Beto Barata/Estadão
Beto Barata/Estadão

De mergulhador a astronauta em San Andrés

Nos despedimos de Gorgona logo cedo. Teríamos um longo caminho até a próxima parada: San Andrés, no Caribe colombiano. A ilha, juntamente com Providencia e Santa Catalina, pertence ao arquipélago de mesmo nome, distante 700 quilômetros da costa (e a apenas 100 quilômetros da Nicarágua). Não foi preciso muito tempo para descobrir por que a região é conhecida como o "mar de sete cores": as águas cintilam em tons de azul e verde, num cenário para lá de propício para o mergulho. A razão, além da profundidade do mar, são os diferentes tipos de solo, formado por areia ou corais.

SAN ANDRÉS, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2013 | 02h09

O primeiro mergulho foi ainda naquela noite. Isso mesmo, um mergulho noturno, em uma água com temperatura de 28 graus, num ponto com o sugestivo nome de Bajo Bonito. Munidos de lanternas, chegamos aos 15 metros de profundidade. Durante uma hora, nos divertimos no que parecia um imenso jardim de corais, por onde passeavam uma infinidade de peixes coloridos - entre eles, peixes-leões que descansavam em tocas submersas.

Um dos mergulhadores que estava no grupo deu sinal de lanterna para chamar nossa atenção. Quando nos aproximamos, ele sinalizou que deveríamos desligá-las. Obedecemos e o que se sucedeu foi como mágica: por alguns momentos, senti que não era mais um mergulhador, mas sim um astronauta. Uma quantidade impressionante de plânctons brilhavam ao nosso redor, transformando o mar em céu estrelado.

Mas a noite em San Andrés não é só para mergulhadores. Bares e restaurantes para públicos (e bolsos) diversificados se espalham pela ilha. Nosso jantar foi no Gourmet Shop Assho (Avenida Newball, em frente ao Parque La Barracuda), com uma simpática decoração de garrafas. Nada mais sugestivo: há diversos rótulos de vinhos disponíveis para acompanhar os pratos, cujo preço e sabor se mostraram tão agradáveis como o ambiente. O prato mix, uma deliciosa combinação de ostras, lagosta e filé de peixe, custou apenas US$ 16.

Durante o dia, o leque de opções é ainda maior. É possível alugar um carrinho de golfe por US$ 30 e dar a volta completa na ilha (são apenas 26 quilômetros quadrados). Ou caminhar tranquilamente pela Peatonal, via restrita a pedestres repleta de hotéis, restaurantes e lojas - vale lembrar que San Andrés é uma zona livre de impostos, ou seja: ideal para umas comprinhas.

Pela areia. Se o sol estiver brilhando forte, contudo, será irresistível deixar a canga esticada na areia. No máximo uma caminhada à ilhota de Rocky Cay, permitida durante a maré baixa. Ou, talvez, um passeio de banana boat para colocar a adrenalina em dia. Minha escolha não foi nenhuma dessas. De barco, seguimos até Johnny Cay, uma pequena ilha que serve de moradia para iguanas e lagartos azuis. Ali, turistas esparramam-se por suas areias brancas, ao som do reggae que vem das barracas de praia - muitas alugam espreguiçadeiras. Numa delas, comi um saboroso peixe com plátanos por US$ 16.

O passeio é econômico. Paga-se US$ 2,50 para entrar na ilha (trata-se de um parque) e mais US$ 3 para a Cooperativa de Lancheros - o último barco parte às 16 horas.

Voltei bem mais cedo, não que Johnny Cay não tivesse me agradado. Era hora de conhecer outra joia do arquipélago: Providencia. Mas eu ainda voltaria a curtir as águas de San Andrés antes do retorno a Bogotá. /B.B.

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