Formações pitorescas no sertão da Paraíba

É em pleno sol escaldante do Cariri paraibano, onde as árvores mal conseguem crescer, que o turista encontra um dos maiores tesouros do Estado. O Lajedo do Pai Mateus, uma reunião de formações geológicas raríssimas, com exemplos semelhantes apenas na África e na Austrália, fica a 200 quilômetros da capital João Pessoa. Ou a 25 do centrinho da pequena cidade de Cabeceiras.

O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2013 | 02h11

A coleção de pedras se esparrama por uma área de 2.500 hectares dentro de uma propriedade particular. Para visitá-la, há duas opções: ir de carro desde João Pessoa (2h30) e pagar uma taxa de manutenção (R$ 20), ou se hospedar próximo ao Lajedo, no Hotel Fazenda Pai Mateus (paimateus.com.br), cuja diária custa desde R$ 220 por casal, com café da manhã e passeio guiado.

Como sugere o guia Gerson Lima, prefira ir no fim da tarde. "A partir das 15h30 o Lajedo fica bem dourado, se exibindo do melhor jeito. O pessoal procura muito essa foto, pela localização, sensação de beleza e liberdade", explica. Também é bom lembrar que, nesse horário, as temperaturas ficam mais amenas. Mas nem pense em ir sem chapéu.

Uma vez lá, você vai constatar que entre os mais de 150 pitorescos blocos de granito, um chama a atenção por sua forma peculiar: a Pedra do Capacete. Além do curioso formato, similar a um prato de sopa invertido, é repleta de pinturas rupestres com origens de 3 a 6 mil anos atrás. Dali, do alto dos 530 metros, admire a vista privilegiada do Planalto da Borborema.

Outras atrações locais de destaque são a Pedra do Sino - basta um toque para emitir som semelhante a uma badalada - e a do Pedido, onde os visitantes fazem desejo. Já a Pedra do Cálice desafia a gravidade, com suas várias toneladas apoiadas num estreito eixo de 40 centímetros.

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