Tereza Torres/ Setur Bahia
Tereza Torres/ Setur Bahia

O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2017 | 05h00

O período favorito para os brasileiros tirarem férias está se aproximando. E escolher o destino certo para você é fundamental para recarregar as energias como se deve. Em família, com crianças, com adolescentes, sozinho ou a dois: fizemos uma seleção de destinos para se encaixar no seu planejamento.

Não encontrou o que procurava? No site do Viagem você pode pesquisar sua viagem por destino, encontrar pacotes para o Natal ou ano-novo, buscar um cruzeiro para a temporada que já começou  – ou se inspirar nas últimas reportagens da nossa coleção.

LEIA MAIS:  Um guia para desfrutar o sossego de São Miguel dos Milagres

 

 

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Karen Abreu, Especial para O Estado de S. Paulo

30 Novembro 2017 | 04h30

Parece mágica: todos os anos, os parques temáticos de Orlando exibem uma cara nova, seja por conta das novas atrações que ganham ou porque recebem uma decoração e uma programação caprichadas para celebrar datas especiais. 

A grande novidade para o Natal e o ano-novo é o Christmas in The Wizarding World of Harry Potter, no Universal Studios e no Islands of Adventure. Trata-se da primeira programação natalina nas áreas dedicadas a Harry Potter, que alia decoração fofa nas ruas de Hogsmeade e no Beco Diagonal, comidas típicas, shows e coral, em cartaz até 7 de janeiro.

À noite, projeções e luzes envolvem o Castelo de Hogwarts, dando vida a momentos natalinos inspirados nos livros do bruxo. Os visitantes do Universal Studios curtirão mais uma estreia: a Universal’s Holiday Parade featuring Macy’s, desfile com 30 carros alegóricos, mais de 100 artistas e a presença de personagens natalinos e de animações como Minions e Shrek.

LEIA MAIS: Confira atrações e dicas da Disney, Universal, SeaWorld e Legoland, além de lugares para visitar fora dos parques

Disney. Nos centros de diversão da Disney, destaque para a festa Mickey’s Very Merry Christmas, no Magic Kingdom (até 22 de dezembro), que inclui show de fogos sobre o Castelo da Cinderela, parada que junta Papai Noel à patota de Mickey, distribuição de cookies e chocolate quente e até neve caindo sobre os visitantes. O evento ocorre após o fechamento do parque – é preciso comprar um ingresso especial (US$ 89) em disneyworld.com/christmasparty.

O Epcot preparou o Holiday Kitchens até 30 de dezembro, com sabores natalinos de 15 países, como Canadá, Alemanha e Japão. A magia também invade o Hollywood Studios, cuja Sunset Boulevard recebe projeções de Mickey e seus amigos contando histórias de Natal. Até a Hollywood Tower of Terror, casa do famoso elevador que despenca, perde os ares sinistros com as projeções que recebe.

SeaWorld. Rodolfo, a rena do nariz vermelho, é o anfitrião da programação natalina do SeaWorld, até 31 de dezembro. Na Christmas Town, os visitantes passeiam pelos contos clássicos natalinos – dá para jantar com Rodolfo e se deparar com outros personagens no caminho. Papai Noel, por sua vez, só poderia estar na área do Ártico (Wild Artic), e o clássico show da orca Shamu será acompanhado por um coral. Haverá ainda um mercado natalino.

Réveillon. Na noite de réveillon, grande parte dos parques fica aberta, oferecendo show de som e luzes, contagem regressiva, queima de fogos e mesmo jantar. Porém, para quem prefere algo mais animado e tem com quem deixar as crianças – ou já tem filhos mais crescidos –, a boa é a Eve (universalorlando.com), no CityWalk, da Universal. Trata-se de uma das festas mais agitadas de Orlando, com música ao vivo, bufê com menu variado e, claro, champanhe. Até 15 de dezembro, há ingressos com preço desde US$ 109,99, mais taxas. 

Dicas valiosas. Crianças pequenas e parques temáticos: uma combinação que exige algumas táticas. Um carrinho é imprescindível para elas descansarem ao longo das muitas horas de vaivém pelos centros de lazer. Leve frutas e lanches saudáveis para complementar a alimentação. E não esqueça de respeitar o ritmo deles – priorize as atrações de acordo com as preferências dos membros da família, e deixe um dia livre a cada três ou quatro de parque para recuperar as forças. Inclua na visita atrações que relaxem os pequenos, como as paradas, os encontros com os personagens e, se estiver calor, os playgrounds molhados e parques aquáticos. 

Não perca

Kraken 

A alucinante montanha-russa do SeaWorld agora tem seu percurso feito com os ocupantes usando óculos de realidade virtual. Isso permite que eles sintam como se de fato estivessem no mar, onde vivem monstros mitológicos como o temido Kraken, e não no parque de diversões. Os movimentos são sincronizados com a animação. 

Pandora 

A nova área no Animal Kingdom, da Disney, coloca o visitante numa réplica de Pandora, planeta onde vivem os seres azuis do longa Avatar. São duas atrações. O Na’vi River Journey é um passeio de barco mais calminho. Já o simulador Flight of Passage transforma humanos em avatares, que embarcam em um aventura 3D voando sobre um banshee (animal alado). 

Volcano Bay

É o novo parque aquático da Universal. Inspirado nas ilhas do Pacífico Sul, oferece toboáguas de diferentes estilos, rio artificial com corredeiras, praia com piscina de ondas e uma montanha-russa aquática, a Krakatau. Já no complexo Universal Studios, a novidade é o simulador Race Through New York with Jimmy Fallon, no qual o apresentador leva os participantes para um passeio pelas ruas nova-iorquinas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Thiago Momm, Especial para O Estado

30 Novembro 2017 | 04h29

O calor do verão se instala e Florianópolis se torna, trânsito à parte, uma excelente opção para “desurbanizar” as almas, insuflando nelas as delícias da estação. Para quem vai à ilha com filhos adolescentes, é a oportunidade de usufruir com eles a divertida dimensão além-aplicativos da vida.

Hospedar-se na região da Lagoa da Conceição favorece a prática de trilhas, aulas de surfe na Barra da Lagoa, mergulho na Ilha do Campeche e prática de wakeboard e flyboard – uma prancha que faz corajosos flutuar sobre as águas – na Lagoa, sem contar o clássico sandboard na Joaquina. Ficar em Jurerê ou ao norte facilita aproveitar o maior parque aquático da cidade, o Água Show, saídas para mergulho na Ilha do Arvoredo e as numerosas aulas para adolescentes do Jurerê Sports Center (Jusc), como circo, trampolim acrobático, vôlei de praia, futebol americano e dança. 

Calmaria e adrenalina. No leste da ilha, dilua o excesso de urbanização na trilha da Costa da Lagoa, com saída do Canto dos Araçás. O caminho, quase sempre plano e refrescado por sombras e riachos, em uma hora e meia faz chegar ao maior aglomerado de restaurantes, o centrinho da Costa, um vilarejo de origem açoriana. De barco, são 45 minutos a partir da pontezinha da Lagoa da Conceição (trajeto feito pela Cooperbarco) ou 10 minutos desde o Rio Vermelho (percurso operado pela Coopercosta). 

A própria Lagoa concentra outros programas ótimos para os jovens. A ProNáutica (pronautica.com.br) tem experiências “adrenalizantes” como flyboard, wakesurfe e suas variações, que, em geral, podem ser praticados por quem tem mais de 14 anos. Profissionais sobem a 15 metros com o flyboard, mas o empresário do setor Marcelo Tchello Brandão explica que a atividade é segura para os mais novos, lançados a não mais do que dois metros de altura. E, para curtir a serenidade do stand up paddle (SUP), há pelo menos três escolas na Avenida das Rendeiras, também na Lagoa. 

Para deslizar pelas dunas numa prancha de sandboard, o endereço é a Praia da Joaquina. Se a vontade é surfar, o mar da Barra da Lagoa é ideal, e a escola Evandro dos Santos, a referência. Depois, aja como um ilhéu saudável no Paçaí (a caminho da Barra) e no Só Açaí (próximo ao Campeche). Ou se jogue sem culpa n os sorvetes da Max Gelateria, no centrinho da Lagoa.

Nas praias ao sul, o negócio é o relax puro. E tenha horas de areia macia, mergulhos diáfanos e lanches roubados por quatis na Ilha do Campeche. 

Mar e piscina. Floripa sempre dá praia – e mergulho, como o que a empresa Água Viva (aguavivamergulho.com.br) realiza na Ilha do Arvoredo, o qual pode ser feito a partir dos 10 anos. Mas não é pecado levar os filhos para descer em toboáguas e rampas em meio à mata nativa no Água Show Park (aguashowpark.com.br), a caminho da Praia dos Ingleses. Também no norte, o Jurerê Sports Center, Jusc (bit.ly/jusc-sc) oferece várias atividades para os adolescentes. 

Esticadas. Fora das praias – e de graça –, há a pista de skate de 1.400 metros quadrados da Costeira do Pirajubaé e a possibilidade de grunhir feito Guga Kuerten nas quadras da Federação Catarinense de Tênis, na Avenida Beira-Mar. Também é boa ideia esticar a Balneário Camboriú, a 70 quilômetros da cidade, para visitar o Parque Unipraias e seus trenós que serpenteiam as montanhas – a apenas meia hora dali, chega-se ao Parque Beto Carrero. Já a 40 quilômetros a sudeste de Floripa está o Plaza Caldas da Imperatriz & Spa, com uma extensa programação para os mais novos e, ufa, sossego para os pais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Thiago Momm e Karen Abreu, Especial para o Estado

30 Novembro 2017 | 04h28

Águas calmas, estrutura de serviços que não deixa os pais na mão e atrações que as crianças vão amar. A vila e sua teia de ruas percorridas por pedestres, bicicletas e tuk-tuks podem não dar a ideia do quanto há para se fazer na Praia do Forte, a 80 quilômetros de Salvador

O programa número 1, claro, é a praia. As que estão à esquerda do Projeto Tamar têm pedras, então o melhor é caminhar alguns minutos para a esquerda até as barracas da Praia da Pedra do Chapéu, alcançada também passando por dentro do condomínio Aldeia dos Pescadores. Banho de mar seguro garantido – assim como petiscos e drinques. Se a maré estiver baixa, mais dez minutos à esquerda e chega-se às piscinas naturais do Papa Gente, que ficam rente à orla e se enchem de peixinhos durante a vazante. 

O Projeto Tamar (tamar.org.br), aliás, tem na vila baiana sua matriz, em funcionamento há 35 anos. Além da visita aos tanques e aquários com 600 mil litros d’água para ver quatro das cinco espécies de tartarugas-marinhas existentes no Brasil, o espaço realiza a soltura de filhotes. Em dezembro, há diversas atividades especiais de férias para as crianças. 

Para os maiorzinhos, o Castelo Garcia d’Ávila, ou Casa da Torre (casadatorre.org.br), complexo fortificado com ruínas preservadas que remonta ao século 16, a 5 quilômetros da vila, é um passeio divertido. Sua história se vincula à do surgimento da primeira capital brasileira, Salvador, fundada em 1549. Ainda que não haja tour guiado (apenas a apresentação de um vídeo), a visita é bacana para a garotada se embrenhar na história do Brasil com diversão. 

A Reserva de Sapiranga é a continuação natural desse passeio e pode ser explorada em trilhas (há opções de 15 minutos a 4 horas)e de bicicleta, cavalo e quadriciclo. Nessa área fica o Rio Pojuca, onde, além de banhos, a boa é praticar caiaque e stand up paddle (SUP).

Giro na vizinhança. A Praia do Forte é um bom ponto de partida para explorar as ótimas praias ao redor, como Imbassaí, a 14 quilômetros dali. A geografia singular é propícia para desfrutar com crianças: de um lado, está o rio – tranquilo, de águas quentinhas, perfeito para ficar ali na beirinha – do outro, o mar, para brincar de mergulhar sob as ondas (mas atenção à correnteza). Os quiosques recentemente foram remodelados e, agora, estão mais próximos ao mar. A vila ganhou ainda ciclovia. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Karen Abreu, Especial para O Estado

30 Novembro 2017 | 04h27

Sensação de liberdade, sede de descobertas, necessidade de autoconhecimento. Não importa a razão: uma jornada solo é sempre uma boa ideia, e certos destinos parecem feitos na medida para uma empreitada assim. O sucesso da jornada começa na escolha do destino – que pode muito bem ser o Deserto do Atacama

Endereço de mochileiros e viajantes solo de todos os cantos – portanto, com uma atmosfera propícia para o surgimento de amizades –, o deserto mais seco do mundo é uma piração em termos de paisagens, que parecem fruto de alucinações consequentes do sol inclemente ou do soroche (mal de altitude), de tão impressionantes. 

Num momento você caminha no Vale da Lua, tendo apenas areia, pedras e paredões à sua frente. Em outro, as lagoas se destacam na paisagem – caso da Cejar, lagoa verde-esmeralda cuja concentração de sal é tamanha que o corpo não afunda (depois de um período fechada para visitação, ela reabriu este ano). Depois, contempla-se a barulhenta explosão de vapor nos Gêiseres del Tatio. Parece até cenário do Mundo Invertido (a dimensão paralela da série da Netflix Stranger Things). 

A base natural para as andanças é o vilarejo de San Pedro de Atacama – para quem está sozinho, vale a pena escolher uma das opções por ali, onde há mais serviços, alguns bares e hotéis para vários perfis de viajantes. Você pode comprar seus passeios nas agências locais – é fácil se encaixar num grupo. 

LEIA MAIS: Tudo sobre o Chile 

Tanto pela proximidade como para ajudar o corpo a evitar o soroche, o primeiro passeio costuma ser o Vale da Lua, a dez minutos de carro de San Pedro, para ajudar na aclimatação – a vila está a 2.300 metros de altitude, mas há passeios acima dos 4 mil. O lugar tem esse nome por conta do solo irregular de origem vulcânica, que lembra a superfície lunar e onde nada brota. Tão inóspito que foi ali que a Nasa testou equipamentos usados nas explorações de Marte

O Salar do Atacama também é comumente visitado no começo da viagem, e é difícil definir se impressiona mais por ser uma vasta planície de solo quase transparente (pois é forrado por sal petrificado), por ostentar um espelho d’água coalhado de flamingos ou por oferecer um pôr do sol deslumbrante.

À noite, a dica é continuar contemplando o horizonte, que fica pintadinho de estrelas, em observatórios como o Alma (Atacama Large Millimeter Array), o maior do mundo. Há visitas aos sábados e domingos, solicitadas com antecedência pelo site almaobservatory.org.

Cortina de vapor. Já aclimatado, aí sim o visitante estará mais preparado para ir montanha acima, como pede o passeio que leva aos Gêiseres del Tatio, 4.300 metros acima do nível do mar. Por volta das 6h da manhã, 80 gêiseres se intercalam na tarefa de barulhentamente jorrar vapores. O fenômeno tem a ver com a movimentação no subsolo da Terra, cujo magma ferve o lençol freático. Tamanha pressão faz o vapor ser arrancado do solo a 80 graus, que, em contato com o ar gélido do começo da manhã, forma um denso conjunto de fumaça, deixando aquele cenário desértico ainda mais surreal. 

Bem, surreal é mesmo uma palavra perfeita para descrever o Atacama, que desde o primeiro passeio destrói a crença de que deserto é só um lugar com areia e pedra. São tantas belezas que não vai faltar assunto com colegas de passeio. Ou seja, no Atacama você pode até estar sozinho, mas não se sentirá só. 

Dicas úteis

Na bagagem

Protetor solar, chapéu, óculos escuros, calçados de caminhada e garrafinha d’água para não descuidar da hidratação.

Altitude

Para evitar o soroche, aclimatar-se no primeiro dia é importante: descanse e beba muito líquido – mas evite bebidas alcoólicas. 

Clima

No Atacama, os dias são quentes e as noites, frias; não esqueça de colocar luva, gorro e casaco na mala.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Karen Abreu, Especial para O Estado

30 Novembro 2017 | 04h26

Além de uma excelente companhia, uma viagem a dois requer alguns detalhes para ser especial, como paisagens inspiradoras, hotel charmoso, bons vinhos... E Mendoza, a 710 quilômetros a oeste de Buenos Aires, perto da fronteira com o Chile, reúne todos os ingredientes para os casais exercitarem o clima de romance – e, de quebra, aprenderem os meandros do universo do vinho. 

A cidade, afinal, é considerada a capital argentina da bebida, famosa pela produção de malbecs e responsável por 70% dos vinhos fabricados nacionalmente, cujas bodegas estão aos pés da Cordilheira dos Andes. Assim, o cenário mescla picos que se mantêm nevados o ano todo com infindáveis parreirais, os quais se espalham pelas cidadezinhas de Maipú e Luján de Cuyo, vizinhas de Mendoza, e pelo Vale de Uco, a 100 quilômetros de distância. E é dessas plantações que saem as uvas usadas por 980 vinícolas, das quais cerca de 200 podem ser visitadas – muitas delas também oferecem hospedagem.

Com tantos empreendimentos do gênero, uma viagem à região significa peregrinar entre as bodegas. Ainda que a programação se repita – passeio por vinhedos, pela cave que guarda os barris de carvalho, pela sala com tanques de aço inoxidável e, claro, a prova dos rótulos da casa –, cada produtora oferece uma experiência diferente. 

LEIA MAIS: Buenos Aires para comer e beber 

Na Trapiche (trapiche.com.ar), em Maipú, os visitantes veem a primeira prensa mecânica usada naquelas paragens, bem como os salões com piso e teto originais de 1920 e a antiga linha de trem, que levava a produção local para Buenos Aires. A Trivento (trivento.com), a oito quilômetros dali, também oferece o combo “vinhedo-cave-degustação”, mas tem diversas atividades extras. Dá para andar de bicicleta ou fazer um piquenique entre as parreiras, por exemplo. E, na tradicional Familia Zuccardi (familiazuccardi.com), é possível associar a visita a aulas de culinária, colheita de uvas, realizada entre 15 de fevereiro e 15 de abril, e até passeio de balão. 

Uma série de vinícolas famosas se espalha também por Luján de Cuyo, vizinha de Maipú. Ali está a Catena Zapata (catenazapata.com), que oferece uma visita padrão. E nem precisa mais do que isso: a Catena faz rótulos de alto nível e é a grande referência entre as produtoras mendocinas de vinho malbec. Não à toa, seus rótulos são extremamente premiados. Assim, no passeio realizado lá, é certo que a degustação envolverá vinhos excelentes. 

Puro requinte. Há cerca de 15 anos, outra região emergiu como Éden vitivinícola: o Vale de Uco. Nessa vizinhança ficam cerca de 15 vinícolas-butique, todas produtoras de vinhos premium. A bebida ganha esse peso porque, ali, há uma combinação perfeita entre altitudes mais elevadas, temperatura em torno de 4 graus a menos do que em Mendoza e maior amplitude térmica, resultando em uvas com mais taninos, que geram vinhos mais complexos. 

São paradas imprescindíveis as bodegas Andeluna (andeluna.com.ar), dona de uma das sedes mais bonitas; a Salentein (bodegasalentein.com), cheia de obras de arte; a La Azul (bodegalaazul.com), com uma linda vista para os Andes; e a Zorzal (zorzalwines.com), onde o vinho é armazenado em grandes ovos de cimento, que substituem os barris de madeira, conceito que chegou à região pelas mãos dos donos da Zorzal.

Mas o suprassumo dessa rota etílica é o complexo The Vines (vinesofmendoza.com), misto de condomínio de produtores de vinho – qualquer um pode comprar lotes ali e ter seu próprio parreiral –, hotel charmoso e um restaurante excepcional, o Siete Fuegos. Uma boa pedida para um jantar a dois, seja por conta do visual (às margens de um lago, cercado por vinhedos emoldurados pelas montanhas nevadas), seja pela experiência gastronômica, capitaneada pelo renomado chef Francis Mallmann. O menu é centrado nas carnes argentinas, preparadas segundo a técnica de chama aberta criada por Mallmann – um dos hits da casa é a costela assada por nove horas no fogo de chão. 

Além das vinícolas

Passeio Alta Montanha

O destaque do tour, que serpenteia os Andes e é vendido pelas agências de Mendoza, é o parque onde está o Aconcágua, o maior pico da América do Sul, a 6.962 metros de altitude.

Pq. General San Martín

Orgulho mendocino, tem vários cantinhos agradáveis para descansar. O ponto culminante do parque é o Cerro de la Gloria, que revela uma bela vista dos Andes.

Plaza Independencia 

Entre suas árvores e fontes há feira de artesanato e apresentações. Dali sai a Calle Sarmiento, calçadão com restaurantes, cafés e lojas – de vinho, inclusive.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.