Manobras no balanço do mar e dos ventos

Aceite o convite para explorar os 800 quilômetros de litoral. Seja para aproveitar [br]as ondas perfeitas, praticar kite e windsurfe ou apenas contemplar a paisagem

Bruna Tiussu, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2010 | 02h17

Se antes os ticos - como os costa-riquenhos são conhecidos - dominavam soberanos as ondas do litoral do país, nos últimos anos tiveram de aprender a ceder espaço às centenas de estrangeiros que descobriram este paraíso do surfe. Num fim de tarde de maio, grupos de americanos, mexicanos e até brasileiros se posicionavam estrategicamente nas pedras de Puntarenas, na costa do Pacífico, para observar o show de manobras daqueles que estavam na água com suas pranchas.

 

 

 

 

Baía Salinas. Também para não esportistas  

 

 

 

Quem bem conhece os 800 quilômetros que compõem o litoral da Costa Rica - 600 no lado do Pacífico e o restante em região caribenha - afirma que é possível pegar onda em quase todas as praias. Mas os mais experientes no esporte garantem que alguns cantões do Pacífico são privilegiados nesse quesito: as vizinhas Praia Hermosa, Jacó e Herradura. A vantagem, também, é que ficam a uma hora e meia da capital. De dezembro a março, vale a pena testar as constantes sequências de ondas que se formam do outro lado do país, na Isla Uvita e em Puerto Viejo de Talamanca, já no Mar do Caribe.

Acrobacias no ar. A Costa Rica também tem o privilégio de abrigar o melhor lugar da América Central para a prática de windsurfe e kitesurfe, a Baía de Salinas, lá na ponta onde o país faz fronteira com a Nicarágua.

Esportistas com seus equipamentos coloridos arriscam piruetas e manobras nas águas das pequenas praias de Salinas praticamente o ano todo. Somente entre os meses de maio e junho, normalmente não mais que durante três semanas, a região sofre escassez de vento.

Até mesmo turistas não adeptos de esportes aquáticos podem ter dias agradáveis naquelas praias. Localizadas em uma região mais distante do centro do país e sempre cercadas pela vegetação, elas têm um jeitão mais selvagem. As águas tranquilas garantem banhos refrescantes e as areias fininhas parecem implorar que você estenda sua canga por ali.

Famílias costumam frequentá-las nos fins de semana, sempre com alguns petiscos e bebidas na sacola - não há bares ou barracas. Outra companhia provável são os pescadores, que partem para o mar nas primeiras horas da manhã e descansam sob as árvores depois de mais um dia de trabalho.

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