Charme, fotogenia e uma explosão de vida

Pinguins

O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2013 | 02h17

Ainda no começo da viagem, em Punta Arenas, uma visita à pinguinera de Seno Otway nos apresentou os pinguins-de-magalhães, os menores que frequentam a região, com 70 cm de altura, e penas pretas e brancas. Conforme o dia, há mais ou menos pinguins ali. A espécie também divide espaço com outras aves marinhas nas Ilhotas Tuckers. Maior, com cerca de 1 metro, e bem mais vistoso, o pinguim-rei faz parada na Caleta Maria e no parque que leva seu nome na Baía Inútil, ambas na Terra do Fogo. Para não estressar os animais, os guias recomendam não chegar perto deles. Mas os bichos são curiosos e por vezes se aproximam. De qualquer forma, capriche na lente da câmera. Dificilmente você encontrará animais mais fotogênicos que os pinguins ao longo da viagem.

Raposa

Nas terras planas ao longo do Rio Grande, uma ou outra raposa é vista ao longe. A que aparece aqui procurava um lugar para descansar e ser proteger do vento frio no Parque Pinguino Rei. Outras delas passeavam na praia entre os ninhos das aves, talvez já na expectativa de sua próxima refeição.

Guanacos

Semelhantes às lhamas, os guanacos são vistos, geralmente em grupos, por toda a província de Magalhães. Disputando o pasto com o gado, eles ainda têm enfrentado, nos últimos anos, a mudança em seu hábitat com a abertura de estradas na Terra do Fogo. Sua caça é liberada, assim pratos com carne de guanaco podem ser encontrados facilmente nos cardápios de Punta Arenas. Ariscos e assustados, correm assim que ouvem o barulho do carro - contente-se com as fotos a distância.

Elefantes-marinhos

Uma das atrações dos desembarques do cruzeiro Stella Australis é observar os animais que vivem entre os fiordes e glaciares. Na Baía Ainsworth, é grande a possibilidade de os turistas encontrarem uma colônia dos enormes mamíferos, que aparecem por ali para procriar nesta época. Mas este é só um dos pontos da rota migratória desses animais na costa do Chile - por isso, não se decepcione se eles não derem o ar da graça.

Aves

Se você achar que viu um pinguim voando, não se assuste: você apenas o confundiu com um cormorão, como o da foto. Além dele, outras aves marinhas, como gaivotas-austrais e carancas, fazem seus ninhos nas Ilhotas Tuckers. Algumas se protegem do vento em pequenas saliências nos paredões de pedras. Outras, alheias à chuva fina e gelada, recolhem gravetos para montar o que será sua casa pelas próximas semanas. Uma algazarra toma conta da colônia quando uma tenta pegar o galho de outra. As carancas, um tipo de ganso, vivem uma história bonita e triste: os machos, totalmente brancos, não conseguem sobreviver sozinhos e morrem quando perdem as fêmeas, de penas escuras. Os albatrozes passeiam por ali, mas também são vistos na Terra do Fogo, em uma revoada rasante na Caleta Maria. Estes, aliás, são objeto de estudo de pesquisadores do Parque Karukinka (www.karukinkanatural.cl), mantido pela Wildlife Conservation Society. Perto dos lodges, podem ser vistos águias e côndores. No caminho para Porvenir, flamingos se exibiam em uma lagoa. /MARINA PAULIQUEVIS

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