Dia 1 - A chegada

Logo no primeiro dia, comece a provar os clássicos da cidade

Cesar Cuninghant, Bento Gonçalves

06 Setembro 2016 | 00h01

Não são mais de duas horas de viagem entre Porto Alegre, onde aterrissamos, e Bento Gonçalves. Outra opção seria chegar via Caxias do Sul, a apenas 40 quilômetros de distância de nosso destino (voos operados por Gol e Azul). Mas, independentemente do aeroporto em questão, e dependendo da hora de sua chegada e de sua fome, dá para começar a viagem com um clássico: comer um galeto na Casa Di Paolo (Avenida Castello Benvenuti, km 22). 

O galeto al primo canto é uma receita tradicional da culinária gaúcha – o bichinho é criado ao ar livre, com alimentação orgânica e é abatido aos 28 dias de vida ou até dar o primeiro canto, o que vier primeiro. Curtidos em sálvia, cerveja e vinho branco por 12 horas, assados na brasa, ao ponto de fazer uma crosta macia na pele. O sistema é de rodízio (R$68) – coma sem culpa, sem desprezar acompanhamentos como polenta frita, salada de maionese e massas. Boas-vindas com os sabores trazidos pelos imigrantes italianos e conforto de comida de vó.

Os traços da colonização italiana estão presentes por toda a região. Se for época de vindima (entre janeiro e março, quando se colhe as uvas dos parreirais), dá para sentir o cheiro de uva impregnado nos muros da cidade. 

Dá para começar a maratona de degustações já na vinícola Aurora, que fica no centro da cidade. Fundada por uma associação de 16 famílias de imigrantes italianos em 1931, oferece um tour gratuito por caves centenárias – a visita vai te levar a um passado distante. O cheiro de vinho vai impregnar em seus pulmões e demorar uns três dias para sair. A melhor parte, claro, é a degustação, no fim do passeio. 

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