Marcus Yam/NYT
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Enxoval americano sem dúvidas

Virou febre entre brasileiros abrir a carteira nos Estados Unidos para preparar a chegada do herdeiro. Veja como se organizar – e o que vale trazer – antes de torrar seus dólares

Mônica Nobrega,

04 Novembro 2013 | 16h19

Teste de gravidez com resultado positivo em mãos, começa a fase deliciosa de preparar a chegada do bebê. Para quem decide ir aos Estados Unidos fazer as compras do enxoval, Miami e Nova York são logo lembradas. Orlando também – embora, vale a ressalva, parques com brinquedos radicais não sejam exatamente o tipo de programa adequado para a gestante, que acaba assumindo as funções de segurar bolsas e tirar fotos.

Que os preços por lá são mais baixos e a variedade de produtos, maior, todo mundo sabe. Mas e quanto ao período que se deve dedicar a percorrer lojas? Qual a melhor época para a grávida fazer a viagem de compras? Como escolher o carrinho ideal entre tantas opções? O que não vale a pena trazer? Para resolver estas dúvidas, pedimos ajuda às consultoras Paula Laffront e Priscila Goldenberg. Ambas moram em Miami, mas acompanham compras também em Nova York e, se for o caso, Orlando.

Antes de abrir a carteira, lembre-se de que a maioria das companhias aéreas restringem a bagagem a duas malas de até 32 quilos cada por pessoa. E que o limite da Receita Federal sem imposto é de US$ 500, também por pessoa. Mais informações: tinyurl.com/comprasEUA.

 

QUANTO SE GASTA?

De olho no custo-benefício

 

O carrinho é determinante no custo final do enxoval. Segundo a consultora Priscila Goldenberg, o preço da peça pode variar de US$ 300 ou US$ 400 a até US$ 1.200.

 

Os carrinhos da marca Quinny, por exemplo, muito procurada por brasileiros e que custam no País até R$ 4 mil, nos Estados Unidos saem por cerca de US$ 400.

 

Para Paula Laffront, o carrinho é um item em que vale investir um pouco mais, por ser o que dura mais tempo no enxoval. “Às vezes você compra uma pilha de roupinhas lindas, mas que vai usar por três meses, e deixa de gastar US$ 200 a mais em um carrinho de qualidade muito superior”, diz.

 

Apesar de terem preços muito mais em conta nos Estados Unidos em relação ao Brasil, os brinquedos não valem a pena. “Ocupam muito espaço. E você precisa pensar que tem um limite de bagagem para levar no voo de volta”, lembra Paula.

 

Fazer o enxoval em Miami, onde o imposto acrescenta 6,5% ao preço final de cada produto, sai ligeiramente mais barato que em Nova York, com taxa de 8,87%.

 

Mas Priscila dá uma dica esperta: “Em Nova York há uma lei estadual que isenta do imposto qualquer peça de roupa ou calçado com custo unitário de até US$ 110.”

 

Ou seja, se comprar dez peças com preço, cada uma, de até US$ 110, você fica livre do imposto. E quanto sai a brincadeira toda, no fim das contas? “Em média, o custo final do enxoval completo para o primeiro ano de vida do bebê fica entre US$ 1 mil e US$ 6 mil”, diz Priscila.

 

QUAL CIDADE ESCOLHER?

Miami ou Nova York

 

Depende do perfil dos viajantes. Quem pretende combinar os dias de compras com passeios culturais e gastronômicos costuma preferir Nova York.

 

Lá, no entanto, é importante lembrar que o trânsito intenso e a falta de vagas para estacionar tornam o carro alugado uma opção nada interessante. O transporte público será seu melhor aliado – e isso não significa ter de carregar sacolas.

 

“Muitas lojas têm serviço de concierge que entrega as compras no hotel, no mesmo dia ou no dia seguinte. Basta procurar o atendimento ao cliente para se informar”, recomenda Priscila Goldenberg.

 

Ela dá outra dica: como as lojas só abrem às 10 horas, evite o metrô por volta das 9 horas. É horário de pico. Miami costuma ser a escolha de quem quer praia e sol ou vai emendar um cruzeiro pelo Caribe.

 

“Miami, todo mundo sabe, precisa de carro para se deslocar”, lembra Paula Laffront. O que, para as compras, é uma vantagem: de carro alugado você não terá de se preocupar em carregar nada.

 

QUANDO IR?

A hora de embarcar

 

É provável que seu médico nem recomende a viagem antes do terceiro mês de gestação. O primeiro trimestre da gravidez, além de inspirar alguns cuidados, pode ser desconfortável por causa dos enjoos. Entre o quarto e o sexto mês é o momento ideal para embarcar.

 

“É interessante vir já sabendo o sexo do bebê porque as lojas nos Estados Unidos são muito segmentadas. Até há itens neutros, mas a variedade é menor”, diz Priscila Goldenberg. Para Paula Laffront, vale a pena não esperar muito. “Quanto antes, melhor, porque a barriga está menos pesada e o cansaço será menor”, diz.

 

E quando a mulher está proibida pelo médico de viajar? As duas consultoras contam que já atenderam pais que foram sozinhos às compras. “Tomo o cuidado de combinar a lista com a mãe por Skype, detalhadamente”, diz Paula. “Ligamos o Skype na loja para que ela participe do momento junto com o marido”, lembra Priscila. São boas estratégias mesmo para quem não vai contratar a assessoria especializada.

 

QUANTOS DIAS?

Contra o relógio

 

Em um roteiro mal planejado, as compras podem ocupar quatro ou cinco dias da viagem. Muito para quem pretende também curtir o destino, especialmente se a viagem for a última antes de nascer a criança.

 

“Com uma consultora, esse período é reduzido para dois dias”, diz Paula Laffront. Mas, ainda que você não contrate assistência profissional, dá para se organizar.

 

A dica é selecionar com antecedência as lojas e dedicar um dia aos itens maiores – carrinho, bebê conforto, babá eletrônica – e outro às roupas. O que faltar, se for o caso, resolva no terceiro dia.

 

ONDE COMPRAR?

O roteiro básico

 

Objetividade é fundamental. Tanto em Miami quanto em Nova York, resolve-se toda a parte do enxoval que não é roupa em megastores como a Babies R Us e a Buy Buy Baby. “Para roupas em Miami, adoro os outlets. Têm bons preços e variedade”, diz Paula Laffront.

 

Para roupinhas do dia a dia, Carter’s e Gap são imbatíveis. Roupas de passeio, dependendo do orçamento, marcas como Tommy Hilfiger e Ralph Lauren. Tudo no outlet.

 

Para carrinhos em Miami, Paula recomenda Genius Jones (geniusjones.com). “É pequena, o atendimento é ótimo.”

 

Em Nova York, compre as roupinhas em megastores como a Macy’s. “Têm departamentos infantis enormes e as marcas básicas como Carter’s, Gap, Polo e Tommy estão ali”, diz Priscila Goldenberg.

 

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