Rodrigo Azevedo/Divulgação
Rodrigo Azevedo/Divulgação

Estrada Real

Viaje no tempo com passaporte carimbado

Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

16 Dezembro 2014 | 03h00

Mais de 1.600 quilômetros de um percurso único, que combina quatro séculos de história, natureza exibicionista, gastronomia aconchegante e aventuras atemporais para todo tipo de viajante. A Estrada Real atravessou séculos vendo cargas de ouro e diamante do interior de Minas Gerais seguir rumo ao litoral fluminense. Hoje, o que se vê é uma estrutura respeitável, pronta para receber cada vez mais visitantes em uma experiência sem paralelos no Brasil. 

A maneira de explorar esses caminhos fica a seu critério. Em 2014, 55% dos turistas fizeram o percurso em veículos 4X4, 25% de bike e 5% usaram motos. Caminhada foi opção para 15% dos viajantes. Também é bom ter em mente que não é preciso (nem recomendável) percorrer toda a rota de uma só vez. A ideia é aproveitar a Estrada Real por partes, parando em cidades históricas, vilas rurais e desfrutando de cada um dos três grandes trechos. O Caminho Velho vai de Paraty a Ouro Preto; o Caminho Novo liga o Rio de Janeiro a Ouro Preto e o Caminho dos Diamantes, Ouro Preto a Diamantina. 

A maior parte do trajeto é por estradas de terra, serpenteando por entre serras e vales. Fique tranquilo: não dá para se perder. São 1.926 marcos de concreto e 726 placas, todas com a manutenção em dia, feita pelo Instituo Estrada Real. Fundado em 1999 pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, o órgão conseguiu colocar para funcionar turisticamente o percurso histórico que hoje contempla 199 municípios mineiros, paulistas e fluminenses.

A inspiração veio do Caminho de Santiago, entre os Pireneus franceses e a cidade espanhola de Santiago de Compostela, mas sem o viés religioso da peregrinação. A versão brasileira não nega as influências, especialmente nos passaportes da Estrada Real, criados em maio. Até o início do mês, cerca de mil pessoas retiraram seus passaportes (além de mapas e planilhas) nos postos do trajeto.

Restaurantes, pousadas e centros de visitante carimbam os passaportes, com pictogramas locais. No centros históricos de Ouro Preto e Paraty são concedidos certificados para os que tiverem 14 carimbos no Caminho Velho ou 12 no Caminho dos Diamantes. Em cada ponto de apoio, uma pasta com contatos de pousadas, restaurantes e mecânicos em cada região. As informações estão em institutoestradareal.com.br.

Além de cidades históricas, a rota passa por áreas onde a natureza é o destaque, como os parques da Serra da Bocaina e Serra do Cipó, cachoeiras, sítios arqueológicos e cavernas. De 4x4, bicicleta, de moto, caminhando ou um pouco de tudo, tanto faz. A Estrada Real tem tudo para ser uma boa alternativa à infalível fórmula sol e praia. “História e cultura fazem parte de uma grandiosa oportunidade de conhecer nosso País nos recantos mais interessantes neste aspecto”, diz o presidente da Abeta, Evandro Schütz. 

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