Maitreya, a divindade de 71 metros esculpida na montanha de pedra

Imagem gigante de Buda resistiu à guerra civil, ao tempo e ao vandalismo. Dois tours de barco levam para ver a obra

Paula Moura, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2010 | 02h03

Localizada a 130 quilômetros da capital Chengdu, Emei Shan virou Patrimônio Natural da Unesco por sua diversidade de animais e plantas. Foto: Sonia Shen/Divulgação

Há um ditado chinês segundo o qual Buda é uma montanha, e a montanha é Buda. Nada definiria melhor a escultura do Buda do Futuro, conhecido como Maitreya, na cidade de Leshan. Com 71 metros, a gigantesca obra de arte foi talhada na rocha há mais de 1.200 anos, na dinastia Tang. Os trabalhos começaram no ano 713 e levaram nove décadas para serem concluídos.

 

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Trata-se, garantem os chineses, da maior estátua da divindade feita de pedra no mundo. Inclui entre seus méritos o de ter sobrevivido ao tempo e ao vandalismo antibudista que destruiu vários templos e relíquias religiosas. Hoje, a escultura está entre os patrimônios da Unesco.

Há duas maneiras de apreciar a imagem, que fica no caminho para a Montanha Emei Shan. A mais cara é pegar um barco da empresa local de turismo, por 50 yuans (R$ 13), e desembolsar outros 70 yuans (R$ 18) para subir as escadas que levam à cabeça da estátua ? que mede, sozinha, 15 metros.

 

A subida exige certo fôlego, além de coragem e atenção redobrada nos degraus. Há quem goste do contato tão próximo com uma obra de arte milenar. Outros garantem que, desta forma, a imagem é muito menos impressionante que ao longe, quando se pode ter a exata noção de suas dimensões.

A opção mais em conta e usada pelos moradores é subir no barco que custa 1 yuan (cerca de R$ 0,25). Neste caso, é necessário ter coragem e alguma paciência: não há coletes salva-vidas a bordo e a fila é desorganizada. Você desembarca em uma agradável restinga, de onde aprecia a escultura e ainda aproveita para beber chá verde, comer frutas e outros petiscos. Tudo isso acomodado em uma cadeira no meio das árvores.

A atmosfera da paisagem formada pelo Buda na montanha e pelas águas do rio é de total tranquilidade. Na dúvida entre as opções, tente as duas: são experiências bem diferentes.

O passeio para admirar o Buda do Futuro não é muito demorado. Você pode até reservar a manhã para um city tour por Leshan e seguir no fim da tarde para Emei.

 

 

Atenção redobrada. Fique atento caso decida tomar um táxi em Leshan para chegar ao cais de onde partem os barcos que levam até o Buda do Futuro (a corrida custa perto de 8 yuans ou R$ 2). Muitos taxistas ganham comissão pelos clientes que conseguem levar à embarcação turística. E, para garantir os trocados a mais, são capazes de dizer que não existe mais a linha de barcos usada pelos moradores. Não acredite. Apenas desista da discussão ? as paradas ficam lado a lado e não são necessários mais de cinco minutos para caminhar entre uma e outra.

De Chengdu saem ônibus a cada duas horas, entre 7h30 e 18h30, para Leshan. A passagem custa 31 yuans (R$ 8).

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