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Igreja encastela pirâmide e vulcão fica à espreita

SAN ANDRÉS CHOLULA - O entorno da cidade dos contêineres é de ruas bastante desertas, com comércio e residências simples. Mas a paisagem que se pode ter de uma mesa de bar é de luxo. Perto do centro de Cholula fica a Gran Pirámide, um sítio arqueológico com uma igreja no topo. No México pré-colombiano, ali estava a maior pirâmide de dimensões basais do país, com 430 por 460 metros, e 66 metros de altura. Quando os espanhóis chegaram a Cholula, decidiram canalizar a fé dos nativos para a doutrina católica, construindo uma igreja em um lugar já tido como um templo sagrado pelos indígenas.

Carina Bacelar, Especial para O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2013 | 02h16

Para chegar ao topo, onde está o santuário da Virgen de Los Remedios, é preciso ter fôlego para subir uma longa escadaria. Vale a pena: dali se abre uma expressiva panorâmica das cidades de Puebla e Cholula.

Nos fundos da igreja a visão é do imponente vulcão Popocatépetl, a segunda maior montanha do México, com 5.452 metros. Don Goyo, como é apelidado, está ativo e costuma entrar em erupção algumas vezes ao ano. Nessas ocasiões é possível que uma chuva de cinzas tome as ruas de Cholula. Para muitos turistas a situação chega a ser uma atração inusitada.

Já o centro segue a cartilha das cidades coloniais do México: pequeno, pacato e repleto de ambulantes. Uma espécie de feira gastronômica permanente toma conta do Zócalo.

Para garimpeiros de artesanato, há vestimentas tradicionais e azulejos típicos. Caminhando pelas ruas do centro, os turistas têm vontade de ficar um pouco mais. Ainda que o termo Cholula, de origem tolteca, signifique "lugar de onde fogem".

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