Nicole Bengiveno|The New York Times
Nicole Bengiveno|The New York Times

Como planejar a ida ao Grand Canyon

A ótima infraestrutura do parque nacional permite que pessoas de todas as idades e diferentes níveis de preparo físico possam conhecer as formações criadas há milhões de anos

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2015 | 05h00

TUSAYAN - Avistar o Grand Canyon pela primeira vez é um momento mágico. Parece difícil acreditar na beleza extrema daquele horizonte infinitamente colorido em tons de vermelho, laranja e marrom, que muda de tonalidade de acordo com a hora do dia. Em 2014, 4,8 milhões de pessoas tiveram a oportunidade de apreciar essa paisagem – 90% delas, como eu, no lado sul, o South Rim, aberto a visitas o ano inteiro. 

O lado sul é o mais frequentado por ser mais acessível. Muita gente chega por Phoenix, no Arizona, que tem um grande aeroporto e está a quatro horas de carro do parque. Mas, no caso dos brasileiros (que costumam unir a visita ao parque com outras atrações no país), uma boa opção é chegar por Las Vegas. 

Fuja dos tours bate-voltas, cansativos demais. Há passeios de helicóptero (uma solução para quem tem pouco tempo), mas que sobrevoam uma área fora dos limites do parque. Para aproveitar o destino como se deve, dirigir é a melhor opção – mas saiba que nos Estados Unidos você abastece seu carro. Entre no posto, diga o número da bomba, pague e só depois encha o tanque.

O ideal é dormir pelo menos duas noites na região, para a viagem não ficar tão cansativa e você ter chance de fazer alguma trilha, piquenique, sentir a atmosfera e, principalmente, assistir ao pôr do sol (de mais de um mirante). Confira quatro dicas fundamentais abaixo e sempre acesse o site oficial, cheio de dicas, mapas e avisos: nps.gov/grca.

1. SAIA CEDO

A estrada que liga Las Vegas a Tusayan (a cidade mais próxima do parque) é linda e você vai querer parar várias vezes para fotografar. São cerca de 5 horas de carro, em uma via ótima e bem sinalizada. Há várias placas indicando a cênica Rota 66 no trajeto, uma tentação para os estradeiros. Se seu tempo for curto e você quiser só tirar umas fotos, pare na histórica Seligman, que guarda lojinhas de souvenir, um café e algumas construções históricas, como a antiga cadeia, de madeira. Alguns automóveis antigos fazem com que você se sinta dentro do filme Carros, da Disney. 

2. HOSPEDAGEM

A cidade mais próxima do Grand Canyon é Tusayan, que tem ônibus diretos (e grátis) para o parque. Apesar de pequena, tem boa infraestrutura, com opções de restaurantes e hotéis. Mas a comodidade tem seu preço - não encontrei nada ali por menos de US$ 200 a diária por casal. Optamos por ficar em Williams, a cerca de 30 minutos da entrada do parque, no Grand Canyon Inn (reserve em sites como Booking. com), limpo, confortável e com ótimo serviço (desde US$ 130 o casal). Faça as contas: pode compensar. É possível ainda acampar dentro do parque (oesta.do/campcanyon) ou alugar um quarto ou chalé (grandcanyonlodges.com/lodging), mas é preciso reservar com muita antecedência.

3. ENTRADA

Paga-se US$ 30 por veículo, independentemente de quantas pessoas estejam dentro dele - e o passe vale por uma semana inteira. Encontrar vaga no estacionamento pode ser um desafio nos fins de semana de verão, por isso uma alternativa para quem prefere se hospedar em Williams é deixar o carro em Tusayan e pegar o ônibus gratuito até o parque - mas, nesse caso, a entrada custa US$ 15 por pessoa (grátis até 15 anos).

4. O QUE FAZER

Uma das coisas mais bacanas do Grand Canyon é ser acessível a pessoas de diferentes idades e níveis de preparo físico. Há ônibus internos, gratuitos, que percorrem os principais mirantes em diferentes rotas. Antes de fazer o check-in no primeiro dia, vá direto assistir ao pôr do sol e conferir as trilhas guiadas previstas para a manhã seguinte no Centro de Visitantes.

Lá também você consegue as informações para os passeios que estão operando (muitos dependem de condições climáticas). As bicicletas, por exemplo, podem ser alugadas até outubro, mas há tours esporádicos em outras épocas do ano. O aluguel custa US$ 30 por cinco horas.

Em relação a trilhas, algumas delas podem ser feitas por conta própria, mas o parque avisa para ninguém tentar fazer um bate-volta ao Rio Colorado. Os tours de mula são um passeio clássico - o melhor custo-benefício é o que dura 5 horas e custa US$ 80. O problema é conseguir vaga: a recomendação é tentar com 13 meses de antecedência (sim, isso mesmo). Ou tentar a lista de espera. 

Para um rafting no Rio Colorado, siga para Page, no Arizona, e encare o tour da Colorado Rafting. Custa US$ 86, mais US$ 6 de taxas, e opera de 1.º de março a 30 de setembro.

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