Dia 2 - O açaí

Maior produtora de açaí do Estado do Amazonas, Codajás tem sua economia muito dependente da fruta. A ela dedica um monumento...

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

02 Maio 2017 | 05h11

Os passageiros que viajam nas redes, entre os quais mochileiros estrangeiros, tinham pela frente dois dias inteiros só de navegação. Já os turistas do projeto Amazônia, Estradas d’Água podiam esperar por algum agito, graças à possibilidade de escapulir do barco em pleno movimento e explorar os arredores a bordo de uma voadeira.

Ricardo Koellreutter, proprietário da agência paulistana Paradiso Turismo e criador daquele roteiro, havia programado uma espécie de caçada ao açaí. Antes das 8 horas, partimos na voadeira em direção à cidade de Codajás.

Maior produtora de açaí do Estado do Amazonas, Codajás tem sua economia muito dependente da fruta. A ela dedica um monumento, que tem a forma de um agricultor com um cacho de açaí nas mãos, e um festival anual, com shows e escolha de rainha, nos últimos dias de abril, quando é época de colheita. Colheita que ainda não tinha começado naquele domingo de fevereiro: não achamos um único exemplar da frutinha escura. Em compensação, era dia de feira livre na rua principal, e fomos apresentados à banana São Tomé, de casca bem vermelha e muito doce.

À tarde, depois de almoçar matrinxã assado no barco, nova saída na voadeira nos levou ao mercadinho do Chico do Açaí, em outro ponto da margem. São cerca de 90 pessoas na comunidade de agricultores que vivem de vender banana e açaí para comerciantes da cidade de Coari, 4 horas rio acima – é assim que as distâncias são contadas no Solimões.

As construções da comunidade são palafitas, à prova de cheia do rio, pelo menos dois metros acima do chão. Estão cercadas de açaizeiros, que estavam carregados de cachos do fruto, todos ainda bem verdes.

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