Divulgação
Divulgação

Natureza e história, as armas para atrair mais turistas

Visitar o Paraguai pode render surpresas agradáveis para quem se dispõe a enxergar o país como um destino que vá além de um imenso shopping center de artigos baratos. A geografia e o clima do lugar, somados às influências da colonização espanhola e da cultura indígena, oferecem paisagens naturais e passeios cheios de história.

LILIAN VENTURINI / ASSUNÇÃO, O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2012 | 03h13

Nestes atributos, aliás, está a aposta do governo paraguaio para atrair mais turistas, atualmente em torno de 523 mil por ano - em termos de comparação, a Argentina recebe 2,6 milhões. "Paraguai não é destino de massa. É turismo de nicho, de experiência", resume a ministra do Turismo, Liz Cramer.

A meta é atrair 1 milhão de turistas ao país até 2018. Para isso, será preciso superar as visíveis dificuldades econômica e de infraestrutura. Além de obras viárias já em curso na capital, por exemplo, uma das promessas é aumentar a quantidade de vagas em hotéis das atuais 22 mil para 36 mil. Por ora, o que há de certo é a chance de se encantar com belezas naturais e a hospitalidade paraguaia.

No entorno da capital Assunção, o Rio Paraguai, reservas ambientais e prédios históricos exemplificam o que a ministra define por "experiência". Na pequena cidade de Yaguarón, a 50 quilômetros da capital, a igreja San Buenaventura abriga parte da história paraguaia, que mescla a influência da cultura indígena (guarani) e da colonização espanhola.

Primeiro templo franciscano da América Latina, o prédio foi construído no século 18 basicamente com madeira de cedro. Em seu interior, o estilo barroco está no altar, nas esculturas, nas pinturas do teto e nos pilares - talhados em árvores replantadas uma a uma pelos índios. As cores simbolizam os tons comuns da flora do lugar.

'Recuerdos' de Ypacaraí. Lembrado sempre graças à famosa canção paraguaia - que já foi cantada por Perla, Caetano Veloso e até Julio Iglesias - o Lago Ypacaraí fica em Areguá, a 28 quilômetros de Assunção. A água pode não ser exatamente azul, mas é limpa: é possível desfrutar de um passeio de canoa, ao preço médio de R$ 5. Dá até para fazer um bate-volta desde a capital.

Com 475 anos, Assunção tem um belo centro antigo, rodeado por praças e prédios públicos de estilo neoclássico. Alguns resgatam a trajetória política do país, em especial os períodos de guerra e ditadura. Destaque para o Panteão Nacional dos Heróis (definido como uma réplica dos Palácio dos Inválidos da França), que abriga restos mortais de combatentes de guerra. Perto dali está o Palácio de Los Lopez, sede do governo paraguaio. A construção do século 18, também neoclássica, guarda em seu interior pinturas de Monet.

O Rio Paraguai está logo ali. Há passeios regulares, de 1 hora, que custam R$ 50 por pessoa.  

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.