Nem tanto por dentro

Cento e trinta dólares por um quarto a um quarteirão do Central Park? E ainda com banheiro privativo? Parece muito bom para ser verdade. E, de fato, é verdade. Mas isso não quer dizer que seja bom.

O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2012 | 03h13

Não há nada de particularmente errado com o Park Savoy Hotel (parksavoyhotel.com), exceto que ele é apertado, deprimente e sem estilo. Ah, e que a única janela no meu quarto era voltada para um beco estreito que tinha uma janela escura e suja em um prédio que parecia igualmente deprimente. E não há lobby para conversar, só uma cabine de recepção. Além disso, o Park Savoy é o único hotel nesta lista que não tem Wi-Fi gratuito. E a colcha era de uma desprezível cor castanho- amarelado que parecia esconder anos de manchas.

O lugar era relativamente limpo e parecia seguro. Mas, se eu fosse de fora da cidade, confirmaria a suspeita de que Nova York era um lugar isolado e anônimo, onde os seres humanos ficavam em celas sombrias e viviam atormentados.

Bom, isso é por dentro. Lá fora, você apenas cruza a 58th Street, anda um pouquinho - isso inclui passar pelo J.W. Marriott Essex House, com diárias que começam em US$ 633, com taxas - e logo está olhando para o Central Park.

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