Entre as ruazinhas e varandas de Fort-de-France, a face urbana local

Entre movimentadas ruas estreitas e construções com varandas e fachadas desbotadas do começo do século 20, é no centro histórico de Fort-de-France que está o melhor da face urbana da Martinica. A maior cidade da ilha virou protagonista econômica depois da erupção do Monte Pelée, em 1902 (leia na página 11), que destruiu a então vibrante Saint-Pierre, mais ao norte.

FORT-DE-FRANCE, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2011 | 03h07

Colada a Le Lamentin, onde fica o aeroporto, e a Schoelcher, que abriga a Universidade das Antilhas e Guiana, Fort-de-France concentra também os postos de trabalho da ilha, além de abrigar um quarto de sua população. O vaivém entre casa e emprego explica o congestionamento diário nos acessos à cidade.

Arme-se de paciência. E, quando chegar ao centro, deixe o carro em um estacionamento (há cobrança mesmo que você pare na rua). O escritório de turismo local (tourismefdf.com) sugere roteiros prontos. Mas basta ter um mapa em mãos para chegar a lugares como a praça La Savane, onde está a estátua da imperatriz Josephine, primeira esposa de Napoleão e personagem mais ilustre da Martinica. Ao lado está o Forte Saint-Louis, de 1640, em um canto de onde se tem uma linda vista ao entardecer.

Desenhada pelo arquiteto Henry Pick para a exposição de 1889 em Paris, enviada de navio a Fort-de-France e reconstruída peça por peça em 1893, a Biblioteca Schoelcher é um dos prédios mais curiosos da cidade. Vale visitar também o belo Jardim de Balata (jardindebalata.fr) e o Museu Regional de História e Etnografia (cr-martinique.fr). Entre um programa e outro, o turista esbarra em velhos conhecidos como McDonald's, Carrefour e até Galerias Lafayette.

Na orla. Termine o passeio na orla, que passou por obras de revitalização e hoje conta com pista de caminhada e playgrounds. Nos fins de semana, a área vira ponto de encontro dos moradores, quando são comuns as apresentações de salsa ao ar livre.

Revitalização, aliás, é um desafio atual da cidade. Construída em área de manguezal, ainda tem moradores vivendo em locais insalubres. Partes importantes de Fort-de-France estão em reforma, principalmente no centro histórico e à beira-mar.

Um projeto ambicioso está em andamento nas imediações da zona portuária: a construção do complexo de Pointe Simon, que abrigará uma torre de 20 andares (a maior da ilha), de arquitetura moderna, com escritórios comerciais, residências e a réplica de uma vila creole. Uma típica proposta pensada para se tornar cartão-postal. / P.F.

Cidade se tornou

principal centro

econômico no início do século 20. Hoje, vive um processo de revitalização

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