Viagem

Um roteiro cinematográfico pela Nova Zelândia

Território compacto, natureza exuberante e gosto por aventura atraíram a atenção de Hollywood, que colocou o país no radar dos turistas

04/10/2016 | 05h00    

Guilherme Sobota - O Estado de S. Paulo

Cidade de Queenstown, na Ilha Sul da Nova Zelândia

Cidade de Queenstown, na Ilha Sul da Nova Zelândia Foto: Tiago Queiroz/Estadão

AUCKLAND - A reação é sempre a mesma: dizer a alguém que você foi, ou vai, à Nova Zelândia, é garantia de espanto. Afinal, são em média 18 horas em dois voos, existe um oceano gigantesco entre nós e… o que mais mesmo? Essa é a dúvida que causa espanto, e agora que visitei quatro das principais cidades desse pequeno país no sudeste da Oceania, é possível atestar que a surpresa se justifica. 

Visualmente deslumbrante, econômica e politicamente estável, nono IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo e com uma política amigável a imigrantes em busca de trabalho, o país acumula uma lista de razões para ser o próximo destino da viagem de férias.

Se comprimida, a área das ilhas que compõem a Nova Zelândia – as principais são a Norte e a Sul – caberia dentro do Estado do Rio Grande do Sul. A magia é justamente a capacidade do país de oferecer, num espaço de terra tão reduzido, uma respeitável diversidade de paisagens, climas e ambientes urbanos e rurais. É essa, inclusive, uma das explicações para a pujante indústria do cinema que se formou no país desde que a franquia O Senhor dos Anéis caiu no gosto do público, no começo dos anos 2000. 

Estive hospedado em quatro centros urbanos de diferentes tamanhos. De norte para sul, Auckland tem 1,5 milhão de habitantes e é o destino dos voos que chegam da América do Sul. Será, portanto, seu provável primeiro contato com o país. Rotorua, a 230 quilômetros de distância, tem 56 mil. Wellington, no sul da Ilha Norte, é lar de 400 mil pessoas, e a pequena Queenstown, já na Ilha Sul, tem 13 mil. 

Dada a variedade de coisas para ver, fazer e comer, seria possível dizer que são quatro países diferentes, unidos pela orgulhosa hospitalidade dos kiwis, como são chamados os neozelandeses. Com as distâncias pequenas ou moderadas (nenhum voo dentro do país dura mais do que duas horas), é possível cumprir o roteiro e ter uma experiência rica dentro de 10, 12 dias.

Importante lembrar: a viagem não sai nada barata. O câmbio é próximo do dólar americano – atualmente, US$ 1 equivale a 1,3 dólares neozelandeses. Como a economia é pesadamente dependente do comércio exterior, produtos e serviços tendem a ter preço salgado.

A boa notícia é que é possível se aventurar pela Nova Zelândia combinando turismo e trabalho. Brasileiros entre 18 e 30 anos podem se inscrever no programa Working Holiday Visa, que concede um visto de trabalho de até um ano. As próximas inscrições abrem em agosto de 2017. 

Já turistas comuns não precisam de nenhum tipo de visto, apenas de alguma atenção às restrições de bagagem: comida, por exemplo, não entra. 

EM CLIMA DE METRÓPOLE

Sky Tower em Auckland

Sky Tower em Auckland Foto: Stefan Wermuth/Reuters

Auckland poderia ser a São Paulo deles: muito menor, obviamente, mas com um trânsito igualmente ruim. Mesmo no centro, a cidade é pouco verticalizada, o que faz com o que os deslocamentos de moradores sejam mais longos. 

Mas não se deixe dominar por essa primeira impressão. Auckland é de fato uma metrópole, e um de seus pontos mais famosos, a Sky Tower, é parada indispensável. A torre mais alta do Hemisfério Sul – uma guia disse que fizeram questão de construí-la maior do que qualquer coisa na Austrália, “é claro” – tem um lounge que permite observar a cidade em 360 graus e as ilhas que a cercam (custa 28 dólares neozelandeses para subir, R$ 65). É possível pular lá de cima atado a cabos de aço, mas enquanto estive lá, pelo menos três pessoas desistiram, mesmo depois de desembolsar nada módicos 225 dólares neozelandeses, R$ 530. 

Por perto da torre, na Federal Street, há dois bons restaurantes. O Federal Delicatessen foi construído como uma homenagem aos estabelecimentos judeus similares em Nova York. O Depot Eatery tem um ambiente parecido. Os dois têm comida fresca e sazonal e servem o turbot slider, um pequeno hambúrguer de peixe. Já para acompanhar carnes vermelhas, em qualquer restaurante da Nova Zelândia, escolha o vinho feito com uvas pinot noir do próprio país.

 

Orla de Auckland 

Orla de Auckland  Foto: Stefan Wermuth/Reuters

Andando ao norte pela Queen Street, a principal da cidade, em direção aos cais, há um terminal de transporte urbano chamado Britomart: a partir dele estende-se uma espécie de calçadão hipster que reúne galerias, bares e bons restaurantes. No Ortolana, o prato de nhoque fresco com cogumelos japoneses e nabo, mais uma sobremesa que vem do vizinho Milse, sai por 30 dólares neozelandeses (R$ 70).

O Britomart fica aos pés do terminal hidroviário de Auckland: dezenas de pequenas vilas em ilhas ou penínsulas ficam a um tíquete de distância dali. A mais indicada para turistas é Devonport, à qual se chega depois de uma travesia de apenas 12 minutos. A atração principal do vilarejo cheio de construções vitorianas é o cume do Monte Vitória, um dos três cones vulcânicos que circundam a vila. A vista para Auckland faz a caminhada de vinte minutos morro acima se pagar. Também há visitas guiadas diárias que podem ser adquiridas no terminal hidroviário.

Outros pontos que valem a visita em Auckland com mais calma: o pico do Monte Éden, a dez minutos de carro do centro e, ainda mais ao sul, o belo Cornwall Park, distante cerca de meia hora. Para curtir um parque mais perto com boa infraestrutura infantil, o Western Park está ao lado do centro.

SAIBA MAIS

Aéreo: tarifas do voo entre São Paulo e Auckland, ida e volta, começam em US$ 1.490 na Latam, US$ 1.520 na Emirates e US$ 1.867 na Aerolíneas. Com paradas.

Site: tourismnewzealand.com 

Visto: não é necessário para turismo por até 30 dias.

*O repórter viajou a convite de Tourism New Zealand e Disney.

Te Puia, um parque no centro da cultura maori

Santuário é a grande atração de Rotorua, cidade que é o coração da cultura maori na Nova Zelândia

Te Puia - Pohutu Geiser 

Te Puia - Pohutu Geiser  Foto: Guilherme Sobota/Estadão

ROTORUA - Rotorua é o coração da cultura maori na Nova Zelândia. A grande atração é Te Puia, uma espécie de santuário de 70 hectares junto a um vale ao sul da cidade. Os locais dizem que esse é o lugar do mundo em que você pode chegar mais próximo a um gêiser; provavelmente estão certos. O parque é o centro mundial da cultura maori e um ótimo lugar para ver como uma sociedade indígena conseguiu se adaptar ao capitalismo do século 21 sem perder o senso de identidade.

Te Puia é administrado pelos próprios maoris, sem nenhuma ajuda financeira do governo da Nova Zelândia. Segundo Sean Marsh, gerente de marketing de Te Puia, toda a arrecadação vem dos turistas. Um combo completo para visitar o parque, com guia, refeição e apresentação cultural de haka, a tradicional dança de guerra maori que ficou famosa por ter sido adotada pelo time neozelandês de rúgbi  (assista aqui para lembrar), sai por 153 dólares (R$ 360).

Te Puia é o lugar mais fácil para se ver de perto um kiwi: o pássaro local que tem tanta identificação com o país que acabou virando o gentílico dos nascidos na Nova Zelândia. Da mesma família da ema e do avestruz, mas do tamanho de uma galinha, o kiwi sofre muito com predadores mamíferos, como cães e raposas. Antes da colonização europeia do país, no século 17, não havia nenhum mamífero terrestre em solo neozelandês. A introdução de animais e pragas distintas criou um desequilíbrio ambiental que só começou a ser resolvido a partir do início do século 20 e hoje é tema essencial nas discussões políticas do país.

Calor. A Nova Zelândia é um território com atividade vulcânica recente em termos geológicos – poucas centenas de milhares de anos. Por toda a cidade de Rotorua é possível ver fumaça saindo do chão – o enxofre expelido do fundo da Terra deixa o lugar com cheiro desagradável, mas que acostuma rápido. Em Te Puia, o gêiser Pohutu é uma das visões mais procuradas pelos turistas: entra em erupção e lança jatos a 30 metros de altura, 20 vezes por dia.

Essa atividade geotérmica foi exatamente uma das razões para os maori se estabelecerem no local, há coisa de 700 anos. Na cozinha, por exemplo, até hoje, esse povo usa a técnica de colocar carnes e vegetais enrolados em folhas de uma árvore local para cozinhar em “fornos” no solo.

Rotorua tem outra reserva geotermal, a Hell’s Gate, com águas termais e piscinas de lama aquecida onde é possível se banhar. Os tíquetes começam em 35 dólares neozelandeses (R$ 83).

Para relaxar. Depois de um dia em Te Puia, aproveite o clima ameno, de temperaturas que quase nunca superam os 20 graus, para ir às piscinas naturalmente aquecidas do Polynesian Spa (27 dólares; R$ 64).

Primeiros habitantes. Os maori são os indígenas da Polinésia e os primeiros humanos a ocupar o território da Nova Zelândia, há cerca de 750 anos. O contato com os primeiros europeus foi pacífico, mas houve conflitos no século 19, e o povo indígena foi drasticamente reduzido. Hoje eles correspondem a 15% da população total do país, e muitos dos seus hábitos e expressões foram incorporados à cultura local.

Wellington, a pequena capital mais legal do mundo

Cidade da Nova Zelândia tconta com oferta cultural variada, gastronomia interessante e uma vida noturna barulhenta

Sky Tower em Auckland

Sky Tower em Auckland Foto: Stefan Wermuth/Reuters

WELLINGTON - Os locais gostam de se referir a Wellington como a “pequena capital mais cool do mundo”. Apesar de ser bem menor do que Auckland, com cerca de 400 mil habitantes, a cidade cumpre a promessa. Com uma oferta cultural variada, gastronomia interessante e uma vida noturna barulhenta, também abriga a mundialmente famosa Weta, empresa de Peter Jackson e Richard Taylor responsável pelo visual de O Senhor dos Anéis e de várias outras produções filmadas na Nova Zelândia.

A Weta oferece diferentes tipos de passeios. Um dos razoáveis, por 25 dólares neozelandeses (R$ 60), permite ao visitante ver armas, armaduras, miniaturas usadas em filmagens e outros objetos de longas como Distrito 9, King Kong e As Crônicas de Nárnia. Há, entre outras curiosidades, um modelo em tamanho “real” de Gimli, o anão de O Senhor dos Anéis; a réplica era usada como dublê em cenas em que o personagem era arremessado. Os tours começam na Weta Cave, a loja oficial do estúdio. Os figure actions (bonecos) não custam menos do que 100 dólares neozelandeses (R$ 235); os maiores chegam a 1.200 dólares (R$ 2.815). 

Boneco de Gandalf, à venda na Weta, empresa responsável pelo visual de 'O Senhor dos Anéis'

Boneco de Gandalf, à venda na Weta, empresa responsável pelo visual de 'O Senhor dos Anéis' Foto: Guilherme Sobota/Estadão

A indústria de café de Wellington é reconhecida internacionalmente. Uma visita a qualquer das dezenas de unidades da Mojo, uma das principais marcas de café do país, comprova a paixão que os locais têm pela bebida – diz-se que a cidade tem mais cafeterias per capita do que Nova York. A preferência nacional é o flat white, um expresso com injeção de leite ao vapor. O long black também é especialidade local: uma dose dupla de expresso sobre água quente que passou pela mesma máquina. Sensacional.

O interesse local pelo café cresceu muito após os anos de 1980, mas é herança de uma migração em massa de europeus após a 2ª Guerra Mundial. Também foi motivada pelo que eles chamam de “ingenuity” (perspicácia), uma característica kiwi que eles não vão cansar de enfatizar quando você estiver por lá.

Cerveja. Outra paixão local desenvolvida nos últimos 30 anos é a cerveja artesanal: Wellington está repleta de breweries, cervejarias. A Fork & Brewer, no centro, está sob responsabilidade do jovem mestre cervejeiro Kelly Ryan, que viveu um tempo no Reino Unido e voltou ao seu país de origem para cuidar da tradicional casa em Wellington. É ele quem dá dicas de como harmonizar a extensa carta de cervejas com os petiscos servidos. Para começar a noite e conhecer quatro tipos da bebida, vá de degustação, por 15 dólares (R$ 34).

A vida noturna se concentra entre a Cuba Street (o simpático calçadão do centro), a Leeds Street (visite a Chocolate Factory) e o Courtney Place (o bar ideal para fechar a noite se chama The Library e é uma biblioteca de fato). A cidade ainda reúne outras atrações, como o museu nacional Te Papa, o Monte Vitória (uma caminhada de 20 minutos que oferece uma das visões mais bonitas da cidade) e diversas opções para ciclistas, iniciantes e profissionais.

 

Coco at the Roxy, restaurante em Wellington

Coco at the Roxy, restaurante em Wellington Foto: Guilherme Sobota/Estadão

Gastronomia no Coco at The Roxy.  Dentre a ampla oferta de restaurantes em Wellington, um bom lugar para se ter uma experiência local – e cinematográfica – é o Coco at the Roxy. Situado no Capitol Theatre, uma construção art déco de 1928 que também tem um cinema ativo, o restaurante tem o menu do jovem chef Nic Spicer, que mistura influências mediterrâneas e norte-americanas com ingredientes frescos locais. O lagostim (crawfish) etouffée – espécie de guisado típico da culinária crioula – com creme de grãos custou 28 dólares neozelandeses (R$ 65) e talvez tenha sido a melhor coisa que comi em oito dias comendo bem na Nova Zelândia.

Queenstown, a terra do bungee jumping

Região neozelandesa foi intensamente usada em filmagens da saga e também no recém-estreado 'Meu Amigo, O Dragão'

Queenstown - Lago Wakatipu

Queenstown - Lago Wakatipu Foto: Guilherme Sobota/Estadão

QUEENSTOWN - Dos lugares visitados na Nova Zelândia, a minúscula Queenstown, no sul da Ilha Sul, é sem dúvida o mais deslumbrante. As montanhas que cercam a cidade e a vista para o Lago Wakatipu são de uma beleza natural que impressiona mesmo viajantes experientes. A região foi intensamente usada em filmagens de O Senhor dos Anéis e também do recém-estreado Meu Amigo, O Dragão, da Disney.

A cidade tem um apelo especial para fãs de esporte de aventura: pelo menos uma dúzia de estações de esqui operam na região. Também foi ali que nasceu o bungee jumping. Mesmo se faltar a coragem para saltar da plataforma de 43 metros sobre a ponte Kawarau, a visita vale pela vista e pela vibração especial do lugar, embalada pela adrenalina. O Kawarau Bungy Centre fica a 25 minutos de carro do centro da cidade, e o salto custa 195 dólares neozelandeses (R$ 463).

Não tive coragem, mas me arrependi: a experiência não é “nem metade do mau que eu achei que seria”, disse um canadense que se jogou lá de cima. Ainda assim, o lugar oferece uma tirolesa de 130 metros que também dá aquela pontada de adrenalina e exige menos da metade da coragem (e do dinheiro: 50 dólares neozelandeses; R$ 119).

 

Salto de bungee jumping na Ponte Kawaraw

Salto de bungee jumping na Ponte Kawaraw Foto: AJ Hackett/Divulgação

Ali por perto fica a vinícola Gibbston Valley, com tours guiados desde 15 dólares (R$ 49), refeições harmonizadas desde 65 dólares (R$ 155) e passeios especiais para quem entende mesmo de vinhos. Outra opção é Amisfield Bistro, misto de adega e restaurante cujo cardápio já vem com sugestões de harmonização – o pinot noir, uma das especialidades do país, é indicado para acompanhar a carne de pato com vegetais frescos. O menu degustação começa em 75 dólares (R$ 178), sem bebidas.

Por 229 dólares (R$ 543; dartriver.co.nz), um ônibus sai do centro de Queenstown em direção ao minúsculo povoado de Glenorchy, a 46 quilômetros de distância. A estrada segue pela margem do Wakatipu, aos pés das montanhas. No meio do caminho, uma parada recebe o sugestivo apelido de “vista de um milhão de dólares”. Autoexplicativo. Na chegada ao lugar que os orgulhosos moradores chamam de “paraíso”, você embarca em um bote rápido e sobe o Rio Dart a 130 quilômetros por hora. Há, ainda, tour guiado pela floresta em um parque nacional e visitas a fazendas particulares que foram usadas para encenar Isengard, uma das principais locações de O Senhor dos Anéis.

Aproveite também para caminhar em Queenstown. Há bons restaurantes, bares e uma lanchonete muito peculiar (leia abaixo). Além disso, os 40 minutos de passo tranquilo entre o Jardim Botânico, a região central e o Skyline (suba a gôndola: são 33 dólares, R$ 78) vão fazer você lembrar dessa cidade por muito tempo. 

 

Lanche da Fergburger vai muito bem na madrugada

Lanche da Fergburger vai muito bem na madrugada Foto: Guilherme Sobota/Estadão

Saciar a fome no FergburgerAndar pelo centro de Queenstown é uma experiência pacata até você vislumbrar uma fila que dobra a esquina em frente a uma lanchonete. Fundada em 2001 em uma garagem como “opção de comida para os bêbados da madrugada”, a Fergburger é uma simpática casa de hambúrgueres que atrai visitantes do mundo todo, sem exagero. O hambúrguer é ótimo (em média, 13 dólares; R$ 30). Escolhi o tradicional da casa, com cebola vermelha e molho de tomate, e acertei. O lugar ganhou fama quando a Nova Zelândia sediou a Copa do Mundo de Rúgbi, em 2011.

 

Nova Zelândia para cinéfilos e nerds

Cenário de longas hollywoodianos de sucesso como 'O Hobbit', país permite visita a set de filmagem

Robbiton, vila cenográfica onde foram gravadas as cenas de 'O Senhor dos Anéis' e 'Hobbit'

Robbiton, vila cenográfica onde foram gravadas as cenas de 'O Senhor dos Anéis' e 'Hobbit' Foto: Alessandro Lucchetti/Estadão

Se você é um pouco nerd, vai achar a próxima sugestão interessante. Caso seja muito nerd, bem, pode considerar que o paraíso foi encontrado: desde que terminaram as filmagens da série O Hobbit, que tem três longas, em 2011, o set em que o Condado (Shire) foi montado permanece de pé e aberto à visitação turística. 

Os preços variam de 100 a 400 dólares neozelandeses (R$ 235 a R$ 940) em pacotes oferecidos pela Great Sights com saídas do Sky City Terminal, em Auckland; também é possível fazer o passeio a partir de Rotorua.

O set é incrível: apesar da movimentação intensa de turistas no lugar, o clima bucólico que domina os filmes nas cenas mais tranquilas permanece intacto no local – que é, na vida real, uma fazenda de criação de ovelhas. 

Todas as cenas externas do Condado (tanto em O Hobbit como nos filmes da franquia O Senhor dos Anéis) foram filmadas por ali, inclusive a festa de aniversário de Bilbo no começo de A Sociedade do Anel. Segundo o guia do passeio, é bastante comum turistas caírem em lágrimas ao se verem pela primeira vez diante do cenário real. 

Veja outros filmes famosos cujo cenário é neozelandês:

1. Sagas ‘O Senhor dos Anéis’ e ‘O Hobbit’

Peter Jackson já era um diretor neozelandês de sucesso nos anos 1990 (ele tinha uma indicação ao Oscar); mas, ao decidir fazer O Senhor dos Anéis, em 1998, colocou definitivamente a Nova Zelândia no mapa de Hollywood. 

 

2. ‘X-Men Origens: Wolverine’ 

O filme com Hugh Jackman e Liev Schreiber teve cenas nas mesmas locações em que foi montada a cidade de Isengard, de O Senhor dos Anéis, em Queenstown. 

 

3. ‘O Último Samurai’

A produção de 2003 com Tom Cruise e Ken Watanabe transformaram em Japão a região de Taranaki, na ilha norte da Nova Zelândia.