Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Esqueça os sapatos na descontraída Byron Bay

Cheguei a Byron Bay em um fim de tarde ventoso e ensolarado. Da praça central ao meu hotel - na verdade, um apartamento funcional, estilo loft - eram apenas cinco minutos a pé, segundo me informou a atendente do centro de informação ao turista. Deixei as malas, coloquei o biquíni e preparei a câmera fotográfica. Não havia por que deixar a praia para depois.

BYRON BAY , O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2013 | 02h10

A atendente havia me sugerido aproveitar a maré baixa e caminhar até o mirante, no canto direito da praia principal, para ver o pôr do sol. A trilha até o farol, segundo ela, me tomaria mais tempo. Melhor deixar para outro dia.

O curto caminho até a praia já foi suficiente para eu ter certeza: estava apaixonada por esse balneário a 2 horas de Brisbane, no ponto continental mais ao leste da Austrália. A aura hippie-chique lembra Búzios, no litoral fluminense - embora a água de Byron seja mais quentinha.

Lojas e restaurantes refletem a diversidade do público que aporta por ali. De pulseirinha de contas a joias caras, de pizza por pedaço e kebab a bistrôs convidativos de comida étnica (leia mais ao lado). No pequeno quadrilátero central da cidade, há um mundo de opções.

O surfe está para Byron Bay como o futevôlei para o Rio. Há um "pico" para cada tipo de surfista. As escolas de surfe levam os iniciantes (de todas as idades) para dar suas primeiras remadas no canto direito da praia, pertinho do mirante. Com um pouco mais de prática, os surfistas encaram The Wreck, próximo ao píer que divide a praia principal de Belongil Beach.

Mas os locais gostam mesmo é de Tallow Beach, uma praia natural cercada pelo Parque Nacional Arakwail. Para chegar lá, o melhor é alugar uma bicicleta - paguei 20 dólares australianos (AUD) - R$ 40 - para ficar 24 horas com a minha na Surf & Bike Hire, na Lawson St.. Além da tarifa, a mais baixa que encontrei, fui conquistada pelo atendimento atencioso, muito diferente das outras duas lojas que visitei.

De bike, são cerca de dez minutos desde o centro. Leve tudo o que precisar: água, lanchinho, sombra. Não há nenhuma infraestrutura, mas espaço na areia tem de sobra. Com tanta tranquilidade, muitas mulheres aproveitam para fazer top less.

Se você surfa, há uma bela surpresa dentro d'água: golfinhos. Eles adoram Tallow Beach - da areia, o truque para localizá-los é olhar na direção das gaivotas, que dividem com eles os peixes dos cardumes.

Do alto. Reserve um dia (ou melhor, umas duas horinhas) para fazer a trilha até o farol. O caminho é bem marcado, mas se quiser se garantir, os mapas grátis distribuídos por hotéis e no Visitor Center mostram como chegar.

Fiz o trajeto com bastante calma, de Havaianas nos pés, em um dia nublado. O que foi ótimo - imagino que, com sol a pino, não haveria muita sombra para amenizar o forte calor. Boa parte da trilha é margeando a costa, uma ótima oportunidade para ver golfinhos e baleias, como sugerem os avisos. Não vi as gigantes, mas enormes tartarugas marinhas deram o ar da graça.

Dentro do farol há um pequeno museu, com fotos e objetos antigos. Do lado de fora, um café vende lanchinhos, tortas e picolés para quem precisar recobrar as energias. A trilha da volta passa por uma área de mata, também bem marcada, que termina na praia principal. Estava a poucos passos da areia quando... as Havaianas quebraram. Me despedi delas e segui, descalça, para comprar um novo par em alguma das lojas do centrinho.

"Compre mais uma, está na promoção", sugeriu o vendedor. Justifiquei minha negativa com um sorriso, explicando que minha compra era emergencial. "Ah, ok", disse ele. "Mas fique tranquila. Aqui em Byron Bay você nem vai precisar delas." / A.M

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