Enfim, a poderosa Zurique

Percorra o caminho das águas e descubra as várias facetas da cidade

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2009 | 01h41

O charme de Paris, o estilo de Milão e, graças aos famosos bancos, o poder econômico de Nova York. A capital cultural da Suíça - e também sua cidade mais populosa - consegue reunir o melhor de várias metrópoles sem perder a relação próxima com a natureza ou um quê de simplicidade que você sente ao andar por suas ruas.

 

LIMMAT - Rio divide o lado antigo dos bairros mais vibrantes

Seguir o percurso das águas é a melhor dica para quem quer conhecer tudo por lá. Seja ao longo do Rio Limmat, que divide em duas a bem-conservada parte histórica da cidade. Ou margeando o Lago de Zurique, com seus enormes iates ancorados e velas espetando o céu.

 

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Se puder escolher, comece pela margem esquerda do Limmat, onde estão o castelo deixado de herança pelos romanos e um dos mirantes mais bonitos da cidade, o Lindenholf. Foi nesse local que Zurique começou - os romanos sabiam escolher como poucos (e por motivos pouco amistosos) as melhores panorâmicas. Pertinho dali também ficam a Igreja de São Pedro e a torre de São Pedro, que abriga o maior relógio da Europa. Pontual, claro, e gigantesco, com 8,7 metros de diâmetro.

Ao pé do mirante de Lindenholf, o Schipfe. O bairro mais antigo de Zurique passou por uma reformulação e tanto, mas sem perder a tradição ligada ao comércio. Antes habitado por mercadores, o trecho hoje é uma espécie de Vila Madalena local, com lojas descoladas e ateliês de arte, além de bares e restaurantes que garantem o movimento a qualquer hora do dia.

Só não cometa o equívoco turístico de cruzar o Limmat antes de visitar a igreja das mulheres, a Fraumünster. Por lá, destaque absoluto para a área do coro, onde foram instalados cinco vitrais belíssimos feitos por Marc Chagall.

A OUTRA MARGEM

Agora, sim, passe à margem direita do rio. De preferência, nos arredores da Catedral de Grössmunster, do século 12. Em estilo românico, com duas torres espigadas, é considerada a igreja matriz da Reforma suíça.

Quem procura um bairro equivalente ao Schipfe deve seguir para o Niderdorf. A região perdeu o ar de "cidade proibida"que havia angariado por causa dos vários cabarés que ali se instalaram no passado. Hoje, suas ruas abrigam lojas de roupas vintage e objetos de design e livrarias, além de estúdios de tatuagem e piercing.

À noite, funcionam na região as discotecas mais frenéticas de Zurique e bares que não têm hora para fechar. Se estiver na dúvida, siga direto para Niederdorfstrasse, ruazinha estreita tomada por pubs.

DE BARCO

O lago é outra referência básica para os turistas. Você pode fazer boas caminhadas nas margens, mas se tiver algum tempo adicional, consegue aproveitar bem mais a paisagem com um tour de barco. Alguns são bem curtinhos e resumem o passeio em uma hora e meia. Outros chegam a durar quatro horas. Mas a paisagem é tão interessante que o tempo passa num piscar de olhos.

Do barco, é possível identificar duas regiões bem diferentes do lago. A margem direita, na direção do Rio Limmat, é conhecida como a Costa Dourada. Lá estão as mansões de artistas (Tina Tuner tem casa por lá desde os anos 1980), industriais e banqueiros que garantem a Zurique o rótulo de capital financeira da Suíça.

Na margem esquerda, por sua vez, ficam cidades de pequeno e médio portes com vocação mais industrial. Uma das principais, sem dúvida, é Kilchberg, lar de 7 mil habitantes e de uma lenda: a Lindt & Sprüngli (www.lindt.com), que fabrica seus deliciosos chocolates desde os idos de 1845.

Visitar o museu existente na sede da empresa vai parecer um convite irrecusável. No tour guiado você conhece a história do chocolate ao leite, uma invenção suíça, e outros detalhes de produção e fabricação. A melhor parte, no entanto, fica por último. A degustação.

Se você estiver com crianças, não deixe de conferir o Zoológico de Zurique (www.zoo.ch). Por ali, destaque para o complexo que reproduz uma floresta tropical da Península de Madagáscar. Inaugurado em junho de 2003, tem uma área coberta de 11 mil metros quadrados, onde são simuladas as condições de chuva, umidade e temperatura do ambiente tropical.

O espaço é habitado por pássaros de várias espécies, répteis, insetos e peixes, além de 400 espécies de plantas (se você achar que viu mamão e jaca por lá, não estará nada errado).

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