Mariana Veiga
Mariana Veiga

Etosha: animais por toda parte no parque nacional

Reserva é considerada um dos melhores lugares do mundo para observação da vida selvagem

Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

24 Outubro 2017 | 04h30

Na estrada, as placas de sinalização já davam mostras da mudança da paisagem. Para ilustrar a possibilidade de animais cruzando a pista, os ícones se intercalavam: silhueta ora de elefante, ora de leão, ora de javali-africano (o famoso Pumba, de O Rei Leão). Às margens da pista, avistávamos grupos de babuínos e muitos javalis.

Depois de 435 quilômetros – porque, mais uma vez, não escolhemos a rota mais curta, mas preferimos passar pelo meio do Parque Dorob –, chegaríamos a Outjo, cidadezinha a 1 hora de uma das entradas do enorme Parque Nacional Etosha ( etoshanationalpark.org), considerado um dos melhores lugares do mundo para a observação de vida selvagem.

O local, no norte da Namíbia, é conhecido como um oásis para bichos desde a metade do século 19. Tornou-se célebre a frase dos primeiros desbravadores da região, que diziam que “nem se fossem abertas todas as jaulas do mundo ao mesmo tempo teriam visto o tanto de animais que viram ali de uma só vez”.

 

Trata-se de uma imensa planície salina, Etosha Pan – que por alguns dias do ano se torna lago –, rodeada por espelhos d’água naturais e artificiais. Ou seja: um grande chamariz a animais de todos os tipos (e tamanhos). Quando se tornou reserva ecológica, no início dos anos 1900, o parque compreendia 100 mil quilômetros quadrados. Hoje são 20 mil. Ali vivem 114 espécies de mamíferos, 340 de aves e 16 de répteis e anfíbios.

Se não conseguir se hospedar em acampamento ou chalé dentro do parque, o ideal é madrugar para estar em uma das portarias bem cedinho. Os portões abrem assim que o sol nasce (a entrada custa cerca de R$ 18 por adulto, mais R$ 3 pelo veículo; crianças não pagam). E aí é preciso correr para um dos espelhos d’água – mapas são vendidos em uma lojinha em Okaukuejo, o centro administrativo da reserva –, onde é mais provável que haja bichos ao redor.

 

Depois é rodar, rodar e rodar. Contar um pouco com a sorte. Com o imprevisível. Em dois dias de expedição parque adentro, avistamos uma família de leões tomando sol, girafas sozinhas e em grupo, antílopes de vários tipos por todos os lados, avestruzes, hienas, zebras cruzando a pista e correndo pela savana, uma manada de uns 30 elefantes adultos e filhotes se refrescando n’água e diversos outros animais.

A dica é passear pelo parque por pelo menos dois dias: no primeiro, para aprender os caminhos e ganhar uma certa segurança nos trajetos e organização do tempo (os portões se fecham ao pôr do sol); no segundo, com prática, é hora de realmente ver os bichos – e abusar das fotos.

 

Mais conteúdo sobre:
Namíbia África Namíbia [África]

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.