Viagem

Especial de férias: onde curtir o friozinho da Serra da Mantiqueira

Na segunda reportagem de destinos para as próximas férias, confira o badalo de Campos do Jordão e a tranquilidade de cidades vizinhas

31/05/2015 | 00h00    

Renata Gallo - Especial para O Estado de S.Paulo

As montanhas de Santo Antônio do Pinhal 

As montanhas de Santo Antônio do Pinhal  Foto: Divulgação

Campos do Jordão é praticamente sinônimo de inverno para paulista e basta a temperatura descer dos 15 graus para a cidade congestionar de turistas, literalmente. Muitos atraídos pelo maior festival de música erudita da América Latina, o Festival de Inverno de Campos do Jordão, e milhares de outros pela badalação, que passa bem longe do clássico.

Filiais de casas noturnas paulistanas estão por lá, shoppings temporários com grifes da Capital também, mas não é apenas isso. Campos do Jordão vai além de Capivari e tem seus méritos, como o Horto Florestal e as trilhas em torno da Pedra do Baú, paisagens que soam saudosistas para famílias que frequentam a região há gerações.

Campos de outrora, agora, estende-se pela vizinhança, por outras cidades da Serra da Mantiqueira, como Santo Antônio do Pinhal e São Bento do Sapucaí, ambas mais quietas, onde o som vigente ainda é o dos pássaros.

Com codinome de estância, Pinhal, além de pinhões, aos montes, tem quermesses em volta da Igreja Matriz no mês de julho e calmaria e natureza abundante nos outros meses do ano. Atrai praticantes de esportes como o voo livre.

São Bento, ainda mais pacata, reúne bons ateliês de arte e é point de ciclistas e aventureiros, adeptos de trekking e escalada que almejam chegar ao cume da Pedra do Baú, cartão-postal com 1.950 metros de altitude, que é vista de Campos, mas está fincada em São Bento, com muito orgulho.

Movimento de tuirstas em Campos do Jordão

Movimento de tuirstas em Campos do Jordão Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

Montanhas do Rio. Partindo do Rio, os clássicos da serra fluminense, Petrópolis e Teresópolis, também valem o passeio na Serra dos Órgãos. Enquanto aquela ostenta o legado da passagem da Família Imperial ao Brasil, como o Museu Imperial e a Catedral de São Pedro de Alcântara, esta se vangloria de sua exuberância natural, com destaque para a melhor vista do Pico Dedo de Deus, na entrada da cidade.

É em Teresópolis também onde está localizada a entrada principal para o Parque Nacional da Serra dos Órgãos (www.icmbio.gov.br), que soma mais de 200 quilômetros de trilhas de todos os níveis de dificuldades; desde a trilha suspensa acessível para cadeirantes até a travessia entre Petrópolis e Teresópolis com 30 quilômetros de subidas e descidas pela parte alta das montanhas.

O ponto mais alto da serra, a Pedra do Sino, com 2.275 metros, também pode ser acessado por uma trilha de 11 quilômetros, com cerca de seis horas de duração. A trilha, de acesso limitado, passa por duas cachoeiras e tem cerca de seis horas de duração. Ao chegar ao cume, a recompensa, a vista da Baía de Guanabara, da cidade do Rio de Janeiro e parte do Vale do Paraíba.

Mais perto de São Paulo, há a região de Itatiaia e Resende, onde ficam Penedo e Visconde de Mauá. Separados por menos de 40 quilômetros, é possível conhecer os dois destinos em uma só viagem.

Ao escolher onde se hospedar, dê preferência a Mauá, que reúne ótimas opções de pousadas e restaurantes e um conjunto de vilas: Mauá, Maromba e Maringá. De lá, pode-se passar um dia em Penedo, considerada o berço da colonização finlandesa no Brasil. A cidadela Pequena Finlândia, a Casa do Papai Noel e o Museu Finlandês estão lá para comprovar.

*Na reportagem de segunda, 1, o melhor do spa, vinho e esqui chilenos.