Vivian Codogno/ Estadão
Vivian Codogno/ Estadão

Concentre a diversão durante o dia em Auckland

A maior cidade da Nova Zelândia pode decepcionar visitantes que esperam uma vida noturna badalada, mas durante o dia, há uma infinidade de passeios para se fazer

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo

23 Janeiro 2018 | 04h30

Para quem deseja reavaliar conceitos de deslocamento, nada como as cerca de 16 horas de trajeto que separam São Paulo e Auckland, que está 15 horas em fuso horário à frente do Brasil. A sensação de viagem no tempo só é amenizada depois de alguns dias de ambientação e, para isso, a maior cidade neozelandesa tem papel fundamental. 

Auckland pode decepcionar os visitantes que esperam uma vida noturna badalada, já que por lei todos os estabelecimentos devem fechar até as 3h da manhã. E nem pense em ingerir bebidas alcoólicas em praças, parques e praias, sob o risco de ser detido. Talvez por essa razão, há uma infinidade de passeios para fazer durante o dia.

A primeira parada para qualquer turista que fez a lição de casa é a SkyTower. Com 328 metros de altura, a maior torre do Hemisfério Sul oferece uma vista panorâmica da cidade. Mas o passeio pode adquirir ares mais radicais (afinal, estamos na Nova Zelândia, não é mesmo?). Ali também e é possível optar por caminhar pela área externa a 192 metros do chão, por NZD 150 (R$ 350). Calma: cabos de segurança prendem quem se aventura nos arcos. Encaramos o desafio, com um inevitável frio na barriga, sem perder o encantamento pela paisagem. Outra opção é saltar (!) também a 192 metros de altura, em um cabo guiado até o solo – a experiência custa NZD 255 (R$ 600). Haja coração. 

Artes. Ainda na programação urbana, a Auckland Art Gallery reúne obras de figurões como Pablo Picasso e Paul Gauguin, mas há espaço para propostas mais, digamos, excêntricas. Caso da série de vídeos Lifting my mother for as long as I can (Segurando minha mãe enquanto eu aguentar, em tradução livre). Nela, o artista Campbell Patterson segura sua mãe no colo no dia do seu aniversário por alguns minutos, performance repetida todos os anos entre 2006 e 2012. 

A seção mais disputada é a que abriga os retratos maoris do pintor checo Gottfried Lindauer. Realistas, os quadros mostram as tatuagens usadas no rosto por esse povo – nos homens, os desenhos vão até a testa e, para mulheres, fica ao redor dos lábios e queixo. A entrada é gratuita.

Na saída da galeria, uma caminhada pelo Albert Park é boa pedida para quem deseja matar o tempo ou curtir o clima ameno da cidade sentado na grama, como fazem os locais pela manhã e na hora do almoço. Ainda nos arredores, a High Street e a Queen Street concentram o garimpo de souvenirs, lojas de roupas e cacarecos e cafés necessários para qualquer turista.

Surfe à vista. Se cansar de bater de perna em Auckland, que tal um passeio nos arredores? A 34 quilômetros dali, Piha é uma praia de areia escura (de rochas vulcânicas), queridinha dos surfistas. A água é cristalina, e a Lion Rock, uma grande pedra no centro da faixa de areia, deixa o visual único. No caminho, vale fazer uma parada para ouvir o som e nadar nas águas geladas da cachoeira Karekare

Um passeio que inclua ambos destinos pode ser feito pela empresa Bush and Beach por NZD 230 (R$ 540), por 6 horas de tour. Outra opção é alugar um carro e fazer o trajeto de forma independente. 

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