HOLGER-ULLMANN/VISIT FRANKFURT
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Frankfurt de Goethe

Autor da obra-prima da literatura Fausto, o artista nasceu e viveu na cidade até os 16 anos, quando se mudou para Leipzig para estudar Direito

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S.Paulo

20 Março 2018 | 04h55

Autor da obra-prima da literatura Fausto, Johann Wolfgang von Goethe nasceu e viveu na casa localziada na Grosser Hirschgraben até os 16 anos, quando se mudou para Leipzig para estudar (contra sua vontade) Direito. As lembranças dessa época estão na autobiografia De minha vida: verdade e poesia, lançada recentemente pela Editora Unesp como parte da Série Goethe

Goethe voltou a Frankfurt para visitar a família esporadicamente até 1795, quando a casa foi vendida. Construído em 1600, o imóvel já havia sido totalmente remodelado em 1755, perdendo seus traços medievais. Mas, em 22 de maio de 1944, o forte bombardeio que arrasou Frankfurt também botou a casa abaixo. Anos mais tarde, ela foi reconstruída tal qual o pai do escritor a idealizou. 

Muita gente morou ali depois disso, mas, desde 1954, ela abriga um museu dedicado ao escritor e a seu tempo. É um passeio por uma típica casa burguesa alemã, com móveis e quadros da época, para dar o clima – embora a casa tenha sido destruída nos bombardeios, o museu garante que boa parte dos objetos é mesmo original e estariam armazenados em um local seguro durante a guerra. 

A casa tem três andares, por onde caminhamos entre os cômodos que acolheu aquela proeminente família. É no terceiro que vemos a escrivaninha usada pelo então jovem aspirante a escritor e o famoso teatro de marionetes que encantava o menino e repercutiria em sua obra. No segundo, estão os quartos da mãe e da irmã de Goethe, e a sala onde acredita-se que ele teria nascido.

Ao lado da casa fica o museu dedicado a contar a história do tempo em que o escritor viveu e sua relação com a arte e os artistas de sua época. Vemos obras de artistas alemães da última fase do barroco até o movimento Sturm und Drang, do classicismo e do período Biedermeier. O ingresso para ambos custa 7 euros; goethehaus-frankfurt.de.

Pausa para um café

Na esquina da Casa de Goethe está o Karin Café, com mesas na calçada para um tranquilo espresso (2,10 euros) com torta de maçã (4 euros).

Pausa para um almoço rápido

Experimente os sanduíches de peixe da rede de fast-food alemã Nordsee, só de peixes e frutos do mar. Há um a 600 metros da Casa de Goethe. Peça da rua mesmo e coma no pequeno salão ou pelo caminho. As opções são variadas e uma refeição não chega a 10 euros. 

+ Não perca

Römerberg

A praça que abriga há seis séculos a prefeitura de Frankfurt também foi destruída no bombardeio de maio de 1944 – e restaurada tal como era nos tempos medievais. É a região mais turística da cidade, mais pitoresca, e passagem obrigatória. Não deixe de caminhar pelos arredores, que acabam de ser restaurados também, ampliando, ainda mais, a zona histórica da cidade. 

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Jantar no centro histórico

O Haus Wertheym, ao lado da Römer, é um restaurante turístico sim. Mas e daí? Não é todo dia que a gente tem a chance de comer num lugar fundado em 1479. Isso mesmo, duas décadas antes de Cabral gritar “Terra à vista!”. Escolha entre as mesinhas da calçada, nos dias quentes, ou o salão escuro, quando o tempo não ajuda, para experimentar a tradicional comida alemã. No cardápio, há pratos com cinco tipos de salsicha (16,50 euros), goulash (13,50 euros) ou schnitzel (12,50 euros). Endereço: Fahror 1. 

++ A antiga Ópera de FrankfurtAlte Oper – foi inaugurada em 1880, ao som de Don Giovanni, de Mozart. Destruída durante a Segunda Guerra, ela foi reconstruída com a fachada antiga, mas um interior moderno, em 1981. Site: alteoper.de.

++ Até 29 de julho, Munique celebra o clássico Fausto, de Goethe, no Fausto Festival. São mais de 200 eventos, entre exposições, encenações de teatro e dança e até menus inspirados na época. Veja a programação em faust.muenchen.de.

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