Gordon Welters/NYT
Gordon Welters/NYT

Nas vizinhanças mais improváveis, entre sabores amargos e maltes frutados

BERLIM - Nem tudo na cena cervejeira artesanal está ocorrendo em bairros descolados de Berlim. Descobri que o improvável distrito de Wedding, no noroeste da cidade, agora reúne algumas das melhores cervejas. A culpa é, em grande parte, do Eschenbräu (eschenbraeu.de), bar montado em um porão e que tinha a Black Mamba, uma schwarzbier (cerveja preta) muito amarga.

O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2013 | 02h15

Desci pela mesma rua até a Hopfen & Malz (hopfenmalz.de), loja de cervejas onde o proprietário Ludger Berges me ofereceu uma raridade: uma garrafa de Bogk-Bier Berliner Weisse, uma versão nova em lote pequeno do estilo tradicional. Ao degustá-la, fui surpreendido pela acidez cítrica temperada com sabores leves de malte frutado.

No outro lado de Berlim, entrei no bairro Brüsseler Kiez, cujas ruas têm nomes de cidades belgas. Alguns minutos depois, topei com mais um canteiro de obras de Berlim. Àquela altura, o Vagabund Brauerei (vagabundbrauerei.com) ainda não havia sido aberto, e encontrei os proprietários americanos - Matt Walthall e Tom Crozier - instalando equipamentos. Contaram que não demorou para descobrirem uma comunidade de fãs de cerveja com a mesma mentalidade, com quem compartilharam receitas e recomendações de fermentação. "Li um artigo sobre como a cerveja artesanal não havia vingado em Berlim", disse Wallthall. "E pensei: 'se ninguém vai fazer, nós vamos'."

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.