No museu da dupla, esboços e orginais dos Irmãos Grimm

Adriana Moreira/Estadão

06 Agosto 2013 | 12h47

O Museu dos Contos de Fadas dos Irmãos Grimm, em Schauenburg, é apenas uma casinha simples, repleta de quadros, livros e pinturas, quase todas de Albert Schindehütte, um artista da região com uma visão moderna e particular das fábulas.

Mas o espaço pequeno não impede o museu de realizar diversos eventos temáticos - a maior parte deles, de contação de histórias para crianças. Logo na entrada, a curiosidade fica por conta do conto Die Wassernix (A Sereia; leia ao lado). Ele está de cabeça para baixo, instalado em um painel sobre um espelho d’água.

Bom de prosa, Gerhardt Nenntwich, que gerencia o espaço, conta que os Irmãos Grimm tiveram várias fontes para suas histórias. Dois deles eram de Schauenburg: uma mulher conhecida como Jovem Marie e um ex-soldado na casa dos 60 anos, Friederich Krausen.

Enquanto a Marie são atribuídas as narrativas de Chapeuzinho Vermelho (que também constam na obra do francês Charles Perrault) e Branca de Neve, as histórias de Krausen tinham temas mais brutais.

Uma delas é Os Músicos de Bremen (leia na página 14), que faz referência direta à irrelevância dada aos idosos naquele tempo. Ele mesmo se sentia assim: teria trocado vários de seus contos por peças de roupas.

A sereia

De cabeça para baixo ou do lado certo, não fazia diferença: sem saber alemão, era impossível ler, pelo reflexo das águas, a instalação Die Wassernix (A Sereia), em frente ao museu. Não confunda com A Pequena Sereia, do dinamarquês Hans Christian Andersen: esta era má. Capturou dois irmãos que brincavam na beira de um poço e fez deles seus escravos. Assim que saiu, eles fugiram, mas a sereia percebeu e correu atrás deles. Para atrasá-la, jogaram uma escova, um pente e um espelho, o qual ela não conseguiu atravessar. Assim, puderam escapar.

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