Los Angeles com todos os clichês

Enfrente as ruas caóticas e dirija até clássicos como o sinal de Hollywood

Nívea Terumi, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2009 | 01h24

Tentar fugir da obviedade é bobagem - ou até um erro - em Los Angeles. A cidade que viu nascer e se tornou o lar da indústria cinematográfica americana é um caldeirão de atrações essencialmente turísticas. Mas dá para inverter o peso que é dado a cada uma. E perceber que a Calçada da Fama não precisa ser o ponto alto da viagem.

 

 

A sensação ao chegar a Los Angeles é a mesma que se tem ao tentar dirigir em São Paulo. De onde vieram tantos carros? O trânsito, praticamente inexistente quilômetros atrás, vai se tornando intenso nas regiões litorâneas de Malibu e Santa Mônica, chegando a testar o limite da sua tolerância nas vias de acesso à cidade, que abriga 4 milhões de habitantes, entre famosos e anônimos.

 

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Ir direto ao Observatório Griffith, no parque de mesmo nome, pode ser uma boa escolha para compreender como a cidade está dividida. Tire as melhores fotos do alto de Los Angeles e também do sinal de Hollywood, aquele famoso letreiro no alto do Monte Lee que, de tão reproduzido nos quatro cantos do mundo, parece ele próprio mais uma imitação.

Se tiver paciência para disputar espaço com os milhares de turistas, o observatório - que foi construído em 1935 e ficou fechado ao público para uma reforma entre 2002 e 2006 - está aberto de terça a domingo, com entrada gratuita. Tanto o planetário como o parque fecham às 22 horas.

MISCELÂNEA

Quer uma experiência diferente? Reserve um hotel na região da Hollywood Boulevard. Ao contrário do que se possa imaginar, há várias opções de baixíssimo orçamento a apenas uma quadra de uma das avenidas mais famosas do mundo. Mas prepare-se: você vai se deparar com os tipos mais estranhos de toda a viagem. Uma experiência cultural-antropológica e divertidíssima.

Espere escurecer para passear pela avenida que materializa Hollywood. O impacto das luzes, cores e sons será ainda maior. E cuidado com os personagens de filmes que ficam como quem não quer nada ao longo da calçada, principalmente perto do Chinese Theatre e do Kodak Theatre, onde ocorre a cerimônia do Oscar. Eles estão à espera de alguns dólares em troca das fotos ao seu lado. Afinal, estamos falando de uma cidade turística.

linkGriffith Observatory: www.griffithobservatory.org

DE CINEMA

Sabe aquela cena em que o Homem-Aranha dá o tão esperado beijo em Mary Jane? O local em que foi gravada fica aqui. Lembra do batmóvel? Ele existe e, ao contrário do Ford Anglia de Harry Potter, funciona de verdade. Apesar de não ser o maior nem o mais famoso - título que fica com os sets da Universal -, o tour no estúdio da Warner é bem honesto.

Por duas horas, você vai estar em um carrinho elétrico, na companhia de outros loucos por séries. Vai circular entre cidades cinematográficas, estúdios, galpões de efeitos especiais... É tanta coisa que fica difícil lembrar de tudo. E nem dá para contar com a memória artificial: em alguns momentos, as fotos são proibidas.

Se der sorte, poderá ver (ou achar que viu) George Clooney e Ellen DeGeneres, que tem dois estúdios para seu talk show.

Os estúdios de Plantão Médico e Gossip Girl causam furor. Outra parada aguardada é a do museu de figurinos originais, como o de Ingrid Bergman em Casablanca e as roupas de Harry Potter.

Mas o sofá do Central Perk é mesmo o campeão de popularidade. O café onde se reuniram Jennifer Anniston e companhia durante as dez temporadas de Friends continua intocado. Por US$ 45.

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