Cathal McNaughton/Reuters
Cathal McNaughton/Reuters

Novidades no horizonte de Oslo

A capital da Noruega está em transformação, mas a principal novidade chega em 2020: o novo Museu Munch, um espaço nobre para o pintor mais famoso do país

Adriana Moreira, Oslo

03 Abril 2018 | 04h50

Oslo está em transformação. O horizonte da capital a cada dia ganha novos edifícios – residenciais e comerciais – que parecem participar de uma silenciosa competição de design e arquitetura. Essa transformação é ainda mais evidente na região central, onde o prédio da Ópera de Oslo se destaca. Erguida há dez anos, a casa parece surgir das águas do Oslofjord. No verão, os noruegueses aproveitam para se banhar ali, enquanto aproveitam para se refestelar ao sol. Na área externa, é possível ainda caminhar pela longa rampa até o teto e ter uma vista panorâmica da cidade.

A principal novidade na região, contudo, tem previsão para ser inaugurada apenas em 2020. O novo Museu Munch – chamado de Lambda – ficará em um edifício envidraçado de 12 andares onde serão armazenados cerca de 28 mil itens (entre desenhos, pinturas e rascunhos, fotografias) relacionados ao pintor norueguês Edvard Munch.

Embora o design da obra tenha levantado muitas polêmicas na capital norueguesa, faz sentido reservar um espaço nobre para o pintor mais famoso do país. O atual Museu Munch (entrada 120 coroas ou R$ 50) é pequeno e não impressiona muito. A obra mais conhecida de Munch, O Grito, tampouco está ali: ela pode ser vista na National Gallery, que guarda a maior coleção de pinturas, desenhos e esculturas do país. Entrada a 100 coroas (R$ 42). 

Outra área que se destaca pela arquitetura é o bairro Tjuvholmen, de edifícios comerciais e residenciais planejados por 20 arquitetos e também point de bares e restaurantes elegantes. Um deles é o Tjuvholmen Sjomagasinet, especializado em pescados e frutos do mar. O menu com quatro pratos (que muda sazonalmente) custa a partir de 685 coroas (R$ 290). Antes do jantar, se quiser dar uma olhada na região do alto, o The Sneak Peak é um elevador de vidro de 54 metros de altura. Para subir, paga-se 20 coroas (R$ 8). 

Apesar da opulência, a refeição no Sjomagasinet não foi a que mais impressionou na capital. Com atendimento simpático e receitas bem temperadas, o Sanguine Brasserie, dentro da Ópera de Oslo, tem pratos principais a partir de 285 coroas (R$ 120). Faça reserva.

Quem também conquistou com pratos simples, mas cheios de sabor, foi o Vulkan Fisk, misto de restaurante e peixaria localizado no Mathallen Oslo. Vá para almoçar: a sopa com mexilhões, salmão e bacalhau (184 coroas ou R$ 77), servida em diferentes versões ao longo da viagem, foi a mais memorável. Há ainda porções de camarões, ostras frescas e pratos quentes, mas os caranguejos gigantes (425 coroas ou R$ 179) e as lagostas (950 coroas ou R$ 400 o quilo) estão entre os pratos mais pedidos – e cobiçados. Pelo mercado, há outras opções de refeições, doces e drinques. 

Depois do almoço, aproveite para andar pelo bairro, que tem um ar ligeiramente hipster, com obras de arte e grafite nos muros, bares e casas noturnas. 

Transporte

A modernidade da capital de 660 mil habitantes também se faz notar em sua eficiente rede de transportes. Há trem diretamente do aeroporto para o centro, onde se desembarca em uma estação que mais parece um shopping center, com amplas opções gastronômicas de qualidade. O percurso, de 47 quilômetros, leva cerca de 20 minutos e custa 190 coroas (R$ 80).

A tarifa não está incluída no Oslo Pass, que dá direito a usar a rede de transporte da cidade por 24, 48 ou 72 horas, além de entrada em 30 atrações. O passe inclui o ferry para Bygodoy, a Península dos Museus, e ingresso para pontos importantes como o Parque Vigeland, o Museu do Barco Viking, o Museu Munch e a National Gallery. A partir de 395 coroas (R$ 166). Para quem prefere pedalar, a cidade conta com bicicletas compartilhadas entre abril e novembro. São 200 estações pela cidade, que é bem amigável para ciclistas. O passe de um dia custa 49 coroas (R$ 20).

Esqui na metrópole

Localizada em meio a um fiorde, o Oslofjord, a capital tem montanhas onde seus moradores costumam praticar esportes de neve. Além de museus, a área de Bygodoy conta com uma rampa de salto com esqui. Chamada de Holmenkollen, ela é palco de competições, shows e eventos. Na parte baixa, um museu conta a história do esqui. 

Arte e história na capital

Parque Vigeland

Não se trata apenas de um parque de esculturas. O Vigeland – que leva o nome do autor das obras e idealizador do espaço, Gustav Vigeland – está repleto de história, simbologia e observação do comportamento humano, contando a história do homem do nascimento à morte. São mais de 200 esculturas feitas em granito, bronze e ferro, a maioria delas distribuída no eixo principal. Embora a entrada no parque seja grátis (paga-se apenas para entrar no museu, 80 coroas ou R$ 33), vale a pena pegar um tour guiado para entender as nuances de cada obra e como a distribuição delas foi pensada para contar uma história. O parque público já existia desde 1924, mas as obras foram sendo colocadas entre 1939 e 1949. Destaque para a fonte e para a Roda da Vida. 

Viking 

Para entender um pouco mais sobre o povo que dominou a região ao longo de 250 anos por volta do século 9º, vá ao Museu do Barco Viking. São apenas três barcos, que impressionam pelo grau de preservação que foram encontrados nas escavações e pelos detalhes dos ornamentos. A entrada custa 100 coroas (R$ 42).

Prefeitura

No centro de Oslo, a prefeitura tem entrada livre e é um programa turístico tradicional por causa de seus belos murais feitos por artistas noruegueses entre 1900 e 1950. De 1º de junho a 16 de julho, há tours gratuitos às 10h, meio-dia e 14h. Aproveite ainda para curtir o centro – há tours gratuitos no verão. Confira: freetouroslo.com

 

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