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Menos navios, mais roteiros na temporada

O Estado de S. Paulo

25 Agosto 2014 | 22h 42

Empresas focam em viagens de 3 e 4 noites de olho no público corporativo e nos cruzeiristas iniciantes

Divulgação
MSC Poesia. O único estreante em águas nacionais nessa temporada

Com nove navios, mesmo número de quase uma década atrás, e apenas um estreante em águas nacionais, o MSC Poesia, a temporada 2014/2015 de cruzeiros no Brasil começa em 4 de novembro, com a chegada do Pullmantur Empress, em meio a reivindicações do setor por melhorias em infraestrutura e nas regras de operação. O Empress será também o último a partir, encerrando a alta estação em 2 de maio. 

A última vez que a costa brasileira teve número tão pequeno de embarcações foi no verão de 2005/2006. As armadoras afirmam que as dificuldades de operação por aqui são responsáveis pelo encolhimento do setor, que vem ocorrendo há quatro temporadas, se for considerado o número de navios, ou três, somando o total de passageiros. 

O melhor momento do mercado de cruzeiros no País foi registrado nos verões de 2010/2011, com 20 embarcações e mais de 792 mil passageiros, e 2011/2012, quando 805 mil viajantes embarcaram em 17 navios. O impacto econômico da temporada mais recente, R$ 1,15 bilhão, foi 17,9% menor do que o de 2010/2011. “São três fatores principais. O custo Brasil, que torna a operação mais cara que no resto do mundo, a infraestrutura precária, com poucos portos organizados e equipados, e a falta de clareza nas normas tributárias e trabalhistas”, diz o presidente da Clia Abremar no Brasil, Roberto Fusaro. 

A entidade reúne as operadoras de cruzeiros e faz o levantamento dos números – mas considera também embarcações que só passam pelos portos brasileiros para que os passageiros passeiem, mas não têm embarque de novos cruzeiristas em paradas nacionais. Na próxima temporada, este será o caso do MSC Magnifica, com base em Buenos Aires e paradas brasileiras em seu caminho, que é considerado pela Clia Abremar como o décimo navio da temporada brasileira, diferentemente até da própria MSC, que não coloca a embarcação na conta das nacionais. 

De olho nos iniciantes. O total de passageiros previstos pela Clia Abremar para esta temporada (640 mil, a ser consolidado no fim do verão) é quase o triplo daquela de 2005/2006, quando 225.178 pessoas embarcaram nos portos brasileiros.

Para o viajante, esta informação é importante: mais passageiros em idêntico número de embarcações significa que as empresas estão apostando mais em minicruzeiros, de 3 e 4 noites principalmente, e reduzindo as opções de viagens de longa duração, entre 7 e 10 noites. Também por este motivo, o número de roteiros cresceu em relação à temporada passada, nas contas da Clia Abremar: foram 230 saídas em 11 navios em 2013/2014; serão 239 na estação que começa em novembro próximo. 

“Minicruzeiros são estratégicos para as operadoras porque ajudam a fazer crescer o mercado, atingem um público que tem menos tempo para viajar ou não sabe se vai gostar de passar uma semana inteira a bordo”, diz Fusaro. “E também para as viagens de incentivo e eventos do mercado corporativo.” Ou seja, as companhias estão de olho nos novatos. E também em reunião e festa de empresas a bordo. 

Mesmo com problemas, a temporada brasileira tem atraído a atenção de estrangeiros. Segundo levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas para a Clia Abremar, 113.341 mil cruzeiristas estrangeiros embarcaram nos navios da temporada no País no verão 2013/2014, o que representa 19% do total de 596 mil viajantes. A pesquisa anterior, de 2010/2011, encontrou 12,6% de estrangeiros entre os passageiros dos navios pelo litoral do Brasil.

Aceleração. O Ministério do Turismo quer garantir que os portos construídos ou reformados para facilitar o escoamento da produção agroindustrial nacional, previstos no PAC (Programa de Aceleração do Cresciento) dos Portos, incluam a possibilidade de um terminal turístico privado. Santa Catarina, Bahia e Rio de Janeiro estão no horizonte próximo, segundo o ministro Vinicius Lages. 

Lages considera “irrelevante” a redução no número de leitos em navios da temporada passada para esta. Para ele, a diminuição de 648 mil para 640 mil leitos “não afeta a imagem” dos cruzeiros brasileiros. “Estamos com boa procura de estrangeiros e queremos crescer ainda mais. Nossa aposta é que o setor poderá se recuperar rapidamente”, diz. 

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