza impressionante.

Com construções em estilo alpino, o bairro do Capivari concentra o agito, com os principais bares, lojas e restaurantes. Espere por dias secos e ensolarados com madrugadas frias (beirando zero grau) e geadas matinais. Um típico clima de montanha. Chocolates quentes e fondues harmonizadas com vinhos sintetizam um pouco o espírito de Campos. Outros ingredientes certos são o pinhão e as trutas. A cerveja tem lugar especial em bares como o famoso Baden-Baden.

Além disso, conte com muita cultura. De 1º a 30 de julho, a 48ª edição do Festival Internacional de Inverno leva à cidade mais de 60 apresentações, muitas gratuitas, com algumas das melhores orquestras do Brasil e do mundo em quatro palcos. Como contraponto, as músicas eletrônica e sertaneja rolam em clubes como o Café de la Musique e o Villa Mix

Não deixe de fazer passeios tradicionais como descobrir as trilhas do Horto Florestal (grátis) ou subir pelo primeiro teleférico do Brasil até o Morro do Elefante, de onde se tem a vista mais clássica de Campos do Jordão. E também descobrir os belos jardins de 60 mil metros quadrados do Parque Amantikir (R$ 40), as esculturas a céu aberto do Museu Felícia Leirner (R$ 10) ou o colorido do Borboletário (R$ 30).

 O bondinho que corta a cidade e a centenária Estrada de Ferro oferecem uma agradável viagem pela Mantiqueira até a vizinha Santo Antônio do Pinhal (desde R$ 15). Por falar em vizinhança, a pequena São Bento do Sapucaí, a 33 quilômetros de Campos, tem sido a xodó das últimas temporadas, com hospedagem mais em conta. É o melhor ponto de partida para explorar a Pedra do Baú. A subida de 1.950 metros até o topo não exige equipamento nem técnica, mas recomenda-se guia – empresas como a Baú Ecoturismo cobram R$ 100 por pessoa. O passeio dura cerca de cinco horas e inclui 40 minutos subindo em escadas pela face norte. Seria redundância dizer que a vista é de tirar o fôlego.

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