Arquivo Pessoal
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Em reservas e comunidades, o dia a dia africano

A África ainda é a primeira opção no quesito suar para fazer o bem. Por mais que muitos países tenham conquistado avanços significativos, ainda é real a imagem de pobreza do continente, com uma multidão que precisa de qualquer tipo de ajuda. No entanto, além da esfera humana - com projetos em orfanatos e hospitais - há um grande número de programas dedicados à conservação do meio ambiente e, principalmente, à proteção da exuberante vida selvagem.

O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2012 | 02h09

É possível unir os cuidados ambientais ao aprendizado ou aperfeiçoamento do inglês, graças a convênios entre organizações não governamentais e escolas do idioma. Assim, fica fácil dividir o tempo entre a proteção a chimpanzés e horas em sala de aula.

Recém-chegada da África do Sul, a bióloga Samara Moreira, de 23 anos, passou seis meses estudando animais, especialmente guepardos, na Karongwe Game Reserve, na província de Limpopo, no nordeste do país - para turistas convencionais, um destino de safári. Saía a campo duas vezes por dia com um veículo 4x4 para encontrar bandos de leões e guepardos, por meio de um sistema de radiotelemetria. Além deles, também coletava dados de outros grandes mamíferos da reserva, como elefantes, rinocerontes e hienas.

"A primeira vez que vi o bando de leões se comunicando, rugindo e caminhando foi inesquecível", recorda. Ela recomenda que qualquer pessoa - biólogo ou não - experimente por algum tempo uma vida no mato, em ritmo menos acelerado. "Lá a gente seguia a luz do sol, internet só existia quando dava para ligar o gerador a diesel. E só tinha trânsito quando um bando de girafas invadia o caminho."

Ensinar. Também estudante de biologia, Anastácia Schroeder, de 24 anos, optou por um programa voluntário focado na área de Humanas. Desde janeiro, ela vem descobrindo a superturística Cidade do Cabo de um ponto de vista diferente. Vive na periferia da cidade e trabalha na South African Education and Environment Project. A ONG tem projetos educacionais voltados para crianças e jovens.

Até dezembro, sua rotina em duas escolas em um gueto da região será ensinar temas relacionados ao meio ambiente e que tenham conexões diretas com o dia a dia dos estudantes, como lixo, água e nutrição.

"Fico encantada quando meus alunos se interessam pelo tema, pelas atividades que planejei e mostram dedicação e vontade de aprender", conta a estudante. "Eles são muito inteligentes e esforçados. Acredito que a educação é um dos principais caminhos para o desenvolvimento das pessoas e das comunidades". / FELIPE MORTARA

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