Divulgação
Divulgação

Estilos variados no encontro de quadrilhas

Mais de 300 grupos profissionais disputam título de melhor do Estado

Fernando Cassaro, Especial para O Estado de S. Paulo

13 Maio 2009 | 19h30

Com mais de 300 quadrilhas profissionais e 250 eventos distribuídos entre junho e julho, o Ceará é um dos Estados que mais empolgam as pessoas com as farras juninas e suas disputas pelo título de melhor quadrilha. "Essas festas estão para o Ceará como o carnaval está para a Bahia", afirma o presidente da Federação das Quadrilhas Juninas do Estado do Ceará (Fequajuce), Aldenor Holanda. A expectativa é de que compareçam pelo menos 5 mil pessoas em cada evento.

 

A festança alcança grande parte das 184 cidades, com mais força no interior. Os principais eventos ocorrem nos municípios de Maracanaú - entre a segunda quinzena de junho e a primeira de julho - e Juazeiro do Norte, com dez dias de arraiá a partir de 15 de junho. Tudo regado a tapioca, vatapá e grupos de forró com suas sanfonas, zabumbas e triângulos. Para entrar no ritmo, a pedida regional Aluá, bebida alcoólica à base de rapadura, não pode faltar.

 

Mas o que deixa o cearense empolgado são as competições entre quadrilhas. Ao contrário de outros Estados nordestinos, no Ceará não existe divisão por categorias. Isso significa que na mesma festa um grupo tradicional, na qual as moças vestem roupas de chitão, se apresenta com outro estilizado, que usa tecidos nobres e muito brilho.

 

Veja também:

linkNinguém faz festa junina como eles

linkA dieta vai ter de ficar para julho

linkVárias culturas em um só lugar

linkPequena e inesquecível

linkMaceió sonha ser a capital junina

linkDia do santo é feriado em Aracaju

linkSossego e clima de interior a poucos quilômetros de Natal

linkA cidade que venceu Lampião

linkO grande clássico de junho

linkRetorno às raízes nordestinas é prioridade em Caruaru

linkQuentão, forró e alta tecnologia

linkAgito sem axé ou trio elétrico

linkGuerra de espadas nas ruas e arrasta-pé no palco principal

 

Ainda é possível encontrar os grupos temáticos paramentados de cangaceiros ou vaqueiros, por exemplo.

 

As competições são levadas tão a sério entre os cearenses que todos os 300 jurados, sem exceção, têm de fazer um curso de capacitação. Em cinco horas de aula, os interessados aprendem as técnicas de todas as danças, para entenderem os passos e analisarem de forma isenta a qualidade das fantasias e a animação dos participantes. Ao fim da aula, uma prova é aplicada e só quem atinge média sete está apto a integrar o júri.

 

O governo estadual apoia 20 festivais de quadrilhas juninas - escolhidos por meio de um edital -, destinando R$ 16 mil para cada um. Nesses eventos, são escolhidos os melhores para se apresentarem no Festejo Ceará Junino, que ocorre em Fortaleza, em julho. No ano passado, o "Arraiá do Patativa" terminou a disputa como campeão do Estado e levou para a cidade de Assaré R$ 5 mil em prêmios.

 

O dinheiro é bem-vindo. De acordo com a Fequajuce, uma quadrilha com 16 pares custa aproximadamente R$ 20 mil em dois meses de festas e cerca de 35 apresentações. Já os eventos custam a partir de R$ 5 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão.

Mais conteúdo sobre:
Ceará nordeste viagem festa junina

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.