Juliana Sayuri/Estadão
Juliana Sayuri/Estadão

Cenário: sem sinal de conflito atual, fiquei tranquila por lá

Passados quase três anos do rompante da Primavera Árabe, onda de manifestações que ultrapassaram fronteiras e fizeram tremer ditaduras no norte da África e no Oriente Médio no fim de 2010, muitos países ainda patinam em revoluções imperfeitas. Para se ter uma ideia: pós-Mubarak, o Egito elegeu e derrubou Mohammed Morsi como primeiro presidente, arrastando o país a confrontos violentos entre manifestantes, militares e a Irmandade Muçulmana - agosto foi o auge desses confrontos. Em setembro, a Síria, imersa numa guerra civil desde 2011, se tornou palco para ofensiva de Bashar Assad com armas químicas.

Juliana Sayuri , O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2013 | 02h23

Ao embarcar para a Jordânia no fim de setembro, era impossível ficar cem por cento tranquila sobre o que poderia acontecer nas nações vizinhas. Mas, de fato, tais conflitos não respingam muito no país atualmente. Ali, a Primavera Árabe provocou a queda do primeiro-ministro Samir Rifai - desde 2011, o Rei Abdullah II já nomeou quatro novos premiês; o atual é Abdullah Ensour. Mas as manifestações paulatinamente desalentaram e a "paz" voltou a reinar nesse oásis político.

Muito dessa tranquilidade é atribuída à composição religiosa mais light (dos 6 milhões de habitantes, 7% são cristãos e 93% são muçulmanos sunitas, mais moderados). O povo, gentil e tolerante, também é mais aberto ao turismo. É um país seguro (mas ninguém é bobo: quase todos os hotéis têm detectores de metais na entrada). As melhores temporadas para visitar o país são outono (setembro a novembro) e primavera (março a maio).

*Viagem a convite de Jordan Tourism Board.

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