Mônica Nobrega/ Estadão
Mônica Nobrega/ Estadão

Criança em Orlando: um guia rápido (e certeiro)

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Mônica Nobrega, O Estado de S. Paulo

17 Abril 2018 | 03h00

Tem jeito de uma viagem “para a Disney” dar errado com crianças, justo elas que são o principal público de Orlando? Ô se tem. A estrutura turística é boa, mas a cidade é espalhada e difícil de entender. Siga o passo a passo rápido para montar um roteiro certeiro.

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Não alugue carro. A vida sem carro em Orlando é dura, sim – mas para quem mora lá. Se você é turista, ficar sem carro é, acredite, confortável e econômico. Você poupa em diárias do veículo, estacionamento (US$ 22 por dia) e aluguel de cadeirinha infantil (desde US$ 10 por dia). 

Eis o caminho das pedras: divida a hospedagem em duas e use o transporte gratuito dos parques. Comece num hotel dentro da Disney (são 25 opções, desde US$ 124 por família) e ganhe o transfer de chegada desde o aeroporto, além dos shuttles (em ônibus, monotrilho ou barco) aos parques. 

Dias depois, mude-se para um hotel da Universal (6 opções, desde US$ 116 por família), com estrutura de transporte similar. Os passeios off-parques (roda-gigante Orlando Eye e outlets) e a volta ao aeroporto você faz de Uber a partir da Universal, que é mais central.

A ordem dos parques. Comece pelo Magic Kingdom: dar de cara com o castelo da Cinderela na primeira manhã, encontrar o Mickey e as princesas e assistir ao show de fogos é o que vai fazer a família entrar no clima e se sentir “na Disney”. Um ícone é um ícone.

Na sequência: Hollywood Studios (Torre do Terror, Toy Story, Star Wars); Animal Kingdom (Avatar, safári com bichos de verdade); Sea World (montanhas-russas e animais); Islands of Adventure (Harry Potter, Jurassic Park, King Kong); e Universal Studios (parte nova de Harry Potter, Minions, Transformers). Nesta ordem, você garante o crescente de emoção do primeiro ao último dia.

Critérios de eliminação. Exclua os dois parques Universal se as crianças têm menos de 1,10 metro de altura: elas serão barradas nas melhores atrações. Desista do Animal Kingdom se vai ao Sea World e não faz questão de Avatar; e do Sea World caso considere que encarcerar animais é um conceito datado. O Epcot nem está na lista porque só justifica o ingresso se alguma das crianças for muito fã de Frozen.

Parques aquáticos. Programe um só, no meio da temporada, para descansar (em uma semana, recomendo um segundo dia inteiro de descanso, na piscina do próprio hotel). O Universal Volcano Bay é novíssimo e radical, bom para grupos com muitos adultos que podem se revezar no cuidado das crianças para que todos brinquem. Casal ou adulto sozinho com filhos se acomodam melhor no Typhoon Lagoon ou no menorzinho Blizzard Beach, ambos da Disney. O Discovery Cove não tem brinquedos radicais: é um jardim com praia e animais aquáticos para serem vistos e tocados; de novo, é para quem aceita o formato.

Filas. Janeiro, fevereiro, junho, julho e dezembro são os meses mais cheios; se puder, vá nos outros. Chegue ao parque na hora da abertura e aproveite o vazio do começo de manhã para ir às atrações mais concorridas. A Disney tem fura-filas gratuito, o Fastpass: baixe o aplicativo My Disney Experience e agende. Na Universal, tem custo mínimo de US$ 69,99. 

Duas dicas de ouro. Primeira, não leve carrinho de bebê, nem alugue nos parques (desde US$ 15 por dia). Compre um basicão no Walmart ou Target, por cerca de US$ 25. Segunda, os hotéis mais econômicos têm restaurantes ruins que só servem fast food. Talvez você se arrependa de tê-los reservado quando, na hora do jantar, tiver de lidar com criança esfomeada e cansada demais para ir comer fora do hotel. É birra que chama, sim. Mas, neste caso, com razão.

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