Lendas e muito verde

Fabiana Caso - O Estado de S. Paulo,

19 Abril 2011 | 07h00

Ilha de Porto Belo. Lazer para todas as idades                 Foto: Divulgação 

 

Reserve um dia para relaxar na Ilha de Porto Belo (ilhadeportobelo.com.br), um dos pontos mais cobiçados da Costa Esmeralda. A partir das 8 horas, saem barcos do trapiche dos Pescadores, em Porto Belo, rumo ao local. Depois de sete minutos de travessia, aporta-se na ilha que há 15 anos virou um empreendimento de lazer.

 

Na prática, isso significa diversão para todo gosto: há tirolesa, seis trilhas aquáticas para fazer flutuação ao redor da ilha, aluguel de caiaques e esqui aquático. Duas praias pequenas compõem o cenário. Com sorte, você até poderá avistar lontras passeando pelas imediações.

 

Caminhar

Por terra, uma das trilhas (R$ 10) leva a um sítio arqueológico. Na chamada Pedra da Cruz há inscrições rupestres cujo padrão se repete nas praias do Campeche e do Santinho, em Florianópolis. As marcas, segundo alguns pesquisadores, teriam sido feitas há mais de 4 mil anos e retratam elementos da natureza: um espinho de peixe, uma folha de palmeira, as ondas do mar, as montanhas. Logo, a guia começa a falar sobre histórias e lendas locais, como os tesouros que teriam sido escondidos ao longo da costa.

 

Uma delas diz que os jesuítas teriam enterrado na ilha um anjo de ouro do tamanho de um homem. Muita gente, no passado, acreditava que as inscrições rupestres seriam mapas para a valiosa peça. Durante os anos 1960, a Pedra da Cruz chegou até a ser dinamitada por um grupo que caçava o tesouro. Outra trilha dá acesso ao mirante: de lá dá para contemplar os costões da ilha de 40 hectares.

 

Descobrir

Quando voltar, mantenha o foco do passeio em história e biologia com a visita ao Ecomuseu Univali e ao Espaço Histórico Ilha de Porto Belo. Além de documentos antigos, é possível ver ossos de baleia, resquício da época em que as gigantes ainda eram caçadas no Estado. Hoje, as baleias franca aparecem na costa de junho a novembro, para a alegria de moradores e turistas.

 

No final da tarde, quando voltar ao continente, aproveite para conhecer o Cais - casa de esquina bem em frente ao trapiche. Repare na arquitetura portuguesa conservada. A proposta do espaço é resgatar o conceito de botequim em noites de samba de raiz, com shows que são vistos sob o prisma de uma iluminação amarelada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.