Edison Veiga|Estadão
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Finlândia

Papai Noel o ano inteiro

Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

05 Abril 2016 | 04h30

Em uma viagem por países culturalmente tão baby friendly, não imaginava ser surpreendido (ainda mais) no último destino. Pois Helsinque é isso: uma cidade que não se contenta em ser preparada para bebês e seus pais e mães; é uma cidade que incentiva que as famílias passeiem, aproveitem a vida. Um exemplo prosaico: a gratuidade no transporte público não é apenas para a criança, mas também para o pai ou a mãe que a conduz. 

Helsinque é um daqueles lugares para caminhar. Tem uma atmosfera leve e convidativa, com seus 600 mil habitantes e sua busca por se tornar uma capital mundial do design – não são poucas as lojas e ateliês com esse apelo. É calma, com trânsito leve e limites de velocidade baixíssimos, sempre na casa dos 30 ou 40 km/h. De fazer corar o mais raivoso dos paulistanos. 

Patrimônio da Humanidade reconhecido pela Unesco em 1991, a fortaleza de Soumenlinna é programa para um dia inteiro. O conjunto de fortificações, que já pertenceu à Suécia, é interessante por si só. Mas toda a pequena vila que o cerca, com construções simples e aconchegantes cafés, conferem graça ao passeio. Vivem ali cerca de 850 pessoas. 

O forte foi erguido em 1748 pela Suécia, com o objetivo de frear o avanço russo que ameaçava o seu então domínio na região – o governo finlandês readquiriu a posse em 1918, com a independência do país. O conjunto de construções ocupa oito pequenas ilhas na entrada do Porto de Helsinque. 

Soumenlinna fica a 2 quilômetros do píer de Katajanokka, o bairro portuário da capital finlandesa. Chegar até ela é muito fácil: barcos integrados ao transporte público de Helsinque fazem o trajeto, ida e volta, ao longo do dia – são apenas 15 minutos de travessia. Em Katajanokka, há ainda outra atração pontual: uma roda-gigante de 40 metros de altura, de onde é possível avistar boa parte da cidade. Ok, bem mais modesta do que a britânica London Eye, de 135 metros, mas, mesmo assim, rende a diversão.

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Ho-ho-ho. Mas quem vai à Finlândia com crianças deve programar uma esticada até Rovaniemi (são 830 quilômetros, vá de avião), na Lapônia. Sim, estamos falando da terra oficial do bom velhinho, o lugar em que o ho-ho-ho pode ser ouvido em todos os dias do ano. A Vila do Papai Noel, para onde são enviadas todas as cartas com pedidos endereçadas a ele, fica às margens da rodovia, a 8 quilômetros da cidade. Bem ali passa o Círculo Polar Ártico. 

É possível visitar a casa do Papai Noel, tirar fotos com ele e até se hospedar em um dos chalés (a partir de 149 euros; criança com menos de 2 anos não paga). No verão, diversas empresas oferecem passeios. Fizemos dois: um safári para ver renas e alces, além de aprender a identificar as diferentes coníferas das florestas locais; e um tour pela mata colhendo (e se esbaldando de comer) mirtilo e outras frutas silvestres, que lá brotam feito praga nessa época do ano.

Na volta ao Brasil, lembranças da viagem se misturavam com o planejamento da próxima. Com o Chico, claro.

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