Jodi Hilton/NYT
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Com ar jovial e novas atrações, Sófia tenta criar sua identidade

Primeiro vieram os trácios, cerca de 2.700 anos atrás, depois os romanos, o Império Bizantino, os turcos otomanos e os comunistas. Hoje, mais de duas décadas após a queda da Cortina de Ferro e cinco anos depois da adesão à União Europeia, Sófia, a capital búlgara, está finalmente encontrando seu próprio eixo. No lugar do velho monumento de Lenin, a estátua da santa padroeira local agora está lá no alto: uma princesa negra que de alguma forma incorpora os lados ocidental e oriental da cidade. Sob seu olhar emana uma energia jovem e criativa, a justificativa local para a conquista do título de Capital Europeia da Cultura de 2019.

CHRISTINE AJUDUA / SÓFIA , THE NEW YORK TIMES, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2012 | 03h11

A maioria dos pontos turísticos de Sófia está no seu compacto centro, onde, contrastando com os blocos de estilo soviético no caminho do aeroporto, as ruas são pavimentadas com um amarelo alegre. Ao longo das duas horas do Free Sofia Tour, oferecido duas vezes ao dia por estudantes e voluntários, as paradas incluem, por exemplo, a Catedral Alexander Nevski, com seu impressionante domo de ouro.

Os banhos termais centrais, do início do século 20, também são contemplados - fechado por mais de 20 anos, o edifício de influência neobarroca será reaberto em 2014 como spa e museu -, assim como a passagem subterrânea do metrô Serdika. Lá, relíquias recentemente descobertas da cidade antiga serão postas em um complexo subterrâneo cuja primeira fase está prevista para ser concluída em 2013.

Dali, pegue um táxi para a Igreja medieval Boyana, Patrimônio Mundial que fica no sopé da montanha Vitosha, famoso por seus afrescos e pinturas. Ali pertinho, no Museu de História Nacional, antiga residência de Todor Zhivkov, o último líder do país comunista, você pode ver o recém-descoberto "esqueleto-vampiro", com uma impressionante estaca de ferro cravada no coração.

Novidades. Foi em setembro de 2011 que o governo expôs seu passado comunista no novo Museu da Arte Socialista. Lá, você vê pinturas criadas no país entre 1944 e 1989 e peças publicitárias em preto e branco. Já o parque de esculturas é pontilhado com obras de ex-líderes do Partido Comunista, além de primeiros-ministros, como Georgi Dimitrov e Kolarov Vasil, para não falar de Lenin. Na loja de souvenirs, há bonés e camisetas adornados com os trabalhos.

Atualmente, a cidade vive um boom de marcas locais. Kalina Petrova, por exemplo, estoca produtos de beleza no açougue recentemente convertido no Shipka. Ou seja, lá embaixo, entre ganchos de carnes, você faz suas próprias loções com óleo de rosa búlgara e outros ingredientes naturais.

Perto dali, o Le Petit Salon é uma vitrine para elegantes mercadorias, de vestidos de linho bordados às bonecas de papel machê de Tita Koycheva, uma das proprietárias. Para brinquedos e colchas infantis multicoloridas, tente a Nenios - e não perca as canecas de porcelana e vidro da Tochka & Tochka's, vendidas na galeria Testa, que também oferece delicadas joias de estilistas locais.

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