Eddie Keogh/Reuters
Eddie Keogh/Reuters

Glauco de Pierri, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2017 | 05h00

É tudo verdade: a paternidade altera a forma como vemos o mundo. Ser pai de trigêmeos abriu um leque tão grande de sensações que os dias tornaram-se mais divertidos. Na hora de planejar um passeio, por exemplo, a meta agora é uma só, a viagem em família.

Pensando nisso, a viagem – a trabalho, mas com possibilidade de levar a família – de 12 dias a Londres tornou-se ainda mais prazerosa. Ao lado das entrevistas e histórias do Mundial Paralímpico de Atletismo, todas as manhãs foram de passeios por atrações onde as crianças se deliciaram, numa cidade muito agradável para os pequenos. Um lugar plano, com muitos parques e uma infinidade de atrações para pais e filhos aproveitarem juntos. 

Entre uma visita e outra a locais consagrados como o Palácio de Buckingham, o Big Ben e a Abadia de Westminster pode-se conferir a história dos brinquedos no Museu da Infância. Para aqueles que, como meus filhos Artur, Raul e Maria Luiza, são apaixonados pelo ogro Shrek, princesa Fiona e os inseparáveis Burro e Gato de Botas, uma aventura inesquecível está à espera, bem pertinho de outra atração, a famosa London Eye, roda gigante com vista espetacular da cidade.

Além disso, a criançada poderá se lambuzar em lojas de doces (é férias, abra a exceção), enlouquecer em uma das maiores lojas de brinquedos do mundo, ver todos os tipos de animais aquáticos e descobrir peculiaridades da vida deles no Sea Life Aquarium, entrar de cabeça no mundo do bruxo Harry Potter e, para quem gosta, ainda fazer um tour por estádios que são conhecidos da garotada brasileira que curte games ou futebol. 

Parques. Os parques de Londres são espetaculares, arborizados, floridos, acessíveis por metrô e ônibus, limpos e repletos de bichos. O mais famoso é o Hyde Park, o maior, onde os visitantes podem andar de pedalinho em meio aos patos e cisnes no gigantesco lago, navegar em barcos à remo, jogar tênis e aproveitar o café e o restaurante. Há playground e um memorial dedicado à Princesa Diana. 

No St. James, mais antigo dos parques reais de Londres, visitantes podem acompanhar a alimentação dos animais por volta das 14h30 – há patos, gansos, cisnes, esquilos, pelicanos. Fica bem perto do Palácio de Buckingham, e a uma caminhada agradável de outra área verde, o Green Park. No caminho, o jardim de flores da rainha é ponto imperdível para selfies e lindas fotos dos pequenos. Uma recordação e tanto. 

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Glauco de Pierri, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2017 | 04h30

“Équi, papai”. A voz infantil vem acompanhada do dedinho apontando a tela. Aos dois anos e meio, Artur, Raul e Maria Luiza não cansam de assistir aos filmes do ogro Shrek (“Équi”) e dos outros personagens da história – princesa Fiona, Burro Falante, Gato de Botas, Pinóquio, Biscoito... Mas o grandalhão verde ainda está na moda, até em Londres?

Pois não apenas está na moda como é tema de espetáculo. Shrek’s Adventure! London, uma atração da Dreamworks operada pela Merlin, está em cartaz desde julho de 2015 e propõe uma imersão na história e no mundo de Tão, Tão Distante. 

O passeio custa 19 libras (R$ 79) por pessoa se for comprado online (shreksadventure.com/london; na porta, 27,50 libras, R$ 114). Usa dois andares de um edifício pertinho do Big Ben, com acesso fácil pelo metrô (estações Westminster e Waterloo). 

Logo na entrada, você vê as plaquinhas para as pessoas ficarem longe do pântano do Shrek. Vem então uma sessão de fotos que você pode (mas não tem obrigação de) comprar no final; dali em diante, ao entrar num elevador, a galera é recepcionada pelo Biscoito e avisada que fotos não são mais permitidas. 

A primeira parada é com a Princesa Fiona. Em uns minutinhos de uma conversa agradável, ela coloca todo mundo em cena. Depois, de óculos, sentamos no Ônibus Mágico 4D. Pilotado pelo Burro Falante, é todo sensorial, com uma gigantesca tela que leva o veículo para voar sobre Londres e passar por vários lugares com destino a Tão, Tão Distante. Para isso conta com a ajuda de vários personagens, entre eles o simpático Po, o urso protagonista de Kung Fu Panda. O problema é que ele para no pântano do Shrek...

Após o desembarque vêm várias etapas, cada uma com um ator diferente. Ainda no pântano, uma conversa divertida com a Cinderella. Depois, visitamos a cigana Esmeralda, de onde ela nos revela alguns malignos segredos do Lord Farquaad. Na sequência, seguimos para o Pub Maçã Envenenada, o local predileto dos vilões, e encontramos o Gato de Botas, que nos encaminha para a próxima atração.

No The Game Show, tentamos salvar a vida do Pinóquio e somos encaminhados para a Sala Mágica dos Espelhos, um labirinto muito bem feito (e difícil de sair) que leva à Sala do Padeiro, que conta com a ajuda do Burro Falante e do Biscoito para criar poções mágicas. 

No fim, falamos (ou tentamos falar) com a Bela Adormecida e em seguida nos damos conta de que fomos parar no calabouço de um castelo, onde uma bruxa malvada segue as ordens de Farquaad. É aí que Shrek aparece para salvar toda a turma e conduzir todos em segurança para o fim do passeio, onde as crianças (e os adolescentes, adultos, vovôs e vovós...) podem dar um abraço e tirar uma foto com o ogro mais famoso do pedaço. 

Por fim, mais uma sala com vários personagens da Dreamworks (estão lá a turma do Kung Fu Panda, os bichos de Madagáscar e a galera de Como Treinar Seu Dragão. O passeio dura 75 minutos e termina na lojinha da marca. 

Por conta dos sons e alguns personagens marcantes, a atração é recomendada mais para crianças acima dos 6 anos, mas os menores também são bem-vindos. Apesar de toda a trama ser em inglês, a garotada que não é fluente no idioma, mas entende um pouco do filme, vai se sair bem, tamanha semelhança dos cenários com o retratado no cinema. 

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Glauco de Pierri, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2017 | 04h30

Amplo e agradável, o Museum of Childhood (Museu da Infância) é a maior instituição desse tipo no mundo. Segundo os organizadores das exposições, sua missão “é ser um líder internacional no envolvimento do público na cultura material (coleções) e nas experiências da infância”. O local funciona em um antigo galpão retangular, todo estilizado, com duas grandes galerias laterais repletas de brinquedos antigos. No andar de baixo, um café aconchegante, mais brinquedos e uma loja. 

O local tem uma das maiores coleções de bonecas do mundo, além de vários tipos de jogos de tabuleiro e brinquedos de todos os tipos e séculos que representam a infância de várias gerações. Entrando primeiro pela galeria da direita, pode-se ver a história dos brinquedos eletrônicos – lá estão os videogames mais antigos como os famosos Atari e Odissey, os primeiros computadores, até jogos mais modernos, como consoles de PlayStation e Xbox.

Continuando o passeio, pode-se ver trens, carrinhos e motos, Ferroramas e Motoramas, sucessos dos anos 1970 e 1980. O passeio conta com uma grande ferrovia em miniatura, que encanta as crianças. Algumas peças podem ser montadas na hora – há várias estações espalhadas pelo prédio onde a garotada pode brincar. Ainda pode-se conferir bicicletas antigas, cavalinhos de madeira e roupas – a coleção tem mais de 6 mil peças de vestuário e outros acessórios usados por crianças desde o nascimento até a adolescência. 

As coleções de blocos de construção são incríveis, com brinquedos do século 19 em perfeito estado de conservação. Além de várias versões de Lego, existem blocos do alfabeto, antigas versões do Senhor Batata, entre outros. Também podem ser vistos no museu modelos de jogos de tabuleiro bem antigos, como uma versão de um jogo de futebol de mesa de 1947, além de raridades no xadrez, gama, gamão, palitinhos, cartas, cubo mágico, cruzadinhas, ludo, banco imobiliário, War e dominó.

Na continuação da visita, encontre as primeiras versões da “molamania”, que chegou até ao Brasil no começo dos anos de 1990, ao lado de ioiôs antigos. 

Na seção de bonecos de guerra, os destaques são para os soldadinhos de chumbo do começo do século 20, bonecos do Action Force, Comandos em Ação e o Falcon. Papai vai à loucura. Entre os super-heróis, raridades como antigas fantasias, revistas em quadrinhos e bonecos do Batman, Superman, He Man e o bem mais recente Buzz Lightyear, dos filmes Toy Story. 

Em alguns domingos, as crianças ainda podem brincar nos jardins do museu, onde há performances artísticas e show de bolas de sabão. Site: vam.ac.uk/moc.

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Glauco de Pierri, O Estado de S, Paulo

26 Setembro 2017 | 04h30

Há pouco mais de 20 anos, a escritora britânica J. K. Rowling publicou o primeiro volume da saga de Harry Potter. De lá para cá, livros e filmes inundaram a imaginação de milhares de pessoas pelo mundo. E o ponto de partida de tudo foi a capital britânica. 

Nas tramas, Harry e seus amigos Rony Weasley e Hermione Granger estudam na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, no Reino Unido. O ponto central de todos os livros e filmes é o combate entre Harry e Lord Voldemort, um bruxo que não gosta dos “trouxas” (as pessoas que não são mágicas) e que assassinou os pais do garoto por conta de uma profecia. 

Em Londres, comece pelo começo: a estação King’s Cross do metrô, de onde parte o trem que leva os estudantes para Hogwarts. Vá com tempo: são centenas de pessoas na fila diante da plataforma 9 3/4, com seu meio carrinho de malas e meia gaiola encravados na parede. Estão todoa ali pelo mesmo motivo: tirar uma foto “empurrando” o carrinho e, com ele, atravessando a parede, como nos filmes. Ninguém quer ser trouxa. 

Ao lado da plataforma, claro, há uma loja sobre o mundo do bruxinho, que vende roupas das quatro casas de Hogwarts (as da Grifinória são as mais procuradas, mas há sim quem queira os trajes de Sonserina, Corvinal e Lufa-Lufa), varinhas, vassouras e a coruja Edwiges de pelúcia. 

O site oficial do turismo de Londres mantém uma página atualizada de atrações ligadas à saga de Harry pela cidade: bit.ly/harrypotterlondres.

Estúdios. Em Leavesden, a cerca de 30 quilômetros de Londres, os estúdios da Warner Bros. ainda mantêm intactos os cenários nos quais foram filmados os longas. A atração The Making of Harry Potter permite ao visitante passear pelo quarto de Harry na casa dos Dursley’s, o salão principal de Hogwarts, onde o diretor Dumbledore conversa com todos os alunos, as mesas das quatro casas, o Beco Diagonal, a loja de varinhas do senhor Olivaras... Ingresso desde 39 libras (165): wbstudiotour.co.uk/tickets.

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Glauco de Pierri, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2017 | 04h30

Não existe visita chata a uma loja de brinquedos, certo? Bom, tirando a birra dos pequenos que querem comprar todo o estoque, os passeios costumam ser divertidos para adultos e crianças. 

Na capital britânica, a experiência com brinquedos ganha novo patamar. Fundada em 1760 (há inimagináveis 257 anos!), a Hamleys tem sete andares de experiências inesquecíveis em um grande prédio na badalada Regent Street, a rua com grifes famosas de todos os cantos do planeta.

Os produtos são organizados por categorias e por marcas. Fica fácil procurar por bichos de pelúcia, por exemplo. Ou blocos de montar, jogos de tabuleiro, carrinhos, bonecas, super-heróis. As orientações de como organizar produtos estão perto das escadas e elevadores. 

Além dos milhares de brinquedos, os atendentes são alegres, simpáticos e convidam clientes (adultos e crianças) para experimentarem diferentes modelos. No último piso há lanchonete com uma infinidade de milk-shakes e lojas de guloseimas para se esbaldar no açúcar. Vá de metrô e desça na estação Oxford; antes, confira horários no site: hamleys.com

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Glauco de Pierri, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2017 | 04h30

A alimentação das crianças é um assunto sério e complexo. Mas pai viajante também não é de ferro. E elas surgiam por toda parte: na visita ao Palácio de Buckingham, na hora de fotografar o Parlamento, ao ver as horas no Big Ben. Existem lojas de doces por toda Londres, uma tentação para os pequenos (e para os adultos também). Para que todo esse açúcar não virasse um tormento, a conversa introspectiva foi: coma doce, mas visite os lugares a pé ou de bicicleta.

Perto da estação do metrô de Leicester Square está a M&M’s World London. São 35 mil metros quadrados distribuídos em um prédio de quatro andares no centro da cidade. A entrada da loja é guardada por um M&M gigante com o tradicional chapéu da Guarda Real britânica. Outro M&M grandalhão é motorista do ônibus londrino de dois andares. Ao fundo, uma parede com tubos enormes repletos do doce, de várias cores, de intermináveis sabores como chocolate amargo, coco, amendoim, laranja, morango, menta e outros. E um ininterrupto vaivém de clientes, funcionários e, claro, mais M&M’s andando pelo local. Pode-se também comprar brinquedos, roupas, acessórios e itens para a casa da marca. 

Para animar as crianças, três vezes ao dia os funcionários protagonizam uma dança com M&Ms gigantes para a qual as crianças também são convidadas. Em poucos minutos, os pequenos se juntam para tirar fotos e aproveitam para cair na música. 

Outro local legal para quem deseja comprar doces é a Kingdom of Sweets, que tem seis lojas espalhadas pela cidade com uma variedade incrível de chicletes, balas, bolachas e, claro, barras de chocolate, inclusive o famoso chocolate Milka recheado com bolacha Oreo. Ou então a própria Oreo com recheios diferentes, como cheesecake ou manteiga de amendoim.

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