Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Hanauma Bay, a baía de águas translúcidas

Praia foi formada há milhares de anos, quando a borda de um antigo vulcão colapsou

Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 03h00

O que fazer se você já andou por toda Waikiki e quer ir a uma praia próxima, sem ter de alugar carro? Foi essa a pergunta que fiz para a recepcionista do meu hotel antes de ela me responder “Hanauma Bay”, apontando a localização no mapa que eu exibia a ela. Oahu é uma ilha pequena e fácil de ser desbravada de carro, mas difícil para quem não está no pique de alugar, encarar uma excursão ou embarcar nos ônibus hop on-hop off (com passes a partir de 

US$ 18). Ir até lá era simples: bastava embarcar no ônibus 22 da The Bus (thebus.org; US$ 2,50 a viagem) e, uma hora depois, chegar à reserva natural.

A bem da verdade, você deve ir a Hanauma mesmo que esteja de carro, bicicleta, moto ou no lombo de uma mula, porque é um dos lugares mais lindos que você vai conhecer na vida. Sim, você vai pagar para entrar 

(US$ 7,50). Sim, você vai esperar na fila. E não, você não vai se importar com isso.

Quanto mais cedo chegar (o parque abre às 6 horas), menos vai esperar – no meu caso, que desembarquei do ônibus às 10h30, foram 40 minutos em pé, sob o sol (três vivas para o chapéu e para o protetor solar). A vista ali do alto é espetacular: um mar tão transparente que se pode ver os detalhes dos recifes de corais. 

Passada a portaria, é preciso assistir ao vídeo educativo, que mostra algumas das espécie encontradas na baía e explica sua formação. A praia, na verdade, é a cratera de um vulcão, cuja borda sofreu erosão e acabou invadida pelas águas azuis do Pacífico.

Carrinhos de golfe levam para a praia (US$ 1) e de volta para o alto (US$ 1,25), mas eu fui a pé – não são mais de cinco minutos caminhando. Alugar snorkel e pé de pato custa outros US$ 20, mas há serviços de shuttle que te levam de seu hotel para o parque, ida e volta, incluem o equipamento e custam US$ 25 (sem entrada no parque); pergunte na recepção. A única desvantagem, nesse caso, é ter hora para ir embora.

Não era o meu caso. Antes de embarcar no The Bus, passei em uma ABC Store (loja de conveniência havaiana) e comprei lanchinhos e água para ficar abastecida por todo o dia. Escolhi uma palmeira para estender minha canga e curti o mar, as piscinas naturais, os peixinhos e o clima de preguiça até o entardecer. Ah, fique atento a um detalhe: às terças-feiras, o parque não abre.

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Havaí, Oahu

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