Joao Pedro Marnoto/The New York Times
Joao Pedro Marnoto/The New York Times

Dormir

Fora o aéreo, hospedagem é o principal gasto em viagem. É por isso que os maiores sites de comparação de preços e reserva ficaram tão populares. Booking.com e Hoteis.com são amigos dos viajantes com orçamento limitado e ainda falam português. Mas, para tornar a busca mais efetiva e o resultado realmente econômico, há detalhes a considerar.

Mônica Nóbrega, O Estado de S. Paulo

04 Agosto 2015 | 00h00

 

Localização é fundamental. Um estabelecimento muito distante daquilo que você quer ver e curtir vai anular a economia da diária baixa com o custo dos deslocamentos. Durma em um endereço turisticamente interessante para não perder tempo, dinheiro e paciência. Descubra quais redes de transporte público estarão ao alcance. Segure a ansiedade pelos avisos alarmantes desses sites (“restam apenas 2 quartos”) e dê atenção às resenhas dos outros hóspedes antes de fechar a reserva, não depois. 

Na Europa, as capitais com diárias médias por quarto mais em conta são, na ordem, Varsóvia (US$ 260,68), Madri (US$ 315,19) e Berlim (US$ 351,53), segundo levantamento do TripAdvisor. Canadá e Estados Unidos, por sua vez, têm diária média bastante alta: o quarto para dois custa US$ 844,41 em Toronto e US$ 987,04 em Nova York. 

Claro que esses valores são médios e consideram os hotéis mais luxuosos. Mas mostram o quanto a hotelaria convencional pode ser cara. Quem abre mão dos serviços de um hotel e flexibiliza o nível de exigência pode reduzir o custo da viagem com opções alternativas. Confira.

LEILÃO E ÚLTIMA HORA

Para os fortes de coração, leilões e ofertas de última hora podem render ótimos frutos. Na função Name your own price (indique seu próprio preço) do Priceline.com, você escolhe o bairro onde quer se hospedar, a categoria do hotel, indica quanto quer pagar (o site mostra o valor base para a região no período da viagem) e fornece o número do cartão de crédito. Se algum dos hotéis cadastrados aceitar a oferta, voilà, você garantiu a pechincha. Já o Hotwire.com mostra descontos de última hora em quartos na cidade pesquisada, o bairro onde fica o hotel e o número de recomendações; o nome do estabelecimento você só descobre depois de reservar e pagar. 

HOSTELS

Há tempos os hostels se distanciaram da antiga imagem daquilo que ficou conhecido, no Brasil, como albergue da juventude. Os quartos coletivos com beliches ainda existem (e são econômicos, considere-os com carinho). Mas há também quartos para famílias, casais e grupos fechados. Para se ter uma ideia, um quarto para dois com banheiro compartilhado no Travellers House ou no The Independent, dois dos hostels mais premiados de Lisboa, custa, respectivamente, desde 35 e 60 euros por noite. Pesquise em Hotelworld.com.

IMÓVEL DE TEMPORADA

Depois de décadas alugando casa na praia próxima, estamos aprendendo os benefícios do imóvel de temporada em viagens longas. Tanto que os principais sites que fornecem o serviço, AirBnB.com e AlugueTemporada.com (que, no exterior, é o HomeAway.com) têm boas versões em português – e um acervo de opções que se conta aos milhões. Ambos funcionam como rede social: você cria um perfil e é por meio dele que entra em contato com os proprietários dos imóveis, reserva e paga. 

GRÁTIS

Pratique o desapego ficando na casa de um morador que oferece hospedagem gratuitamente – às vezes, um quarto inteiro, outras, uma cama ou o sofá. No Couchsurfing.com, você cria um perfil para pedir e oferecer hospedagem sem custo. Outra opção é a troca de casa com uma família do destino que quer visitar. Também é questão de desapego, já que desconhecidos usarão sua casa à vontade (e você fará isso com a deles); por outro lado, pode ser divertido e prático, já que a troca pode incluir emprestar o carro e cuidar do pet. Só vai ser preciso coincidir as datas das viagens. O site que faz isso em português é o TrocaCasa.com, com 65 mil imóveis em 150 países.

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