Edison Veiga|Estadão
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Férias com crianças (nos países nórdicos)

Com um pouco de paciência, muito planejamento e algumas adaptações, ter ao seu lado um pequeno viajante pode ser enriquecedor – mesmo que ele não se lembre no futuro

Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

05 Abril 2016 | 05h00

COPENHAGUE - “Ele só vai atrapalhar” e “por que levar, se ele não vai se lembrar de nada?” são os comentários mais comuns que ouvimos de parentes e amigos próximos quando comentamos que, sim, viajamos para o exterior, nas férias, com um bebê. 

A decisão, no caso, vem de antes do nascimento de Francisco, o Chico. Vem da convicção de que viajar é preciso, sempre, porque é o melhor jeito de aprender e conhecer. Mas, com ele, a decisão de manter o costume ganha alguns argumentos a mais: o fato de que é o único mês do ano, nossas férias, em que podemos, mãe e pai, passar 24 horas por dia com ele; a crença de que ele, mesmo que não se lembre conscientemente, está tendo vivências que serão incorporadas ao cidadão que vai se tornar; e o barato que é, obviamente, descobrir o mundo mostrando coisas novas ao moleque. 

Que não atrapalha, em resumo. Muda um pouco a viagem – mas se exclui a possibilidade de um ou outro passeio, acaba abrindo a oportunidade de conhecer coisas que não estavam no planejamento. 

Tudo isso para dizer que, ao escolher nosso roteiro de férias, não pensamos em uma viagem para crianças só porque ele vai junto. É uma viagem para adultos, mas com uma criança a tiracolo. Este não é um relato de um passeio ao mundo maravilhoso da Disney ou algo do tipo. São nossas férias. Férias de quem gosta de viajar, acima de tudo. 

Meu filho tinha 11 meses de idade na primeira viagem internacional e, na segunda, 1 ano e 9 meses. Da primeira vez, em 2013, escolhemos Montevidéu e arredores. Nunca havíamos ido ao Uruguai e pensamos que seria bom estar perto de casa, se tudo desse errado. O saldo foi tão positivo, tão acima do que planejávamos, que Chico carimbou seu passaporte para as férias seguintes: países nórdicos, aí fomos nós.

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SAIBA MAIS

Como ir: em busca no site kayak.com.br, a passagem aérea multidestinos com as capitais visitadas no roteiro da reportagem: São Paulo-Oslo-Estocolmo-Copenhague-Helsinque-São Paulo custa, em média, R$ 8 mil por pessoa.

Melhor época: para ir com criança, o fim da primavera e o verão, ou seja, de maio a setembro.

Passaporte infantil: a validade do passaporte brasileiro acompanha a idade da criança nos 5 primeiros anos de vida. Até 1 ano incompleto, vale por 1 ano; até 2 anos incompletos, por 2 anos; e assim por diante, até 4 anos incompletos. De 4 a 18 anos incompletos, vale por 5 anos; de 18 em diante, 10 anos.

Curiosidade 1: Foram nove voos com o Chico, em geral, tranquilos. Fomos de Lufthansa – um comissário logo deu a ele livrinhos e um boneco. A tripulação não poupou mimos – e encheu a mamadeira com leite convencional sempre que pedimos.

Curiosidade 2: Se você tiver pouco tempo para Oslo, saiba que há três pontos imperdíveis a serem conhecidos na cidade: a orla no entorno da Prefeitura; a Avenida Karl Johan e arredores; e a culturalmente fabulosa península de Bygdoy.

Sites: visitnorway.com.brvisitsweden.com; visitdenmark.com.br; visitfinland.com

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Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

05 Abril 2016 | 04h30

Fã de Thomas e Seus Amigos (o simpático trenzinho dos desenhos), Chico estava animado já na estação. Afinal, ele iria viajar de trem. Trem, ele repetia. Ainda quando comprávamos os tíquetes entre Oslo e Bergen, três meses antes, já sabíamos que a viagem seria incrível para ele. Isso porque quando informamos que estaríamos com um “menor de 2 anos” a bordo – portanto, isento de tarifa –, um pop up pulou no site da companhia nos oferecendo, sem precisar pagar nada a mais por isso, acomodações em um vagão-família. Tratava-se, no caso, de um vagão com um divertido espaço para crianças: pufes, TV com desenhos animados, livros infantis, um túnel e nichos para escalada. 

Desnecessário dizer que as 7 horas do trajeto passaram rápido e sem sobressaltos. Não só por isso. A Bergensbanen, como é chamada essa viagem, é orgulho da companhia estatal Ferrovias Nacionais Norueguesas (NSB). Apontada pelo guia Lonely Planet como a “melhor viagem de trem do mundo”, reserva paisagens lindíssimas à janela. O trajeto atravessa Handargervidda, o planalto de montanhas de maior altitude na Europa; um painel visível dos assentos do trem informa, gradualmente, a altitude em relação ao nível do mar. 

Com seus cerca de 260 mil habitantes – contra os mais de 1,4 milhão da região metropolitana de Oslo –, Bergen é uma cidade tranquila, apesar de ser a segunda maior da Noruega. Sete montanhas a cercam, dando a ela uma paisagem interessante. Seu porto é ponto de partida para cruzeiros que levam turistas aos famosos fiordes. Na região do porto, um tradicional mercado de peixes tem iguarias como salmão e bacalhau frescos.

Também fica ali perto o conjunto de construções chamado de Bryggen (em português, Cais), reconhecido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Passear pelas pequenas e tortuosas vielas entre os prédios revela uma variedade de lojas, que vendem de peles a cachimbos – além, claro, de souvenirs.

Dois passeios são imprescindíveis. Reserve uma tarde para um minicruzeiro pelos fiordes. E outra para subir pelo Floibanen, o funicular que desde 1918 leva a população ao topo da montanha Floyen – a linha tem 850 metros e, do alto, é possível ter uma panorâmica de toda a cidade (90 coroas norueguesas ou R$ 39 o tíquete). 

Um adendo importante: Bergen tem o título de “cidade mais chuvosa da Europa” – são 202 dias de chuva por ano. Portanto, leve capa e guarda-chuva. Mas, principalmente, não se importe se ficar molhado. 

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MAIS DE OSLO

Se você tiver pouco tempo para Oslo, saiba que há três pontos imperdíveis a serem conhecidos na cidade: a orla no entorno à Prefeitura; a Avenida Karl Johan e arredores; e a culturalmente fabulosa península de Bygdoy. No verão, a orla começa a ficar movimentada a partir das 17 horas. São caminhadas, happy hours nos bares e restaurantes e gente que simplesmente para em alguma área verde, como no amplo parque Kontraskjæret, para admirar o entardecer.

Ali perto, ao lado de uma das plataformas de embarque e desembarque dos navios, a escola de dança Komogdans oferece amostras de seus cursos. Parece uma flash mob, um baile aberto em que pessoas que sabem (e, principalmente, que não sabem) dançar arriscam seus passos ao ar livre.

Nessa caminhada, obrigatoriamente você vai passar pelo Nobel Peace Center, um memorial que conta a história do prêmio anual da Paz – que não é oferecido em Estocolmo, como os outros, mas em Oslo. Basta olhar adiante e será possível ver a sede da Prefeitura local, chamada de Radhuset. É ali que ocorre a cerimônia de entrega do Nobel.

Estamos na Avenida Karl Johan, uma bela via cheia de prédios históricos: o Palácio Real, o Museu Histórico, a Universidade de Oslo, a Galeria Nacional de Arte, o Museu Ibsen, o Teatro Nacional. A avenida, em si, foi projetada pelo arquiteto Hans Linsktow (1787-1851), o mesmo autor do Palácio Real.

Dentre as dezenas de museus de Oslo, dois são fundamentais pela peculiaridade, ambos em Bygdoy. Inaugurado em 1936, o Frammuseet é um dos orgulhos noruegueses. Homenageia os três grandes exploradores polares da Noruega, Fridtjof Nansen, Otto Sverdrup e Roald Amundsen – dentro, o navio Fram, original, que operou entre 1892 e 1912. Outro que impressiona é o Viking Ship Museu, com barcos encontrados em sepulturas vikings e outros artefatos encontrados na região.

Uma vez em Bygdoy, faça como os locais: aproveite para curtir o verão nas áreas verdes entre os museus. Dali, é possível avistar o vaivém dos barcos e, ao fundo, do outro lado, o centro da cidade.

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Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

05 Abril 2016 | 04h30

Para brasileiros, é sempre um choque de realidade observar a relação dos povos nórdicos com o sol, com o “calor” de 20 graus, com o verão. Some-se a isso o ingrediente fundamental – há uma criança entre nós – e pronto: todos voltam à infância em uma ensolarada praça sueca. Se tem chafarizes refrescantes, então, ainda melhor. Caso da Rosenlundsparken, em que Chico pôde se juntar à meia dúzia de pequenos estocolmenses em um inusitado banho na fonte.

O Rosenlunds começou a ser construído em 1930, dentro de uma política de implementação de parques que fez de Estocolmo uma cidade tão verde quanto a que conhecemos hoje. Só ficou pronto em 1970 e, em 2007, foi totalmente reformado. Ganhou uma espécie de praia, com cadeiras e guarda-sóis onde, no verão, dá para ficar bebericando e petiscando numa boa, como os locais. A restauração ganhou até prêmio arquitetônico, o Sienapriset de 2008.

Mais estruturada, outra área verde que vale uma tarde de dolce far niente é a Vasaparken. Fundado no século 19, o parque guarda uma inusitada história: durante a Primeira Guerra Mundial, serviu como plantação de batatas para a população. Hoje, além da imensa área verde, tem um campo de futebol e um playground com montanhas de brinquedos escaláveis, uma velha caminhonete transformada e versões dos clássicos pula-pula e escorregador. 

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Também vale visitar o Skansen, diversão para adultos e crianças com área de 300 mil metros quadrados. Considerado o primeiro museu ao ar livre do mundo, o parque foi fundado em 1891 com a missão de mostrar o modo de vida na Suécia ao longo dos últimos séculos. Na época, assim como muitos outros países europeus, a sociedade sueca passava por transformações fortes, em consequência da industrialização. 

Assim, foram levadas para lá cerca de 150 construções, de todas as regiões do país. As casas foram desmontadas, transportadas e depois refeitas, peça a peça, mostrando um panorama da vida sueca, das pobres aldeias agrícolas às mansões da nobreza. No coração do Skansen há ainda a reprodução de uma pequena cidade do período, com detalhes das oficinas de artesãos. E um jardim zoológico dedicado a mostrar animais típicos da Escandinávia: de renas e alces a ursos pardos e lobos.

Navio-museu. Orgulho dos orgulhos de todo cidadão de Estocolmo, o Vasamuseet (Museu do Vasa) é o mais movimentado museu dos países nórdicos, com mais de 1 milhão de visitantes por ano. Foi inaugurado em 1990 para abrigar o Vasa, navio de guerra sueco que naufragou quando deixava o porto em sua primeira viagem, em 10 de agosto de 1628. A catástrofe comoveu o país. A embarcação passou 333 anos debaixo d’água, até que finalmente foi retirada do mar e recuperada. É deslumbrante conferir sua riqueza de detalhes e saber mais sobre sua história. 

Por último, que tal conhecer o espaço onde são entregues os prêmios Nobel? Trata-se do Stadshuset, o Conselho Municipal de Estocolmo – ou seja, a prefeitura de lá. Vale lembrar que o Nobel da Paz é o único cuja premiação é realizada em Oslo, na Noruega, no Nobel Peace Center.

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Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

05 Abril 2016 | 04h30

É um tanto irônico e acabou se tornando um chiste da viagem: só porque levamos um bebê, conseguimos garantir o ponto alto, em nossa opinião, da estada em Copenhague: o almoço no estrelado restaurante Noma, um dos três que costumam oscilar no topo da lista dos melhores do mundo – e que deve fechar as portas no fim deste ano. 

Isso porque conseguir uma reserva no concorrido endereço, com apenas 40 lugares, é uma tarefa que começa meses antes. Para ser preciso, 120 dias, quando a agenda do mês desejado é aberta. Ok, em nosso caso a aventura teve início mais cedo ainda, quando enviamos um e-mail ao restaurante perguntando se uma criança de menos de 2 anos seria, hum, bem-vinda. 

A resposta foi positiva e seguida de uma orientação e um comentário. A orientação: na hora de reservar, embora ele não pague, não se esqueçam de marcar uma mesa para três pessoas – porque o restaurante precisa prever um espaço, afinal. O comentário: se ele se cansar – afinal, são 22 pratos em uma aventura gastronômica de 4 horas de duração –, não se preocupem; vocês podem sair da mesa, dar uma volta e retomarão o menu do mesmo ponto. 

Na data em que as reservas para o mês em que estaríamos em férias foram abertas, botamos o despertador para as 4h45 (o sistema abriria às 5 horas, pelo horário de Brasília). Entramos no site e éramos o número 945 da fila virtual. Uma hora e meia depois, quando chegou nossa vez, não havia mais mesa para o mês todo – considerando a reserva de dois lugares. 

Foi quando nos lembramos da orientação: precisávamos marcar três lugares. Aí, pimba, abriram três datas disponíveis; em uma delas, estaríamos mesmo em Copenhague. Foi o nosso dia.

Se cabe um resumo da ópera, vale cada coroa dinamarquesa a experiência gastronômica do Noma – a degustação custa a partir de 700 coroas (R$ 386) por pessoa. Por incrível que pareça, é um restaurante que faz com que o cliente se sinta almoçando na casa de um amigo. Ou seja: ter um bebê ali não é problema, e, apesar da badalação do lugar, não houve motivo para qualquer constrangimento. 

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Outros passeios. Claro que Copenhague não se restringiu ao Noma. A capital dinamarquesa tem bons parques para quem gosta de aproveitar o verão ao ar livre. Churchillparken, com suas construções entremeadas por imensas áreas verdes, é um convite a uma gostosa caminhada. 

O parque, de 2 hectares, foi criado em 1965, em uma região que originalmente fazia parte da esplanada ao redor de Kastellet, fortaleza militar do século 17, ainda preservada. Fica no parque também a sede da igreja anglicana de Copenhague, a St. Alban. 

Mais antigo, o Orstedsparken, de 1879, tem 6,5 hectares e é um verdadeiro convite a piqueniques às margens de seu lago. 

Também fica na capital dinamarquesa o Tivoli Gardens, o segundo mais antigo parque de diversões em operação no mundo, em funcionamento desde 15 de agosto de 1843. Simples, mas aconchegante – sem brinquedos de última geração ou efeitos especiais, tem gosto de parquinho de infância e é o mais visitado da Dinamarca. São mais de 4 milhões de pessoas por ano em busca de atrações clássicas: montanha-russa, carrossel ou um passeio ao redor da simpática lagoa.

Antes de partir, uma grata surpresa: o aeroporto de Copenhague tem um imenso “espaço família”, com escorregador, jogos de computador, brinquedos e outros passatempos.

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Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

05 Abril 2016 | 04h30

Em uma viagem por países culturalmente tão baby friendly, não imaginava ser surpreendido (ainda mais) no último destino. Pois Helsinque é isso: uma cidade que não se contenta em ser preparada para bebês e seus pais e mães; é uma cidade que incentiva que as famílias passeiem, aproveitem a vida. Um exemplo prosaico: a gratuidade no transporte público não é apenas para a criança, mas também para o pai ou a mãe que a conduz. 

Helsinque é um daqueles lugares para caminhar. Tem uma atmosfera leve e convidativa, com seus 600 mil habitantes e sua busca por se tornar uma capital mundial do design – não são poucas as lojas e ateliês com esse apelo. É calma, com trânsito leve e limites de velocidade baixíssimos, sempre na casa dos 30 ou 40 km/h. De fazer corar o mais raivoso dos paulistanos. 

Patrimônio da Humanidade reconhecido pela Unesco em 1991, a fortaleza de Soumenlinna é programa para um dia inteiro. O conjunto de fortificações, que já pertenceu à Suécia, é interessante por si só. Mas toda a pequena vila que o cerca, com construções simples e aconchegantes cafés, conferem graça ao passeio. Vivem ali cerca de 850 pessoas. 

O forte foi erguido em 1748 pela Suécia, com o objetivo de frear o avanço russo que ameaçava o seu então domínio na região – o governo finlandês readquiriu a posse em 1918, com a independência do país. O conjunto de construções ocupa oito pequenas ilhas na entrada do Porto de Helsinque. 

Soumenlinna fica a 2 quilômetros do píer de Katajanokka, o bairro portuário da capital finlandesa. Chegar até ela é muito fácil: barcos integrados ao transporte público de Helsinque fazem o trajeto, ida e volta, ao longo do dia – são apenas 15 minutos de travessia. Em Katajanokka, há ainda outra atração pontual: uma roda-gigante de 40 metros de altura, de onde é possível avistar boa parte da cidade. Ok, bem mais modesta do que a britânica London Eye, de 135 metros, mas, mesmo assim, rende a diversão.

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Ho-ho-ho. Mas quem vai à Finlândia com crianças deve programar uma esticada até Rovaniemi (são 830 quilômetros, vá de avião), na Lapônia. Sim, estamos falando da terra oficial do bom velhinho, o lugar em que o ho-ho-ho pode ser ouvido em todos os dias do ano. A Vila do Papai Noel, para onde são enviadas todas as cartas com pedidos endereçadas a ele, fica às margens da rodovia, a 8 quilômetros da cidade. Bem ali passa o Círculo Polar Ártico. 

É possível visitar a casa do Papai Noel, tirar fotos com ele e até se hospedar em um dos chalés (a partir de 149 euros; criança com menos de 2 anos não paga). No verão, diversas empresas oferecem passeios. Fizemos dois: um safári para ver renas e alces, além de aprender a identificar as diferentes coníferas das florestas locais; e um tour pela mata colhendo (e se esbaldando de comer) mirtilo e outras frutas silvestres, que lá brotam feito praga nessa época do ano.

Na volta ao Brasil, lembranças da viagem se misturavam com o planejamento da próxima. Com o Chico, claro.

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