Bikenbabia
Bikenbabia

Fome à vista: o que se come no Caminho de Santiago

Menu do peregrino, sopas, vinhos - afinal, de que se alimenta quem segue as setas amarelas?

Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

08 Setembro 2015 | 14h30

Comer, e muito bem, é fundamental para aguentar de 25 a 30 quilômetros por dia de caminhada. Mas, afinal, o que se come no Caminho de Santiago?  

Os muitos guias e sites com informações sobre o trajeto mencionarão o Menu del Peregrino. Sim, muitos restaurantes oferecem menu comercial, no almoço ou janta, com uma entrada, prato principal e sobremesa por valores que variam de 7 a 12 euros (R$ 30 a R$ 50). É uma ótima opção para quem come de tudo, mas na qual vegetarianos costumam sair desfavorecidos.

O jantar ocorre entre 20 e 21 horas (fique atento à hora limite de entrada nos albergues) costuma ser a refeição em que os peregrinos se alimentam com mais intensidade. Dependendo de onde estiver, uma taça de vinho está incluída no menu. Como muitos albergues oferecem cozinhas equipadas, boa parte dos peregrinos estrangeiros prepara sua própria comida. Massa, arroz, feijão enlatado e omeletes costumam ser os favoritos, por serem encontrados com facilidade em qualquer tienda (mercadinhos) do caminho. Abuse dos vegetais.

A refeição no almoço deve ser leve para que a caminhada transcorra com tranquilidade. Entre uma refeição e outra, coma frutas (especialmente banana e laranja), iogurtes, frutas secas e chocolate, para ter energia.

Um dos problemas mais recorrentes, no entanto, é o café da manhã. Como os peregrinos saem cedo, nem sempre há um lugar aberto para comer. Portanto, ao chegar numa nova cidadezinha, lembre-se de perguntar as opções abertas na manhã seguinte ou deixe comprado seu desjejum. Não saia para caminhar de barriga vazia.

Típicos. O Caminho de Santiago passa pelas regiões de Navarra, La Rioja, Castilla y León e Galícia, com sabores bem característicos. Na Galícia, o polvo à galega é cozido, fatiado em tirinhas e temperado com alho e páprica doce ou picante – sempre acompanhado de batatas. Emblemático a partir do outono, quando as temperaturas começam a cair, o caldo galego leva feijão branco, carne de vitela, batata galega, repolho e chorizo.

Outra receita boa pro inverno é a batata à riojana, preparada em La Rioja, região produtora de vinhos. É feita com chorizo, batatas, cebola, pimentão verde e vermelho assado, páprica, louro e azeite.

Em Castilla y León, a morcilla de Burgos é bastante festejada. Preparada com sangue de porco e arroz, o embutido é considerado um teste de resistência para estômagos sensíveis. A cerca de 150 quilômetros de Santiago, após subir uma ingrata montanha até O Cebreiro, peça o queijo cebreiro, um queijo branco de leite vaca e que deve ser comido o mais fresco possível.   

Na chegada a Santiago, prove a torta que leva o nome da cidade. A sobremesa, típica da capital da Galícia, leva ovos e amêndoas na receita, e tem a marca da cruz de Santiago.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.