Bruna Moutte Giuliano
Bruna Moutte Giuliano

Nova York, a metrópole para todos os gostos

Qual o seu jeito de curtir a Big Apple? Na primeira ou na décima visita, a cidade está a postos para encantar e divertir os turistas

Fabiana Cambricoli , O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2015 | 03h00

NOVA YORK - Congestionamentos, sirenes e a correria de Nova York podem até lembrar a rotina caótica de São Paulo. Mas o fato é que o eletrizante ritmo nova-iorquino parece ser, para brasileiros de férias, um atrativo da cidade americana, e não uma desvantagem.

De acordo com dados da NYC & Company, órgão de turismo local, Nova York nunca recebeu tantos turistas do Brasil. Entre 2008 e 2014, esse número triplicou e a estimativa para 2015 é de que mais de 1 milhão de brasileiros passem pela cidade.

E de onde vem tanto encantamento? Provavelmente da reunião em um único lugar de tantas atrações para todos os gostos e perfis de viajantes. Na cidade estão presentes grandes símbolos do modo de vida americano, como monumentos, arranha-céus, espetáculos teatrais e cenários de filmes e séries, mas é também lá que feirinhas de arte, apresentações ao ar livre e pessoas do mundo todo têm algo a mostrar.

Outra boa qualidade de Nova York é sua generosidade com viajantes desacompanhados. Metade dos brasileiros (ou exatos 51%) vão para lá sozinhos. Claro que esse número inclui os que vão a trabalho, mas a outra parte dos turistas solitários é formada por pessoas que sabem que é possível curtir as melhores atrações sem ficar sem graça por não ter uma companhia.

Nos museus, como o Metropolitan e o de História Natural, você vai até comemorar por não precisar pular as alas que mais gosta, pressionado pelas preferências do outro. Nas ruas, é capaz de fazer amizade nas escadarias montadas na Times Square ou na fila de uma hamburgueria bacana.

Não há como esquecer o peso da alta do dólar. A cidade, porém, oferece alternativas para tornar os dias por lá mais econômicos. Embora a hospedagem seja um ponto crítico em termos financeiros, é possível comer por US$ 4 nos food trucks ou nas redes de fast-food, fazer boas compras nos outlets, usar a enorme rede de metrô para se deslocar (US$ 30 o Metrocard com viagens ilimitadas por uma semana; mta.info) e conhecer seis pontos turísticos por US$ 109 com o New York City Pass (pt.citypass.com/new-york).

Para os que planejam a primeira ou a décima viagem para a cidade, veja nas próximas páginas as dicas de acordo com o seu estilo. Ou mescle os passeios de cada roteiro e tenha uma experiência típica nova-iorquina: bem misturada. Em qualquer caso, prepare-se para andar muito e encontrar algo diferente a cada esquina.

Para aqueles que visitam a cidade pela primeira vez ou que gostam dos roteiros mais tradicionais, Nova York é pródiga em pontos-chave. Estátua da Liberdade, Empire State Building, Times Square, Central Park e Broadway são obrigatórios – mas bater perna a esmo, também. Um dos maiores atrativos da cidade é observar as pessoas, as novidades, as surpresas no caminho. Pode ser um rato gigante inflável em plena Quinta Avenida, referência bem-humorada aos roedores sempre vistos no metrô nova-iorquino, apresentações de dança de rua nos parques ou visuais extravagantes (que não são alvos de nenhum olhar de estranhamento). Em Nova York, tudo é possível – e essa diversidade a torna única.

Estátua da Liberdade (libertyellisfoundation.org). O monumento mais famoso dos Estados Unidos fica na Liberty Island, por onde se chega em um curto passeio de barco com longas filas. O mesmo bilhete dá acesso ao Museu da Imigração da vizinha Ellis Island, antigo porto por onde mais de 12 milhões de estrangeiros chegaram ao país, incluindo famosos como o ator britânico Charles Chaplin e o psicanalista austríaco Sigmund Freud. O tíquete simples para visitação da estátua e do museu sai por U$ 18, mas, por U$ 3 a mais, garante-se o acesso à parte interna do monumento e à coroa, de onde se tem uma privilegiada vista de Manhattan. É preciso subir 162 degraus estreitos e reservar com ao menos dez dias de antecedência.

Se você só quer ver a estátua, sem necessariamente desembarcar na ilha, há uma maneira mais econômica. O ferry que sai de Manhattan rumo a Staten Island passa bem perto da estátua na ida, parte a cada meia hora e não custa nadinha.

Broadway (broadway.com). Embora O Rei Leão, Chicago e O Fantasma da Ópera sejam os mais conhecidos e procurados pelos brasileiros, há espetáculos badalados no circuito que não deixam nada a desejar. Wicked relata a famosa história de O Mágico de Oz sob a perspectiva das bruxas. Já o recente On The Town aposta no bom humor para contar a atrapalhada passagem de três jovens marinheiros pela Nova York dos anos 1940. As peças mais concorridas costumam ter ingressos acima dos US$ 100, mas há como conseguir descontos de até 50% no balcão da Tkts, na própria Times Square, ou no aplicativo da empresa. Normalmente, os descontos ficam disponíveis horas antes do espetáculo.

Se estiver com viagem marcada para os próximos dias, atenção: a Broadway Week, que oferece dois ingressos pelo preço de um, começa hoje e segue até 2 de fevereiro. Entre os espetáculos, It’s Only A Play, com Matthew Broderick, Nathan Lane e outros rostos conhecidos; Les Miserables e Mamma Mia!. Confira: nycgo.com/broadwayweek

Central Park (centralparknyc.org). Com 3,4 quilômetros quadrados, que ocupam um intervalo de cerca de 50 quarteirões de Manhattan, o Central Park pede um dia inteiro para ser aproveitado como se deve. Mais do que um oásis verde no meio da metrópole, o parque guarda muito da história da cidade. Programa para qualquer época do ano: deitar na grama no verão, patinar no gelo no inverno...

Uma bicicleta ajuda a percorrer as áreas mais distantes. É possível alugar por US$ 14 a hora dentro do parque (a partir de março), ou escolher uma das bicicletas compartilhadas – descubra as estações em citibikenyc.com. O passe diário custa US$ 9,95 – devolva a bicicleta a cada meia hora e retire outra para não serem cobradas taxas extras.

Com transporte garantido, visite o Castelo Belvedere, construção de 1869 que serviu por muito tempo como estação meteorológica. A partir do segundo andar, o visitante tem uma excelente vista do parque. A Bow Bridge, por sua vez, é perfeita para fotos, principalmente no outono, quando fica rodeada de árvores com folhas dos mais variados tons. Strawberry Fields guarda o famoso mosaico que faz referência à canção Imagine, em homenagem a John Lennon, que vivia num prédio perto dali. No local, não é difícil encontrar fãs dos Beatles com violão, improvisando músicas da banda.

Empire State (esbnyc.com/pt). Dois observatórios permitem a vista panorâmica de Nova York a partir do Empire State: um no 86º e outro no 102º andar. De cada ângulo da cidade observado lá de cima, é possível, com os equipamentos de áudio entregues aos visitantes, ouvir uma gravação que detalha os pontos turísticos da área observada e a história daquela região. Interessante para entender melhor como a metrópole está organizada e planejar as próximas paradas. O ingresso que dá acesso ao 86º andar sai por US$ 29. Por US$ 46, você sobe até o 102º andar. Está incluído no New York City Pass.

Nova York quer mostrar que também há atrativos nos bairros menos turísticos e nos outros quatro distritos da metrópole – Brooklyn, Queens, Bronx e Staten Island –, especialmente para aqueles que estão na cidade pela segunda, terceira ou décima vez e querem sair do lugar comum. No roteiro a seguir, é possível ir a museus pouco conhecidos e ficar mais próximo da cultura local, inclusive das comunidades negra e latina.

Brooklyn. Distrito ligado a Manhattan pela famosa Ponte do Brooklyn, é alvo de variados tours temáticos e cenário de filmes como o clássico de John Travolta Os Embalos de Sábado À Noite (1977) e Os Bons Companheiros (1990), de Martin Scorcese. Para unir a paixão pelo cinema com o sabor de uma boa pizza, o tour Slice of Brooklyn (asliceofbrooklyn.com) passa pela tradicional pizzaria Grimaldi’s, conhecida por oferecer uma das melhores margheritas da cidade (massa fina e crocante), e leva os turistas para locações de filmes gravados no bairro. O tour sai por US$ 80 e inclui comida e bebida em duas pizzarias. Se quiser visitar apenas a pizzaria, saiba que a margherita custa US$ 14.

Em dias ensolarados, a pedida é seguir rumo ao Brooklyn Bridge Park, de onde se tem uma visão privilegiada da ponte e do skyline de Manhattan. É possível explorar a região de bicicleta – a Bike And Roll (bikenewyorkcity.com) oferece dois tours pelo bairro, ambos por US$ 50 e com três horas de duração. Se preferir, alugue uma magrela e saia por conta própria.

Louis Armstrong / House Museum (louisarmstronghouse.org). Localizado no Queens, a 20 minutos de metrô de Manhattan, o museu foi montado na casa onde o cantor Louis Armstrong viveu ao longo de 28 anos, até 1971, quando morreu aos 69 anos. A maioria das peças de mobília e decoração, além de objetos pessoais dele e de sua quarta mulher, Lucille, foram mantidos – até mesmo anotações do artista na sala onde ele costumava compor e tocar. Em alguns ambientes, é possível ouvir gravações em que Armstrong conta algo sobre aquela parte da casa ou de sua vida pessoal e profissional. Os amantes de jazz certamente vão se sentir em casa. O ingresso custa US$ 10. Aproveite a ida ao Queens para andar pelas ruas do bairro e ter uma ideia de como era a Nova York de décadas atrás: prédios baixos, ruas calmas e comércio de bairro, sem grandes redes.

Harlem. O distrito que era sinônimo de violência e degradação há 20 anos surge agora como novo polo cultural, comercial e gastronômico de Nova York. Habitado majoritariamente por negros e latinos, o bairro ao norte de Manhattan já é conhecido dos turistas pelas tradicionais missas embaladas por corais gospel nas manhãs de domingo. Entre as igrejas mais procuradas, estão Abyssinian Baptist Church (abyssinian.org) e Mother AME Zion Church (amez.org), receptivas aos turistas – nem todas veem com bons olhos quem vem de fora.

Aproveite a ida ao bairro, a 15 minutos de metrô do centro de Manhattan, e dê uma volta pela Rua 125, coração comercial com lojas de departamento e pontas de estoque de marcas queridas pelos brasileiros, como GAP e Banana Republic. Se não se importar com calorias, experimente a saborosa (e gordurosa) comida soul, tradicional da comunidade afro-americana, que inclui frango frito, ovos, pães e costelas. Um dos preferidos dos turistas é o restaurante Sylvia's, na própria Rua 125, entre as Avenidas Malcolm e Boulevard. A maioria dos pratos sai por menos de U$ 20.

Apollo Theater (apollotheater.org). Ella Fitzgerald, Jimi Hendrix, Jackson Five e Marvin Gaye são apenas alguns dos grandes nomes da música revelados no Apollo Theater, no Harlem. Foi na chamada Amateur Night, ou Noite dos Amadores, que os Estados Unidos ouviram pela primeira vez vozes tão talentosas. Realizado semanalmente desde a década de 1930, o evento reunia artistas amadores que eram acolhidos ou não, de acordo com os aplausos da plateia. Embora tenha vivido seu auge de revelações musicais entre os anos 1930 e 1980, o teatro ainda realiza, todas as quartas-feiras, a Amateur Night. Ingressos a partir de US$ 20.

Da arte solene dos museus – alguns dos melhores do mundo – à contemporânea das galerias – o bairro do Chelsea virou um poderoso hub delas –, a diversidade artística é uma das características marcantes de Nova York. Incluídos aí cinema internacional e até hotel que dedica espaço especial às criações de pintores e escultores.

Metropolitan Museum (metmuseum.org). Quem gosta de ver cada detalhe do museu precisa saber que o Met, para os íntimos, reúne 5 mil anos de arte – será impossível conhecer todo o acervo em um dia. Para conferir apenas as atrações mais badaladas, a dica é começar a visita pela ala egípcia, onde você poderá conhecer um templo do Egito antigo salvo de um alagamento, e aproveitar o mesmo andar para ver de perto peças do Império Romano. No segundo andar estão quadros de Picasso, Van Gogh, Rembrandt e outros cultuados pintores. O ingresso sai por US$ 25. É uma das atrações incluídas no New York City Pass.

The Museum of Modern Art (MoMA - moma.org). Noite Estrelada, de Van Gogh, A Persistência da Memória, de Salvador Dali, e Gold Marilyn Monroe, de Andy Warhol, são algumas das obras mais procuradas deste que é um dos museus mais concorridos de Nova York. A loja do MoMA é atração à parte, com peças tentadoras, sobretudo os utensílios para a casa. Ingresso a US$ 25, gratuito nas tardes de sexta-feira. Também faz parte do combo New York City Pass.

Jonathan LeVine Gallery (jonathanlevinegallery.com). Engajado em contracultura, no movimento punk e na arte de rua desde a juventude nos anos 1980, o curador Jonathan LeVine (não, não é o diretor de Hollywood) abriu a galeria que leva seu nome em 2005, no distrito artístico do Chelsea, bairro que se tornou a meca da arte contemporânea de Nova York – separe tempo para uma boa olhada nos estabelecimentos artísticos de toda a região. A galeria se orgulha de já ter exposto trabalhos de ícones do grafite, entre eles Shepard Fairey, o criador do pôster Hope da campanha de Barack Obama à presidência. Uma das exposições atuais mostra a arte ilustrativa do holandês Parra, de Amsterdã (até 7 de fevereiro).  

The Quin Hotel (thequinhotel.com). Voltado para os amantes das artes, o lobby do hotel possui, em uma das paredes, 12 monitores que projetam intervenções artísticas. Do outro lado do espaço, obras de artistas plásticos vão sendo trocadas à medida que são vendidas. Em seus 208 apartamentos, com decoração clean, mas luxuosa, o diferencial é o aroma da vela Heritage, criada especialmente para o hotel. Temperatura, luzes e até a privacidade do quarto podem ser controlados por um painel ao lado da cama. Pertence ao selo Small Luxury Hotels of The World (SLH), que reúne 520 hotéis-butique em mais de 80 países. Diárias a partir de US$ 346.

Film Society Lincoln Center (filmlinc.com). O melhor endereço do cinema internacional na cidade é o Lincoln Center. Sede do Festival de Cinema de Nova York, um dos mais importantes do planeta, e também de festivais dedicados aos cinemas judeu (em curso, vai até a próxima quinta-feira, dia 29), francês (6 a 15 de março), africano (6 a 12 de maio), além de numerosos outros eventos temáticos. Indispensável para ir além da pipoca e dos explosões das redes multiplex.

Mesmo com tantas atrações culturais e históricas é difícil encontrar um turista, principalmente brasileiro, que volte sem uma sacolinha (ou uma mala inteira de compras) de Nova York. De acordo com a NYC & Company, 91% dos visitantes do Brasil colocam o consumo como uma de suas razões para ir a Nova York. Sendo assim, vamos ao que interessa: onde (e o que) comprar.

Lojas de departamentos. Tenha em mente que não existe shopping center propriamente dito em Nova York: em Manhattan, são as megalojas de departamentos que reúnem grifes e categorias variadas de produtos. Bloomingdale’s (3ª Avenida, 1.000 e Broadway, 504), Macy’s (34th Street com Herald Square) e Sak’s Fifth Avenue (5ª Avenida, 611) têm moda, acessórios, maquiagem, perfumes, decoração – e oferecem descontos e facilidades para brasileiros em ocasiões específicas (procure o atendimento ao cliente com o passaporte em mãos antes de iniciar as compras). Best Buy (várias unidades) tem preços atrativos de eletrônicos (a B&H, próximo ao Empire State, é melhor ainda); Toys’R’Us (Times Square), brinquedos e enxoval; e a Century 21 (Cortlandt St, 22), colada ao novo Memorial 9/11, dedicado às vítimas do 11 de Setembro, é um caótico enclave de vários andares com preços dignos de outlet. 

Outlets. Se você prefere ir mesmo a um outlet, dois deles ficam fora, mas não absurdamente distantes da cidade: Woodburry Common Premium Outlets (oesta.do/woodburyoutlet), ao norte, ou o Jersey Gardens (jerseygardens.com), que, embora localizado no Estado vizinho de New Jersey, fica a apenas 40 minutos do centro de Manhattan. O primeiro ganha em número de lojas e grifes, mas o segundo tem como vantagem a localização: é possível chegar de ônibus, que sai do Port Authority Bus Terminal (8th Avenue com 42 St., nos arredores da Times Square) e custa US$ 6,50.

Luxo. Se a 5ª Avenida costuma ser lembrada por brasileiros para compras de luxo, a Madison Avenue, a apenas uma quadra, é a preferida dos endinheirados nova-iorquinos para atendimento e produtos exclusivos. É lá que as grifes gostam de instalar suas lojas conceito, com peças que serão tendência na próxima estação. A parte mais luxuosa fica entre as ruas 57 e 80. Há desde as famosas Michael Kors, Prada e Coach até as recém-chegadas Philipp Plein, com peças de vestuário modernas que fazem sucesso na Europa, e a joalheria Hueb, de propriedade de uma família mineira que já tem seis pontos de venda no Oriente Médio.

Variedade na rua. A Bleecker Street liga o bairro cool de West Village ao começo do rebelde East Village e, no percurso, é povoada por lojas sérias, outras de camisetas e discos, e ainda por um ou outro galpão que reúne pequenos designers sem ponto fixo.

 Por ali também está o Soho, que, é bom que se diga, já viveu dias mais alternativos. Está mais mainstream (Mulberry, American Apparel, Ralph Lauren, Dior, Louis Vuitton), tem várias boas galerias de arte com trabalhos vendidos a preços pagáveis e uma Apple Store muito mais descolada que a da 5ª Avenida. O clima antigo de lojas e bares com menos pretensão que foram expulsos do Soho pela escalada dos aluguéis foi se instalar no vizinho Nolita. Procure nas ruas Mott, Elizabeth e Mulberry.

Alternativos. Em um galpão de fachada grafitada na N 7th Street, cerca de 30 designers e estilistas se revezam a cada semana na Artists & Fleas para vender joias, roupas, acessórios e objetos de decoração. O site mostra as novidades da semana: artistsandfleas.com/williamsburg. Vá ao Williamsburg, o bairro mais badalado do distrito do Brooklyn, com esse espírito: encontrar marcas e criadores locais.  A popular e moderninha Urban Outfitters abriu um espaço conceitual em Williamsburg, o Ninety 8 (N 6th Street, 98; spaceninety8.com), que vende as peças de moda jovem da marca, mas também recebe convidados (designers locais, claro), tem restaurante, bar, galeria e terraço e funciona como lounge.

Ver o pôr do sol e contemplar arte urbana em uma espreguiçadeira, comprar produtos frescos e encontrar em um mesmo local diferentes experiências gastronômicas, descobrir peças incríveis em galerias de arte longe da lotação extrema do centro de Manhattan. Isso tudo também é possível em Nova York, principalmente nos bairros e atrações yuppies do momento.

The High Line (thehighline.org). Visitado por 5 milhões de pessoas por ano, o parque High Line virou um ícone da vida ao ar livre na cidade – perde em popularidade apenas para o Central Park. Com 2,3 quilômetros de extensão e aberto em 2009, ele foi implantado sobre uma linha férrea suspensa desativada. Teve sua terceira e última parte entregue ao público em setembro. Há um belo jardim, mesas, cadeiras, bancos e espreguiçadeiras, tudo com design bem estudado. Sobretudo no calor, o parque recebe apresentações musicais ao ar livre. No frio, não esqueça do gorro, cachecol e luvas. O vento que sopra no parque suspenso castiga.

Meatpacking District. Um antigo aglomerado de matadouros e fábricas de processamento de carne virou um enclave de lojas de grife, restaurantes e bares frequentados por jovens arrumadinhos, baladas com fila de modelos na porta e uma ou outra galeria de arte. Encravado entre o Rio Hudson e a 11ª Avenida, o Meatpacking District só faz lembrar seu passado pela referência direta à carne em seu nome (“meat”) e alguns poucos frigoríficos que dão um ar vintage à vizinhança. Stella McCartney, Diane Von Furstenberg, Marc Jacobs e o designer de sapatos Christian Louboutin têm lojas ali. Alguns dos chefs mais conhecidos do mundo mantêm restaurantes no Meatpacking. Na 13ª Avenida, você encontra o Spice Market, onde o chef Jean-Georges Vongerichten serve comida de rua asiática em um ambiente decorado com peças que remetem à Índia e ao Camboja. 

Chelsea Market (chelseamarket.com). No badalado mercado gourmet, é possível encontrar ingredientes frescos dos mais variados tipos ou, para quem não gosta de se aventurar na cozinha, comer em um dos restaurantes do local. Se você curte temperos, não deixe de passar no Spices and Teases, que vende especiarias e chás de todo o mundo, sobretudo da Ásia. Ainda no clima asiático, conheça o Buddakan, restaurante que traz a culinária típica para os dias atuais que, de quebra, tem uma decoração incrível. Na entrada do mercado, dê uma passada na feirinha de arte que vende, além de quadros e figuras, bijuterias e roupas moderninhas. Outro endereço gastronômico querido de moradores e turistas na região é o Eataly (eataly.com), mercado de inspiração italiana como sugere o nome.

Burger Joint (parkermeridien.com/eat/burger-joint). Se você não quer sair dos Estados Unidos sem comer um hambúrguer, mas se recusa a ir às redes de fast-food, o Burger Joint é uma boa pedida. Localizado em um cantinho escondido do hotel Le Parker Meridien, reúne jovens descolados e turistas em busca de um ambiente mais informal. No local, pôsteres de filmes e de artistas, rabiscados pelos próprios clientes, dão um tom urbano e hipster ao local, que vive lotado e atrai, durante a noite, público suficiente para formar filas com cerca de 30 pessoas. Na própria fila, além de fazer amigos, você já preenche um papel com o seu nome e o seu pedido, o que agiliza a entrega. A comanda está disponível em oito idiomas, inclusive em português. O cheeseburger sai por US$ 8, com salada e molhos incluídos.

Hotel Aloft Harlem (aloftharlem.com). Primeiro hotel inaugurado no bairro do Harlem em 40 anos, o Aloft Harlem, aberto em 2010, tem ambiente jovem e prático, com decoração bem-humorada e futurista. Não oferece serviço de quarto, mas mantém uma espécie de minimercado no lobby. É ainda um dos primeiros da rede Starwood em que é possível fazer check-in sem passar pela recepção, por meio do aplicativo da rede, que transforma o celular em chave do quarto. A facilidade, porém, só funciona para os clientes que fizeram a reserva por meio do aplicativo. Diárias a partir de US$ 179.

Nova York pode ser o paraíso para quem está com orçamento folgado e quer desfrutar de exclusividade na hospedagem, nas refeições e nos momentos de descanso. 

The Iroquois Hotel (iroquoisny.com). Localizado entre a Times Square e a 5ª Avenida, tem boa localização para os pontos turísticos básicos. No prédio, construído em 1901 e que já teve como hóspede James Dean, a decoração é clássica, luxuosa, mas sem exageros. Suítes amplas e alguns mimos entregues aos hóspedes são diferenciais. Todas as noites, os clientes encontram chocolates sobre a cama. No banheiro, os itens de perfumaria são da marca Molton Brown. Descendo ao térreo, é possível encerrar a noite no disputado e aconchegante Lantern's Keep, bar especializado em drinques onde não é possível entrar sem reserva. Também pertence ao selo Small Luxury Hotels of The World (SLH). Diárias a partir de US$ 243, para dois.

St. Regis (stregisnewyork.com). Dramaticamente remodelado e inaugurado em versão tinindo de nova há um ano, o St. Regis movimentou a cena da hotelaria de luxo em Nova York com sua autodenominada “nova era do glamour”. O hotel, que chegou a hospedar o pintor Salvador Dalí, fechou parcerias com grifes como Tiffany e Dior para redecorar alguns dos quartos. O King Cole Bar, que reivindica para si a criação do drinque Bloody Mary (originalmente, red snapper), em 1934, pelo bartender Fernand Petiot, também recebeu um banho de loja. Diárias começam em US$ 745 por quarto.

The Wayfarer (thewayfarernyc.com). No ambiente aconchegante e ideal para uma noite romântica do restaurante, os pratos são bem servidos e saborosos. Destaque para as opções do mar. Se estiver em grupo, não deixe de experimentar the royale (US$ 120), torre com suculentos e frescos frutos do mar como lagostas, ostras, mexilhões, caranguejos e camarões. Serve bem de quatro a cinco pessoas. Para algo mais típico da cozinha americana, opte pelo filé NY strip (US$ 48).

Spa Moonshine (parkermeridien.com/pamper/moonshine). Escondido no subsolo do hotel Le Parker Meridien, em plena Rua 56, agitado endereço de Manhattan, o spa Moonshine surpreende pela decoração refinada na sala de espera que se transforma em ambiente rústico, com reproduções de pinturas rupestres nas salas de massagem. O menu é enxuto: tratamento corporal ou facial, a US$ 135 cada, feitos com o auxílio de produtos orgânicos e que podem combater problemas específicos do cliente, como dores nas costas ou acne.

*A repórter viajou a convite da NYC & Company e da Copa Airlines.

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