Democrático ponto de encontro

Com mar esverdeado e boa estrutura, Morro de São Paulo reúne de surfistas a famílias

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2009 | 02h22

Morro de São Paulo é o pedacinho mais conhecido (e mais querido) da Costa do Dendê. Caiu nas graças de surfistas, baladeiros e famílias. De paulistas, cariocas, mineiros... e muitos, muitos gringos. Fácil entender. A pequena vila ainda mantém o clima rústico, apesar da variedade de idiomas e sotaques que enche os ares. Suas praias têm beleza surpreendente e agradam todas essas tribos e outras mais. Aqui, chique é ser simples. É passar o dia esticado na areia e virar a noite num luau.

 

É só contar: em meia hora de caminhada, você conhece da Primeira à Quarta Praia. A escolha é sua

Só se chega a Morro de catamarã ou lancha, a partir de Salvador ou Valença. Antes de embarcar, pense na mala. Leve só o que puder carregar. Morro tem cada ladeira! E carros não circulam por lá. No cais, moradores com carrinhos de mão ajudam a levar a bagagem ao hotel.

 

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Chegou, descansou? Hora de bater perna pela orla. Em uma caminhada de não mais que 30 minutos você conhece a Primeira, a Segunda, a Terceira e a Quarta Praia (elas não têm nomes mesmo). Basta seguir as trilhas sem pressa.

Se quiser escolher uma para esticar a canga durante o dia, saiba que o agito se concentra nas de números um e dois. A Primeira Praia, mais estreita, mais povoada e cheia de pousadinhas, tem as ondas dos surfistas. Na Segunda, a festa começa cedo nas barracas e quadras de vôlei e segue sem hora para acabar. Quando a maré está baixa, os recifes formam piscinas naturais que mais parecem aquários.

Quem busca tranquilidade total fica na Terceira e na Quarta. São mais isoladas e mais intocadas, com mar esverdeado e muitos coqueirais. Um sossego só.

Os turistas se dividem durante o dia, mas seguem para o mesmo endereço no fim da tarde: as Ruínas da Fortaleza, um presídio construído em 1630, onde fica o Farol do Morro. A romaria sobe até o ponto mais alto para esperar o pôr-do-sol. Com sorte, o espetáculo natural será ainda mais completo com um balé de golfinhos.

Quitutes

A Segunda Praia não é apenas endereço de bares e hotéis concorridos, mas também de barracas que vendem quitutes típicos. Refresque o paladar com frutas tão coloridas que até parecem de plástico. Quando a fome apertar, queijo coalho no espeto, seguido de um pastel sequinho vendido nos quiosques do canto direito da praia. O de camarão (R$ 3) é o mais pedido.

Só não se esqueça de reservar apetite para a sobremesa. Os doces preparados por dona Bárbara, proprietária de uma banca na Rua Caminho da Praia, são irresistíveis. Queijadinha, brigadeiro, cocada, quindim...

linkInformações: www.morrodesaopaulo.com.br  

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