AP
AP

Caso do leão Cecil motiva aéreas a não transportar 'troféus' de caça

Delta Airlines anunciou hoje que vai impedir o despacho dos animais; companhia faz voo direto entre os EUA e a África do Sul

Kelly Yamanouchi, The New York Times

03 Agosto 2015 | 18h43

A Delta Airlines anunciou nesta segunda que baniu o transporte de troféus de caça de leões, leopardos, elefantes, rinocerontes. Até então, a empresa aérea – a única a fazer voos diretos entre os Estados Unidos e a África do Sul – aceitava o despacho de animais abatidos desde que o caçador apresentasse a documentação apropriada e se o animal em questão não fosse uma espécie protegida.

VEJA TAMBÉM: Amanda Viaja - Turista morre ao andar de elefante

O ato foi uma resposta à indignação geral com a morte do leão Cecil pelo dentista norte-americano Walter Palmer, que abateu o leão depois de atraí-lo para fora dos limites de uma reserva ambiental no Zimbábue. A empresa afirmou também que vai reavaliar suas políticas sobre aceitar outros tipos de traféu de caça com agências governamentais e organizações que regularizam o transporte dos animais abatidos. O anúncio veio após uma petição ser lançada este ano no site change.org pedindo para a empresa parar de transportar troféus de caça de animais exóticos, que conseguiu mais de 394 mil assinaturas.

Chris Green, diretor da ong o Animal Legal Defense Fund, disse que ele é um cliente Diamante do programa de milhagens da Delta e criou a petição depois que a companhia aérea South African anunciou que não faria mais o transporte de troféus de caça de animais. Outras empresas que já baniram esse tipo de transporte são British, Lufthansa, Emirates, Qatar, Qantas, Etihad, Iberia e Singapore.

Mais conteúdo sobre:
África

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.