Nathalia Molina
Nathalia Molina

Locomoção no intercâmbio

A melhor forma de andar por Montreal é de bicicleta ou transporte público

Nathalia Molina, O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2017 | 04h20

A hospedagem em casa de família não costuma ser pertinho da escola. Ou seja, geralmente não dá para ir a pé até o curso. No dia da apresentação da EC Montreal, eles já informaram que o tempo de viagem da casa até a escola, para quem fica em homestay, é sempre inferior a uma hora.

Seja como for, a melhor maneira de se locomover em Montreal é de bicicleta ou de transporte público. Afinal, a cidade tem em torno de 500 quilômetros de ciclovias. Com 540 estações de bikes na cidade e em municípios vizinhos, o sistema de aluguel de bicicleta Bixi (montreal.bixi.com) funciona de 15 de abril a 15 de novembro. O passe de um dia custa 5 dólares canadenses (R$ 13), para viagens ilimitadas de meia hora de duração (períodos mais longos têm custo adicional).

Se você preferir usar o transporte público, combinado ou não com um trecho de bicicleta para chegar até onde está hospedado, o indicado é comprar o passe semanal ou mensal da Société de Transport de Montréal (STM), que administra metrô e ônibus em Montreal. Em ambos os casos, o uso dá direito a andar de ônibus e de metrô o quanto quiser.

Para usar os passes, o visitante tem de comprar o cartão Opus, ao preço de 6 dólares canadenses ou R$ 16 (não há devolução desse valor no fim da viagem). Depois, pode recarregá-lo quantas vezes precisar. O passe semanal custa 25,75 dólares canadenses (R$ 72), e o mensal sai a 83 dólares canadenses (R$ 215). Compra e recarga podem ser feitas nas máquinas localizadas perto do guichê nas estações de metrô e podem ser pagas em dinheiro, cartão de débito ou de crédito. Com instruções em inglês e em francês, as operações são muito simples de serem realizadas. 

É a melhor maneira de se sentir parte da cidade. A pé, de bicicleta ou nos ônibus e metrôs, a gente se sente um pouco parte do lugar, vive uma rotina e percebe aspectos que, em uma visita turística tradicional, talvez passassem batidos. Mais um aprendizado para colocar na conta.

NÃO PERCA NA VIAGEM

1. Mont Royal  

O monte que batiza a cidade é seu ponto mais alto, com 234 metros, e nenhuma construção pode ultrapassar sua altura. Do mirante, a vista se estende do parque abaixo até o skyline de Downtown. Desenhado por Frederick Law Olmsted, mesmo arquiteto que projetou o Central Park, em Nova York, o Parc du Mont-Royal é movimentado por festivais no calor e vira playground na neve do inverno.

2. Centro velho e porto

Chamada de Vieux-Montréal, a parte antiga tem as mais charmosas ruas, com calçamento de pedra, butiques, cafés e restaurantes. Percorra a bonita Rue Saint-Paul para ver galerias de arte. Perto da Praça Jacques-Cartier, em formato de rampa, há lojas de souvenir. Do Vieux-Port, saem passeios de barco, de maio a outubro. A novidade no porto é a roda-gigante. Com cabines fechadas, funciona o ano todo. 

3. Notre-Dame

Do lado de fora, a arquitetura gótica rende boas fotos. Por dentro, você vai se encantar com o altar pintado em azul. Em 2017, o espetáculo de luz e som ganhou nova versão, criado pela Moment Factory, empresa multimídia de Montreal responsável também por Living Connections, nova iluminação da Pont Jacques-Cartier para celebrar os 375 anos da cidade. 

4. Museus

Arte moderna ou contemporânea (no Musée des Beaux-Arts e no Musée d’Art Contemporain - MAC) e a história antiga ou atual da cidade (no Pointe-à-Callière e no Musée McCord) estão nos acervos dos principais museus. Até 9 de abril, a vida e a obra de Leonard Cohen estão esmiuçadas numa excelente exposição no MAC.

5. Rue Sainte-Cathérine

É a rua mais agitada da cidade. No miolinho de Downtown, até a Rue Saint-Urbain, concentra muitas marcas (entre elas, Forever 21, H&M, Best Buy e Apple), além de lojas de departamento canadenses (como Simons e La Baie), grandes farmácias (entre elas, Jean Coutu e Pharmaprix) e shoppings (Eaton e Complexe Desjardins). No trecho leste, entre as estações de metrô Berri-UQAM e Papineau, encontra-se Le Village, o bairro gay de Montreal.

6. Réso

Inevitavelmente você vai se perder, e talvez essa seja a graça de andar pela cidade subterrânea de Montreal. Inaugurada em 1962, conecta estações de metrô, shoppings e edifícios de escritórios. Dá para ir da Place des Arts ao Centre Bell ou do Eaton à Place Victoria, sem sentir os tantos graus negativos do inverno local. Chamado em inglês de Underground City, cobre uma área de cerca de quatro quilômetros quadrados, por onde passam em torno de 500 mil pessoas por dia.

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