Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

Mar transparente para despertar, bar no mirante ao entardecer

Cerca de 40 minutos separam Hayman de Hamilton Island. Mas, em se tratando de estilo, elas estão muito mais distantes. Enquanto Hayman se mostra intimista, Hamilton parece uma pequena cidade, totalmente planejada para o turismo.

HAMILTON ISLAND, O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2013 | 02h11

Assim que chega ao aeroporto, o turista tem à disposição ônibus gratuitos para levá-lo aos hotéis. Há três linhas que percorrem a ilha inteira - uma delas, circular, para no mirante, que ganha um bar no fim de tarde, concorridíssimo ao pôr do sol. Para quem quiser mais liberdade, carrinhos de golfe são a melhor opção. Cada 24 horas custa 85 dólares australianos (AUD) ou R$ 171.

Fiquei no 19.º andar, o último do gigantesco Reef View Hotel - impessoal, com 382 apartamentos, mas correto e com Wi-Fi grátis no lobby. O nome já diz tudo: era impossível acordar de mau humor com aquela vista para um mar transparente, pontilhado de corais, disponível em todos os apartamentos.

Lá embaixo, inúmeras possibilidades de diversão. Caiaque, vela, snorkel podem ser alugados em um quiosque à beira-mar - hóspedes do Reef Hotel não pagam pelo snorkel e têm preços diferenciados para outras atividades. Mas as espreguiçadeiras, novinhas, são para todos, assim como as grandes piscinas. Esta, aliás, é uma característica do litoral australiano. Por causa da fauna agressiva - além das temidas água-vivas, tubarões também pode aparecer, dependendo da época do ano -, piscinas públicas na orla são comuns.

O mais próximo a um centrinho de serviços é a marina. Farmácia, padaria, um pub, algumas poucas lojinhas e cafés. Ali também está o Yacht Club, com sua arquitetura icônica e seu restaurante refinado, The Bommie, com vista para toda a ilha. Para provar pratos como o frango alimentado com milho orgânico, com molho de trufas (AUD 45 ou R$ 91) ou as vieiras com milho e abobrinha (AUD 48, R$ 97), só com reserva.

Um programa divertido, especialmente para crianças, é o "café da manhã com coalas" do minizoológico Wild Life (AUD 48,60 ou R$ 98; em alguns hotéis, o valor está incluído na diária). A comida não é lá grande coisa, mas quando você terá outra oportunidade de observar os preguiçosos marsupiais enquanto come torrada e toma iogurte? É possível ainda tirar uma foto abraçado ao bichinho. Fofo, lindo, querido, parecido com uma pelúcia. Mas com um aroma que vai impregnar sua roupa pelo resto do dia.

Reserve ao menos um dia para jantar no novíssimo Coca Chu. É melhor fazer reserva: o restaurante, de cozinha moderna e ambiente descolado, está sempre lotado. No cardápio, lagosta, ostras, dumplings, todos individuais. Não deixe de pedir o ovo com molho de manga de entrada (AUD 15 ou R$ 30). Eu sei que parece uma sugestão estranha, mas acredite: você nunca provou nada parecido.

Também vale marcar uma hora no spa do Qualia. O hotel, o melhor resort do mundo na eleição da Condé Nast Traveller de 2012, permite que não hóspedes usufruam do serviço. Impossível não sair relaxado, e não apenas pela massagem. Você começa a entrar no clima zen antes mesmo de deitar na maca, tomando chá ao som de uma música relaxante na sala de espera. Que, aliás, tem vista para um jardim. Uma sensação que não tem preço. Ou melhor, tem sim: custa desde AUD 170 ou R$ 343. /A.M.

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