Viagem

Glamour nos Alpes: um guia para esquiar e curtir Courchevel

Principal estação de Trois Vallées encanta não só pela qualidade das pistas, mas pelo serviço oferecido fora delas: gastronomia impecável, hotéis de luxo e paisagens de arrasar

29/11/2016 | 05h00    

Felipe Mortara - Especial para O Estado de S. Paulo

É tempo de deslizar sobre esquis, snowboard ou do jeito que for possível 

É tempo de deslizar sobre esquis, snowboard ou do jeito que for possível  Foto: Felipe Mortara/Estadão

COURCHEVEL  - O ruído quase incomoda, mas os olhos estão absorvidos pela paisagem. Em um sobrevoo de helicóptero, 400 metros acima do chão, dá para ter uma ideia mais clara do que é a tal “maior área esquiável do planeta”, como cansaremos de ouvir pela região nos próximos dias. Trois Vallées (ou três vales, em bom português) tem um total de 600 quilômetros de pistas. Inclui Méribel, Belville e Courchevel. Essa última é um dos destinos mais chiques e badalados do inverno francês, na qual concentramos nossa visita. 

A temporada de inverno 2016/2017 está para começar na Europa. Nos Alpes, onde ficam os resorts de neve mais procurados por turistas brasileiros (leia mais abaixo), vai da primeira semana de dezembro ao comecinho de abril, com pequenas variações que dependem das condições climáticas. 

Durante o sobrevoo, destaca-se no horizonte a imponência do Mont Blanc, pico mais alto dos Alpes com 4.810 metros. Os minúsculos pontos coloridos são esportistas que rabiscam as 328 pistas dos três vales. Para os mais experientes, é possível passar dias esquiando sem repetir um único metro quadrado de pista.

Principiantes também contam com bastante espaço para aprender a deslizar sobre a neve. Um batalhão de mil instrutores, espalhados pelos vários pontos, forma um dos maiores contingentes do mundo. Entre lifts e teleféricos, são 166, que levam a todos os cantos da estação, como o cume de Solire, a 2.738 metros.

Franceses e turistas do mundo todo se divertem em Courchevel há exatos 70 anos, celebrados neste 2016 – o resort foi inaugurado em 1946. As comemorações continuam durante toda a temporada de inverno, com DJs, queimas de fogos, mostras de arte, cinema e festa de Natal; veja a programação em bit.ly/courchevel70

 

A postos para o snowboard ladeira abaixo

A postos para o snowboard ladeira abaixo Foto: Felipe Mortara/Estadão

Estrutura. A ampla área total de Courchevel está subdividida em seis centros menores, chamados de resorts e distribuídos por altitudes entre 1.100 (Saint Bon) e 1.850 metros (Courchevel). Cada um tem suas próprias opções de hospedagem, em uma lógica fácil de compreender: hotéis e flats mais baratos ficam em lugares mais baixos. Duas pessoas com orçamento econômico podem conseguir um quarto duas-estrelas por 125 euros a diária, mas terão de ficar a uma altitude de 1.100 metros. Orçamentos folgados têm opções que vão até 15 mil euros a diária por um chalé para até 12 pessoas, a 1.850 metros. 

No quesito compras, grifes como Valentino e Hermès mantêm vistosas lojas. Além, claro, de casas especializadas em artigos de esportes de inverno. Estreantes na neve, atenção: é possível alugar botas, esquis, snowboard e bastões, mas não roupas – casaco e calças – impermeáveis. Esses, você terá de levar ou comprar lá mesmo. 

A sofisticação está presente também na gastronomia. Dos 110 restaurantes, 12 ostentam um total de 18 estrelas Michelin. A maioria deles está instalada dentro de hotéis de luxo, como o festejado Cheval Blanc, onde estão o chef Yannick Alléno e seu restaurante Le 1947.

Com o passe de esqui em mãos, que custa de 60 euros (individual, 1 dia) a 279 euros (3 pessoas, 6 dias), é fácil circular pelos vários pontos da montanha. Para quem já se equilibra e se desloca com os esquis nos pés, a facilidade de locomoção aumenta, já que a maioria dos hotéis e restaurantes de Courchevel é ski in/ski out, o que quer dizer que você vai até a porta de esqui ou já sai do estabelecimento deslizando. 

Chega-se a Courchevel pelos aeroportos de Lyon (185 quilômetros de distância) ou Genebra (140 quilômetros), e segue-se viagem nos ônibus de linha que partem dos dois aeroportos. Com orçamento folgado, em 1 hora de voo você chega de helicóptero, o que vai custar em torno de 2.500 euros – peça indicação no seu hotel. Também há uma pista de pouso para pequenos aviões privados, outro jeito exclusivo de chegar. Já a neve, essa é para todos. 

 

Centrinho de Corchevel

Centrinho de Corchevel Foto: Felipe Mortara/Estadão

SAIBA MAIS

1. Aéreo: em janeiro, SP– Genebra–SP desde US$ 984 na TAP, US$ 1.019 na KLM, US$ 1.089 na Iberia e US$ 1.152 na Swiss. Outra opção, SP–Lyon– SP, desde US$ 1.064 na Iberia e US$ 1.113 na TAP.

2. Transfer: de ambos os aeroportos a Courchevel, transfer em van de ida e volta, 400 euros para até 8 pessoas: supershuttle.fr. De ônibus, 144 euros por pessoa: altibus.com.

*O repórter viajou a convite de Courchevel Tourisme.

O que fazer fora das pistas de esqui

Se cansar de descer ladeiras de neve, saiba que há muitas outras atividades para curtir a estação

Mesas ao ar livre para variar no centrinho de Courchevel

Mesas ao ar livre para variar no centrinho de Courchevel Foto: Felipe Moratar/Estadão

Dá para cansar de tudo nessa vida, até de descer lindas montanhas. Depois de alguns dias, é capaz que já se sinta dominando esquis e snowboard como uma extensão do próprio corpo. Se por acaso bater aquele enfado básico de descer as centenas de pistas do complexo de Trois Vallées, não vão faltar alternativas – na neve e fora dela.

Novidade da última temporada, o Aquamotion é um misto de termas e parque aquático e deve continuar atraindo grande público (durante os primeiros meses de funcionamento, foram 75 mil visitantes) às suas piscinas, tobogãs e saunas. Passe um tempo por lá (€ 12 crianças e € 22 adultos por 3 horas). Todas são aquecidas, claro, mas nas externas, em meio à neve, é que se entende o verdadeiro espírito termal dos Alpes. 

Ao custo de € 63 milhões, investidos pela prefeitura de Courchevel, o complexo ocupa um vistoso prédio de arquitetura moderna com vista para o vale. Tanta verba aplicada parece estar rendendo frutos, haja visto que o festejado Nikki, um bar de praia de Miami, inaugurou uma filial no último andar do prédio. Até dezembro de 2017, pretende abrir do outro lado da rua o Nikki Resort, hotel com 150 suítes.

 

O Aquamotion é um misto de termas e parque aquático 

O Aquamotion é um misto de termas e parque aquático  Foto: Felipe Mortara/Estadão

Chafurdar. Tudo bem que você esteja a fim de encostar por um dia seus esquis ou snowboard, mas para isso não é preciso deixar de aproveitar a neve. O Courchevel Aventure (a partir de € 32) é um parque de atividades para curtir a neve de várias formas: escorregando sobre uma boia ou num bote de rafting – há barrancos que se assemelham a corredeiras congeladas. 

O parque guarda uma coleção de trenós, de tamanhos e épocas variados, para descer (ou rolar) morro abaixo numa pista de 250 metros. Contudo, a grande estrela é a moto de neve (desde € 45 por 20 minutos).

Bater asas. Mas é do céu que se tem a vista mais deslumbrante da estação. Contemplar os 600 quilômetros de pistas e dezenas de picos nevados na mais importante cordilheira da Europa resume-se a uma das experiências mais belas que já vivi. Está na categoria “sobrevoo caro isento de arrependimento”, junto com as vistas do alto do Rio de Janeiro e das Cataratas do Iguaçu.

O que pode haver de medo passa logo depois da decolagem, quando o piloto começa o tour guiado, apontando para os vales e enchendo os felizardos de informação. Amantes do heliski podem ser transportados até onde teleférico algum se atreve chegar.

Empresas como a Air Courchevel e a MBH cobram desde € 120 por pessoa por voos panorâmicos a partir de 10 minutos. No cardápio, diferentes circuitos, incluindo contorno no Mont Blanc, a mais emblemática montanha dos Alpes.  

Onde comer

Se pernas e quadril dão duro durante o dia, outra musculatura costuma trabalhar bastante em Courchevel, especialmente à noite. Línguas se refestelam com a variedade culinária, que vai da gastronomia regional da Savoia, região onde fica Courchevel, aos toques internacionais dos restaurantes que carregam estrelas do Guia Michelin. 

Pai e filho, os chefs René e Maxime Meilleur fazem jus ao nome e comandam a cozinha do La Bouitte (menus a partir de € 140), o único três-estrelas da região e o mais alto (1.500 metros) em toda a França nesta categoria. Os menus privilegiam a criatividade dos cozinheiros, que propõem apenas “surpresas”, após perguntar sobre eventuais restrições alimentares e preferências dos convidados. 

Endereço lendário nas montanhas de “Courch” (para os íntimos), o Le 1947 é a principal atração do Hotel Cheval Blanc por conta das mãos (e da fama, é verdade) de Yannick Alléno. O chef se dedica a pratos autorais preparados com perfeição obsessiva (menus harmonizados a partir de € 175). 

Outros dois destaques da constelação do sabor em Courchevel merecem a visita, mas por diferentes motivos. Em um ambiente tipicamente alpino, o Chabichou (menus a partir de € 190) leva à mesa uma cozinha clássica, respeitando tradições e colocando o sabor em primeiro lugar de uma maneira aparentemente simples. Mas as aparências enganam. 

Já o chef Pierre Gagnaire produz um mundo de combinações inexplicavelmente criativas (e caras, vale dizer) no Les Airelles (menus a partir de € 220). No menu Jardin Marin constam invenções como sopa aveludada de ostra com tinta de lula e carpaccio de peixe espada com gelatina de alcachofra tostada.

Dentro do badalado Hotel Le K2 (pronuncia-se “lê ká dê”), o Le Kintessence tem uma estrela, mas o (injustamente) sem-estrela Le Black Pyramid tem pratos sensacionais por preços mais razoáveis (desde € 25). Um exemplo é o le canard et le cochon, que mescla terrine de pato e foie gras com barriga de porco marinada, atingindo um resultado muito leve para o que é.

Menos glamouroso e mais afeito a uma comida com toque caseiro e com temperos da Savoia, o restaurante do Aman Le Mélezin serve pratos como o ótimo carré de cordeiro de Aveyron, que harmonizou bem com o excelente vinho branco de Chablis Domenic La Roche St. Martin 2014. A burrata no prato do vizinho de mesa tinha aparência magnífica. Para concluir a variedade de sabores à disposição, um mergulho na culinária japonesa no Le Koori, dentro do Hotel L’Apogée. Os sushis e o salmão grelhado ao molho de missô deixaram tantas saudades quanto a neve de Courchevel. 

Onde se hospedar

Confira 8 opções de hospedagens para ir da cama às pistas

Um dos quartos do Chalet Blanchot

Um dos quartos do Chalet Blanchot Foto: Felipe Mortara/Estadão

Luxo e fama convivem com a simplicidade de acomodações justas em Courchevel. Do básico ao extravagante, somam-se hospedagens para gostos e bolsos variados. O que é caríssimo não necessariamente agrada a todos, vale dizer. Decorações de gosto questionável podem se contrapor a apartamentos de simplicidade aconchegante.

Numa rápida pesquisa no site oficial courchevel.com encontra-se inúmeras promoções de acomodações simples, com passe de esqui incluído, a partir de € 52 por dia, por pessoa. Sobre os hotéis, visitamos uma porção – boa parte deles, focados em um público que busca luxo e conforto. Seguem algumas opções de teto para chamar de seu, ainda que por poucas noites. 

Hotel Les 3 Vallées

Inaugurado junto com a estação de inverno, em 1947, é o mais antigo hotel de Courchevel. Apesar do ar antiquado, ou talvez justamente por conta dele, tem um charme próprio e um quê de tradição. Ficou sob o comando da mesma família por quatro gerações até ser vendido recentemente. As diárias começam em € 350.

Cheval Blanc

Notório sinônimo de luxo em Courchevel, completa 10 anos confirmando sua aura quase mítica na montanha. Conta com 36 quartos e suítes elegantes, além de um chalé de 315 metros quadrados divididos em quatro andares. Mimos levados a sério, como um treinador para se preparar fisicamente para o esqui e um chocolate quentinho que lhe esperar no fim da pista. Diárias a partir de € 1.440. 

Hotel Le K2

Requinte puro com ar contemporâneo. Apartamentos amplos e com vista para a “pista dos milionários”. Chalés que mais parecem mansões, milimetricamente decorados. Spa com massagistas competentíssimas, ofurô ao ar livre e piscina com vista majestosa. Está prevista para esta temporada a inauguração do K2 Altitude, a funcionar no antigo Hotel Kilimanjaro, com 32 suítes completamente restauradas. Desde € 900 em apartamento para casal e chalés desde € 12.500 a noite, para até 10 pessoas.  

Chalet Blanchot

Este incrível (e imenso) chalé de 568 metros quadrados abriga até 12 pessoas em seis confortáveis suítes. Sauna, piscina privada e chef particular completam o combo. A única coisa que pode incomodar os mais ecológicos é a quantidade de bichos empalhados na decoração. A partir de € 20 mil por semana. 

Hotel Annapurna

O ar tradicional não tira o charme do Annapurna, um dos hotéis mais altos dos Três Vales. Aberto em 1973, pertence ao campeão olímpico de esqui Alexis Pinturault, e muitos quartos são decorados com troféus e lembranças de suas vitórias sobre a neve. O atendimento é muito simpático e a vista desobstruída montanha acima e abaixo é o ponto forte. Diárias desde € 590. 

L’Apogée

Estofamentos em couro contrastam com a madeira clara nos 53 quartos deste simpático hotel ski-in (com acesso direto à pista). A gastronomia é um forte, com o Le Comptoir de L’Apogée, do chef Jean-Luc Lefrançois. Procure no site pelo link “3 dias perfeitos”, com ótimas dicas de como aproveitar ao máximo uma curta estadia em Courchevel. Diárias a partir de € 1.250.

La Sivolière

Escondido na pista vermelha Dou du Midi, em meio a um bosque, este até que despretensioso hotel-butique tem a versatilidade de ser adequado a famílias e casais. Além de área recreativa para crianças, tem um bom restaurante com ênfase em culinária típica da Savoia e foco menos em gastronomia requintada e mais em cozinha caseira. Diárias a partir de € 555. 

Aman Le Mélezin

O principal lobby abriga uma biblioteca e uma lareira convidativa. Um ambiente em que dá vontade de estar, apesar da decoração um pouco pesada que deve mudar após uma reforma para esta temporada. Do lado de fora, espreguiçadeiras à beira da pista verde de Bellecôte são o cenário perfeito para ler e contemplar a vista de Courchevel 1.850, o coração da estação. Diárias a partir de € 1.050.

Cenário: um parque de diversões para iniciados

Courchevel é um parque de diversões para quem já domina um pouco a arte de deslizar na neve 

Courchevel é um parque de diversões para quem já domina um pouco a arte de deslizar na neve  Foto: Felipe Mortara/Estadão

Quando ocorre o reencontro, basta uma refrescada (entenda-se: alguns tombinhos) e o esquiador ou snowboarder adormecido desperta. Certa vez ouvi de uma amiga: “sabe qual a diferença entre um iniciante e um atleta de jogos de inverno? Uma semana”. Desconte o exagero, saiba que a autoconfiança volta logo.

Courchevel é um parque de diversões para quem já domina um pouco a arte de deslizar na neve e eu nunca fiquei tão feliz por ter aprendido o básico há alguns anos. Aqui, esquis e snowboard são meios de transporte e em todo lugar há cantinhos dedicados a “estacionar” os seus. Como se as pistas fossem estradas entre cidades e a gravidade, a força motriz.

Estar com alguém que conheça a estação, um instrutor ou mesmo um amigo, é de grande valia. Mas sozinho você não se perde. Por vezes, é preciso procurar pelas placas e não descer desavisado uma pista para a qual não se está preparado. O mínimo a fazer é decorar a ordem das cores, em alusão à dificuldade das pistas, que vão do verde ao preto, passando pelo azul e vermelho. 

A bordo de um vistoso snowboard cor de laranja alugado, me contentei em desbravar a linda pista verde de Bellecôte, que termina majestosamente no resort de Courchevel 1.850. Adorei as pistas azuis Praméruel e Pralong, essa última com uma vista incrível sobre o aeroporto, dando quase a sensação de que se pode decolar com a própria prancha.

Conhecida como “pista dos milionários”, Cospillot é estreita, envolta por um lindo bosque de pinheiros, hotéis e chalés elegantes. Por fim, minha maior ousadia foi embarcar no teleférico Vizelle e, a partir de 2.700 metros de altitude, desenhar linhas pouco arrojadas e temerosas pela pista vermelha Combe Saulire, até alcançar o ski-room do Hotel Annapurna, a 1.900 metros. Sim, mãe, sem nenhuma parte do corpo faltando.

Mais 6 opções de esqui na Europa

Eduardo Gaz, proprietário da operadora Ski Brasil, indica outras seis estações europeias para a temporada 2016/2017, entre as três mais queridas dos brasileiros e outras três para quem busca um destino de inverno novo. Os pacotes são por pessoa, com 6 dias de ski pass e não incluem aéreo.

 

Hotel e restaurante Flocons de Sel, em Megéve, do chef Emmanuel Renaut

Hotel e restaurante Flocons de Sel, em Megéve, do chef Emmanuel Renaut Foto: Mônica Nóbrega/Estadão

St. Moritz 

Zermatt 

Megève 

Está para a França assim como Zermatt para a Suíça: uma autêntica vila alpina francesa, com atmosfera e gastronomia condizentes. É de fácil acesso: está a 60 km de Genebra, na Suíça, e tem estação onde chega o TGV, o trem rápido francês. Na cidade, não perca o restaurante três-estrelas Michelin Flocons de Sel. Pacotes de 7 noites no hotel Les Fermes de Marie sai por 1.550 euros.

 

Resort do Zermatt 

Resort do Zermatt  Foto: Denis Balibouse/Reuters

Verbier

Andermatt 

Crans Montana 

A suíça Crans Montana tem perfil mais exclusivo e tranquilo. São duas vilas a 2 horas de Genebra, aos pés da montanha que tem 140 quilômetros de pistas, a maioria para esquiadores e snowboarders iniciantes e de nível intermediário, o que torna o destino uma ótima opção para famílias. O luxuoso hotel Guarda Golf foi inaugurado em 2010 e é de propriedade de uma brasileira, a empresária paulista Nati Felle, – 7 noites saem por 2.305 euros. O centro comercial tem cerca de 200 opções de compras e quase cem restaurantes.