Miami

Voo diário; partida às 22h51 (ida); e às 23h57 (volta); desde US$ 900

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2014 | 02h06

Os edifícios geométricos em tons pastel, os tais predinhos art déco com letreiros de néon, compõem o retrato-ícone de Miami. Ali, na mítica South Beach, estão o mar de cor perfeita, os carros de luxo, as celebridades, os drinques, as piscinas cinematográficas. Uma atmosfera que se equilibra entre o retrô, o glamour e o cafona não intencional, e que faz de Miami um sonho de férias para muitos. Brasileiros, especialmente. Desde 2011, somos o maior grupo de estrangeiros por lá - somamos 755 mil em 2013. A partir de 2 de dezembro, o voo da American Airlines desde Viracopos vai tornar mais fácil chegar. Outra opção é o voo da Gol, que estreou em julho e faz escala em Santo Domingo, na República Dominicana (leia na página 10).

Não dá para perder

A cidade tem investido maciçamente em arte e cultura para atualizar seu cardápio. Sim, shoppings e outlets continuam tentadores. O Dolphin (shopdolphinmall.com) fica perto do aeroporto; o Aventura (aventuramall.com) é mais elegante; e o outlet Sawgrass Mills (simon.com/mall/sawgrass-mills), no rumo de Fort Lauderdale, é o maior dos Estados Unidos, com 350 lojas. Tem ainda as ruas de compras Lincoln Road e Collins Avenue. E o bairro Design District, em reforma, promete ressurgir, até dezembro, como hot spot da moda de luxo.

Mas vale dedicar energia ao outro jeito de curtir Miami. O distrito de Wynwood (wynwoodmiami.com), com paredes grafitadas por artistas de 14 países, inclusive o Brasil, de onde OsGemeos são os mais famosos, é hoje o bairro-tendência. Tem 70 galerias de arte, mais centros culturais, lojas, cervejaria artesanal, cinema alternativo e tour guiado a pé todo segundo sábado do mês (wynwoodartwalk.com), com festa e food trucks.

Em Downtowm, o Perez Art Museum (pamm.org), inaugurado em dezembro em prédio projetado pelo escritório suíço Herzog & de Meuron, destronou do posto de museu mais turístico de Miami o eclético Vizcaya (vizcaya.org). Até 11 de janeiro, a brasileira Beatriz Milhazes está em cartaz.

Little Havana, casa dos imigrantes cubanos, faz festa ao ar livre toda última sexta-feira do mês (viernesculturales.org), com música e passeio guiado a pé. Na Calle Ocho, epicentro do movimento, fica a famosa Versailles, misto de confeitaria e restaurante (no 3.555).

Noite dos sonhos

Reinaugurado em agosto sob a bandeira Wyndham Grand, o hotel Shelborne é um clássico art déco em Miami Beach. Dos anos 1940, foi reformado por dentro e restaurado por fora. A piscina está de frente para o mar e tem atmosfera retrô. No Shelborne fica o recém-inaugurado Morimoto, restaurante japonês do renomado chef Masaharu Morimoto, Diárias desde US$ 279, para dois: oesta.do/shelborne.

Gastronomia

É claro que tem hambúrguer, e dos bons: a hamburgueria Lokal (lokalmiami.com), ao sul de Downtown, é toda sustentável e usa ingredientes de fazendas locais.Mas a respeitável coleção de restaurante de Miami tem, hoje, todos os sotaques. Original de Las Vegas, a casa de carnes grelhadas Stripsteak, do chef Michael Mina, abre as portas este mês no hotel Fontainebleau (portuguese.fontainebleau.com). O mediterrâneo Klima (klimamiami.com) também estreia nos próximos dias.

Da chef Michele Mazza, o nova-iorquino Il Mulino abriu em julho com menu italiano de raiz. Outro italiano, o Cecconi's, no hotel Soho House, é para ver e ser visto. Para comida mais tradicional, o Joe's Stone Crab (joesstonecrab.com) tem fila, não aceita reservas e serve o caranguejo gigante do Alasca (o stone crab) só entre outubro e maio. Nos demais meses, frutos do mar.

Dica de ouro

Turistas em Little Haiti ainda não são numerosos, mas é questão de tempo até descobrirem lugares como o Centro Cultural Little Haiti (littlehaiticulturalcenter.com); a Sweat Records (sweatrecordsmiami.com), que vende vinis e revistas e costuma fazer shows de surpresa; e o restaurante Leela's (leelarestaurant.wordpress.com), que há três décadas serve comida haitiana, como pargo cozido e carne de porco frita. 

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