Festa na econômica

Foi para economizar que o engenheiro paulistano Thierry Lebois, de 26 anos, optou por voar de São Paulo a Paris, onde mora, via Milão, na virada de 2004 para 2005. Embarcou no voo da Alitalia frustrado por não começar o ano com a família. "Estava com a expectativa bem lá em baixo de passar o réveillon no avião", lembra.

O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2012 | 02h07

Com o fuso horário de três horas a mais, o comandante anunciou no rádio o ano-novo na Itália. Apesar de muitos passageiros já estarem dormindo, despertaram e aplaudiram. No entanto, quando se aproximava a hora da virada no Brasil, alguns brasileiros foram se reunindo nos corredores.

"O pessoal começou a se abraçar e a tomar vinho. Quando chegou a meia-noite já estava todo mundo bem 'alto'. As pessoas iam até a cozinha, abriam a gaveta sem cerimônia, pegavam vinho e cerveja", diz. Na hora da contagem regressiva, um comprido e animado trenzinho costurava entre as poltronas e corredores. Já não havia mais um pingo de formalidade a bordo.

As aeromoças desistiram de retomar o controle da situação. Até o comandante foi conferir e encontrou um clima de festa generalizada em toda a classe econômica. "Um monte de gente se conheceu. Vários casais se formaram nesse voo", conta. No fim, muitos passageiros começaram a dormir, inclusive no chão, entre as poltronas. "Acho que todos estavam com expectativas tão baixas que acabaram festejando muito. Só estavam lá porque era realmente a opção mais barata."

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