Clima jovem na preservada Cracóvia

Durante séculos Cracóvia concentrou a segunda maior comunidade judaica da Polônia. Os judeus instalaram-se ali graças ao rei Casimiro, que, no século 14, acreditava em uma espécie de globalização. O crescimento acelerado da comunidade, que chegou a 68 mil pessoas (hoje, são cerca de 400), levou à construção da sinagoga mais antiga da Polônia, na Rua Szeroka, 24.

CRACÓVIA, O Estado de S.Paulo

22 Janeiro 2013 | 02h10

Na cidade também está o Templo, sinagoga reformista de 1862, usada pelos nazistas como depósito de munição. Hoje, recebe apresentações de música clássica, jazz e klezmer.

Cracóvia ficou intacta, já que Hitler pretendia torná-la quartel-general do Reich na região. Para isso, a cidade deveria ser a "mais limpa" de judeus. A maioria foi levada a vilas rurais. Os 15 mil que sobraram foram para o gueto do bairro de Podgorze - painéis de tijolos ainda estão lá.

A praça Bohaterow Getta era o lugar onde os nazistas selecionavam os judeus que seriam enviados aos campos de concentração. Em uma de suas pontas está a farmácia Pod Orlem (A Águia, hoje museu), único lugar onde os judeus podiam comprar remédios. O proprietário, Tadeusz Pankiewicz, ajudava pessoas a fugir.

O gueto foi liquidado entre 1942 e 1943, com o envio da maioria dos seus habitantes a campos de concentração. Foi nesse contexto que o empresário Oskar Schindler salvou seus 1.200 operários, história do filme A Lista de Schindler (leia na página 6).

Destaques. Ficam na cidade velha os principais pontos de interesse de Cracóvia, hoje um jovem e animado centro universitário. Na Praça do Mercado está a basílica gótica de Santa Maria, do século 14. De suas torres, a cada hora um trompetista toca a melodia polonesa "Hejna? Mariacki". A Catedral de São Venceslau e Santo Estanislau é santuário nacional, onde reis eram coroados. Bombons e chocolate quente da confeitaria Wedel são clássicos locais. O restaurante Wesele serve um peito de ganso famoso. / A.P.

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